George Mello

George Mello Dr. George Mello Neiva Nunes CRM-RS 52.158 TEOT 15.436. Cirurgia de Ombro e Cotovelo / Medicina do Esporte. Www.georgemello.com

"Doutor, minha ressonância deu normal, o raio-X não tem nada, mas eu não consigo levantar o braço de dor. O que eu tenho...
14/04/2026

"Doutor, minha ressonância deu normal, o raio-X não tem nada, mas eu não consigo levantar o braço de dor. O que eu tenho?"

Se você já passou por isso, sabe o quanto é frustrante sair de um consultório com um laudo "limpo" nas mãos e a mesma dor no corpo.

Ter exames de imagem normais não signif**a que a sua dor é invenção da sua cabeça. O que acontece é que existe uma limitação natural na tecnologia.

Pense da seguinte forma: a ressonância é uma foto. O seu ombro é um filme.

Quando você faz o exame, você está deitado, parado e relaxado dentro da máquina. A foto sai perfeita. No entanto, o seu ombro e o seu cotovelo são articulações dinâmicas, feitas para o movimento.

Muitas lesões, como atritos, microinstabilidades, pequenas compressões de nervos e falhas mecânicas, só "aparecem" quando a articulação está em movimento, sob carga ou em ângulos específicos. A foto parada não consegue capturar isso.

É por isso que a avaliação clínica (o teste físico no consultório, movimentando o seu braço, testando a força e ouvindo a sua história) continua sendo o passo mais importante de qualquer diagnóstico. O exame de imagem é um excelente guia, mas ele não substitui o que os seus sintomas nos contam.

Se dói ao movimentar, a falha mecânica é real e merece investigação. Não normalize a sua dor apenas porque a "foto" saiu boa.

Você já teve um exame que deu normal mesmo sentindo muita dor?

George Mello Neiva Nunes
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Sabe aquele ciclo de sentir uma fisgada no ombro, tomar um anti-inflamatório, melhorar por uns dias e depois a dor volta...
30/03/2026

Sabe aquele ciclo de sentir uma fisgada no ombro, tomar um anti-inflamatório, melhorar por uns dias e depois a dor voltar ainda mais forte?

Esse é o maior perigo da automedicação: acreditar que mascarar a dor é a mesma coisa que tratar a lesão.

Tomar remédio por conta própria para uma dor contínua é como desligar o alarme de incêndio da sua casa e voltar a dormir enquanto o fogo continua queimando.

A tendinite é, na esmagadora maioria das vezes, um problema mecânico (sobrecarga, atrito ou desequilíbrio muscular). O remédio apenas bloqueia o aviso de dor no seu cérebro, mas não corrige a mecânica do seu ombro.

O grande risco? Sem sentir dor, você continua forçando um tendão que está frágil. É assim que uma simples inflamação evolui silenciosamente para um rompimento do tendão.

A dor é um aviso do seu corpo pedindo correção. Pare de apenas silenciar esse alarme e comece a investigar por que ele está tocando.

Você tem o costume de tomar remédios por conta própria quando a dor aparece?

George Mello Neiva Nunes
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"Doutor, eu passo o dia até que bem, mas é só deitar na cama que o meu ombro começa a latejar." Se você já disse ou pens...
27/03/2026

"Doutor, eu passo o dia até que bem, mas é só deitar na cama que o meu ombro começa a latejar." Se você já disse ou pensou isso, saiba que existe uma explicação anatômica e química para essa piora noturna. Não é coincidência e muito menos "mau jeito".

Acontece por três motivos principais:
🔹 A perda da gravidade: Durante o dia, quando você está em pé ou sentado, a gravidade puxa o seu braço para baixo. Isso abre o espaço dentro da articulação (espaço subacromial), dando "respiro" para os tendões. Ao deitar, perdemos essa tração natural, e as estruturas internas tendem a se comprimir.
🔹 Compressão direta: Se você deita de lado, sobre o ombro machucado, o peso do seu tronco esmaga a bursa e os tendões do Manguito Rotador contra o osso, diminuindo a circulação de sangue no local e disparando a dor.
🔹 O relógio biológico: Durante a madrugada, os nossos níveis de cortisol (um hormônio que atua como um anti-inflamatório natural do corpo) caem. Sem essa "proteção" circulando no sangue, a inflamação que estava silenciosa durante o dia se torna muito mais sensível e dolorosa à noite.

O grande alerta clínico: A dor que te acorda na madrugada não é uma dor muscular comum de cansaço. Na ortopedia, consideramos a dor noturna um "sinal vermelho". Ela indica que a inflamação ou a lesão no tendão está ativa e em um grau que já não permite o repouso.

Seu corpo precisa de sono para cicatrizar. Se a dor está roubando as suas noites, é hora de investigar a causa estrutural e parar de apenas mascarar o sintoma com analgésicos.

Você tem conseguido dormir uma noite inteira sem dor? Me conte nos comentários.

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Um dos maiores desafios da ortopedia moderna não é apenas "costurar" um tendão rompido, mas sim fazer com que tecidos do...
23/03/2026

Um dos maiores desafios da ortopedia moderna não é apenas "costurar" um tendão rompido, mas sim fazer com que tecidos doentes voltem a cicatrizar com qualidade.

Para entender como a Ortobiologia funciona, você precisa saber de um detalhe anatômico: os nossos tendões (como os do ombro) possuem uma circulação sanguínea naturalmente muito pobre.

É por isso que lesões parciais, tendinites crônicas ou desgastes profundos demoram tanto para melhorar. O seu corpo tenta consertar o tecido, mas muitas vezes falta "combustível" biológico para concluir o reparo. O processo inflamatório se torna crônico e a dor não vai embora.

É exatamente aqui que a Ortobiologia muda o jogo.

Em vez de focar apenas na mecânica ou mascarar a dor com remédios, nós utilizamos o potencial do seu próprio corpo para estimular a recuperação.

Através de técnicas avançadas e minimamente invasivas, como o Aspirado de Medula Óssea (BMA), conseguimos coletar um concentrado rico em fatores de crescimento e "células de reparo" da sua própria bacia.

Preparamos esse material no centro cirúrgico e, com o auxílio de um ultrassom de alta resolução, aplicamos esse concentrado autólogo (seu) milimetricamente no foco da lesão do tendão. Como o material é retirado de você mesmo, os riscos de rejeição são nulos.

O objetivo? Entregar uma carga potente de estímulo celular exatamente onde o seu corpo mais precisa. Nós mudamos o ambiente doente, sinalizando para o organismo que ele deve focar sua energia em tentar reparar aquele tecido desgastado.

Tratar lesões articulares de dentro para fora, estimulando a biologia, é o presente da medicina esportiva e ortopédica.

George Mello Neiva Nunes
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Você tem o costume de ignorar os avisos do seu corpo? É curioso como levamos o carro ao mecânico no primeiro barulho est...
20/03/2026

Você tem o costume de ignorar os avisos do seu corpo?

É curioso como levamos o carro ao mecânico no primeiro barulho estranho, mas quando o nosso próprio ombro estala, dói ou trava, a gente toma um analgésico e finge que nada aconteceu.

O problema de mascarar a dor com remédios por conta própria é que você apenas desliga o "alarme de incêndio", mas o fogo continua queimando a estrutura.

Uma lesão no manguito rotador, um impacto subacromial ou um desgaste na cartilagem não se curam sozinhos apenas com a passagem do tempo. Pelo contrário: quanto mais tempo você espera, mais a lesão pode aumentar, os tendões retraem e a musculatura atrofia.

O que poderia ser resolvido com uma mudança de hábitos, fisioterapia bem direcionada ou infiltração, acaba se tornando um quadro crônico.

Faça o checklist do post. Se você marcou "sim" para algum desses sinais, seu corpo já deu todos os avisos necessários de que a automedicação não está funcionando.

Não normalize a dor crônica. Investigue a causa.

George Mello Neiva Nunes
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19/03/2026

A luxação do ombro não é apenas um evento doloroso. Cada vez que a articulação "sai do lugar", ocorre um trauma nas estruturas internas. E um dos problemas mais graves que enfrentamos é a perda óssea.

Imagine a articulação do ombro como uma bola (cabeça do úmero) apoiada em um pires (glenoide). Quando o ombro luxa repetidamente, a borda desse "pires" começa a se desgastar e quebrar. Com o tempo, a base f**a tão pequena que o ombro perde a estabilidade e passa a sair do lugar com movimentos simples do dia a dia.

Quando essa perda óssea é muito grande, apenas "costurar" os ligamentos não resolve. A bola continuará escorregando do pires.

É nesse cenário que a cirurgia demonstrada no vídeo se torna fundamental. A técnica consiste em utilizar um pequeno fragmento ósseo para reconstruir essa borda desgastada, criando um anteparo físico real. Nós aumentamos a base de apoio para que a articulação volte a ter segurança.

A medicina esportiva atua para devolver a confiança no movimento. Não se acostume com um ombro instável.

George Mello Neiva Nunes
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18/03/2026

Para entender o procedimento que realizamos hoje, é preciso imaginar a anatomia do seu ombro.

A nossa articulação é envolvida por uma "bolsa" chamada cápsula articular. Em um ombro saudável, essa cápsula é elástica e maleável, permitindo que o braço gire em todas as direções.

Na Capsulite Adesiva, ocorre uma inflamação severa. Essa cápsula elástica f**a espessa, rígida e encolhe, grudando no osso. O ombro literalmente perde o espaço para se mover.

É por isso que forçar o movimento em casa dói tanto. Você está brigando contra um tecido que perdeu a elasticidade.

Quando a fisioterapia conservadora esbarra nesse bloqueio mecânico e a evolução trava, a medicina intervencionista entra em ação. O procedimento sob anestesia nos permite quebrar essas aderências rígidas de forma controlada e indolor, devolvendo o espaço que a articulação precisa para voltar a funcionar.

O movimento é a chave da recuperação, mas primeiro precisamos "destrancar" a porta.

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16/03/2026

Conviver com a dor crônica no ombro desgasta não apenas o corpo, mas o emocional. É natural que, no desespero para voltar a dormir bem ou a movimentar o braço, o paciente busque a solução mais rápida e menos invasiva possível.

O mercado sabe disso. E é exatamente aí que moram as falsas esperanças.

Terapias injetáveis de ponta são um avanço real e espetacular da medicina esportiva e ortopédica. Elas utilizam fatores de crescimento e células progenitoras do próprio paciente para modular a inflamação e otimizar a cicatrização.

Porém, elas são estimuladores, não "construtores mágicos".

Aplicar a técnica certa na lesão errada é frustração na certa (e um investimento alto jogado fora). O tratamento conservador, a fisioterapia bem feita e a cirurgia tradicional continuam tendo seus papéis insubstituíveis dependendo do grau do seu desgaste.

O melhor tratamento para o seu ombro não é o mais "tecnológico" da moda. É aquele que a sua anatomia e o seu grau de lesão realmente precisam.

George Mello Neiva Nunes
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11/03/2026

A reruptura é o cenário que nenhum cirurgião ou paciente deseja, mas precisamos falar sobre ela com transparência.

Neste caso, estamos reoperando uma lesão grande que não cicatrizou como esperado durante a reabilitação.

Por que isso acontece? Existem 3 fatores principais que "sabotam" o reparo:
1️⃣ O tamanho da lesão: Lesões muito extensas geram muita tensão no reparo. O tendão f**a "esticado" demais para cobrir o buraco.
2️⃣ Infiltrações excessivas: O uso seriado de corticoides (mais de duas vezes) pode degenerar a qualidade do tecido, enfraquecendo as fibras.
3️⃣ Fatores biológicos: Doenças como diabetes e dislipidemia (colesterol alto) prejudicam a microcirculação e a capacidade de cicatrização do corpo.

Não basta apenas "costurar" de novo. Precisamos mudar a mecânica. Nesta revisão, alteramos a posição da âncora (trazendo-a mais para dentro/medial) para reduzir a tensão e dar uma nova chance ao tendão.

Cirurgia de revisão exige planejamento e estratégia dobrada.

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10/03/2026

O que você vê neste vídeo é um procedimento chamado BMA (Bone Marrow Aspirate), ou Aspirado de Medula Óssea.

Muitas vezes, nos deparamos com lesões parciais do Manguito Rotador, aquelas onde o tendão não rompeu completamente, mas está desgastado e com dificuldade de cicatrizar sozinho devido à baixa vascularização local.

É aqui que a Ortobiologia entra.

Ao coletar esse aspirado da medula óssea (rico em células mesenquimais e fatores de crescimento), nós o aplicamos diretamente no foco da lesão tendínea.

O objetivo não é mecânico (costurar), é biológico: entregar uma carga concentrada de células reparadoras para estimular a regeneração do tecido doente e melhorar a qualidade do tendão.

Usamos a "farmácia" do próprio paciente a favor da sua recuperação.

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O exame não sente dor. Você sente. Muitas lesões no ombro são o que chamamos de dinâmicas.Isso signif**a que o problema ...
03/03/2026

O exame não sente dor. Você sente. Muitas lesões no ombro são o que chamamos de dinâmicas.

Isso signif**a que o problema mecânico, como um pinçamento do tendão ou uma instabilidade, só acontece quando a articulação está em carga ou movimento.

Quando você faz uma ressonância, você está deitado e parado. Naquele momento, o "conflito" não está ocorrendo, e por isso o laudo pode vir normal.

Mas isso não signif**a que a dor não existe. Signif**a apenas que a "foto" foi tirada num momento de paz, e não no momento da "guerra" (o movimento).

É por isso que o exame clínico no consultório é soberano. Seu corpo conta a história que a imagem às vezes não lê.

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02/03/2026

Hoje a pausa no consultório tem um motivo especial: celebrar com vocês essa marca incrível.

A articulação do ombro e do cotovelo é uma das estruturas mais fantásticas e desafiadoras do corpo humano. Historicamente, falar sobre cirurgias ou lesões nessa região sempre gerou muito medo e dúvida nos pacientes.

O meu propósito aqui é justamente mudar isso. É trazer transparência, mostrar a evolução da medicina ortopédica e provar que, com o diagnóstico correto, é possível recuperar a qualidade de vida.

Obrigado por estarem aqui, por confiarem no meu trabalho e por fazerem parte dessa jornada. O trabalho continua, e o padrão de informação será cada vez mais alto.

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Porto Alegre, RS
90110-270

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