22/12/2025
A transformação digital na saúde não é mais uma questão de se, mas de como.
Ainda assim, muitos hospitais — públicos e privados — encontram barreiras reais para avançar.
Essa resistência raramente está ligada à tecnologia em si. Ela nasce, sobretudo, da mudança de cultura e do desafio de transformar processos enquanto a operação segue ativa, 24 horas por dia, cuidando de vidas.
Murilo Fernandes, explica um ponto-chave: hospitais não resistem à inovação; resistem à complexidade da mudança. Implementar tecnologia exige treinamento, adaptação e revisão de fluxos — tudo isso sem interromper o atendimento. É como trocar o pneu com o carro em movimento.
O caminho para superar essa resistência passa por três pilares claros:
Tecnologia com propósito, voltada à eficiência operacional e à segurança do paciente — e não à digitalização por si só;
Adoção gradual, respeitando a realidade de cada instituição e priorizando as maiores dores do sistema;
Governança e integração, permitindo uma visão completa da jornada do paciente, do pré ao pós-atendimento.
Quando a tecnologia atua como apoio, e não como obstáculo, ela devolve tempo ao profissional de saúde, reduz filas, evita desperdícios e qualif**a decisões clínicas. É nesse ponto que a transformação deixa de ser um desafio e passa a ser um avanço concreto.
Transformar a saúde não é sobre sistemas.
É sobre pessoas, processos e propósito.