Dr Luís Beck da Silva Neto

Dr Luís Beck da Silva Neto Cardiologista
Professor da Faculdade de Medicina da UFRGS. Doutor em Ciência Cardiovasculares UFRGS
P

Possui graduação em Faculdade de Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)(1994), mestrado em Cardiologia e Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2000) e doutorado em Cardiologia e Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2004). Fellowship em Insuficiência Cardíaca na Universidade de Ottawa, Canadá (2,5anos). Atualmente é Professor de Medicina da UFRGS, Professor do Pós Graduação em Ciências Cardiovasculares da UFRGS, cardiologista do Hospital Moinhos de Vento, médico contratado do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, atuando no Grupo de Insuficiência Cardíaca e Transplantes do mesmo hospital. É membro do corpo editorial dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia e da revista americana Congestive Heart Failure. É revisor de artigos para o The Lancet, Journal of the American College of Cardiology, International Journal of Cardiology, American Heart Journal, American Journal of Cardiology, Journal of Cardiac Failure e European Journal of Heart Failure. É o Presidente do Congresso Brasileiro de Insuficiência Cardíaca em 2017 (DEIC 2017). Tem experiência na área de Cardiologia, com ênfase em Insuficiência Cardíaca, atuando principalmente nos seguintes temas: insuficiência cardíaca, BNP/biomarcadores, avaliação clínica, anemia, ensaios-clínicos. Possui h-index = 14 e citações internacionais = 520, em janeiro de 2017.

O Natal e a vontade de viver Estávamos eu, minha mulher, meu filho e minha mãe em pé, na rua, à noite, assistindo a um e...
21/12/2025

O Natal e a vontade de viver

Estávamos eu, minha mulher, meu filho e minha mãe em pé, na rua, à noite, assistindo a um espetáculo natalino que a cidade de Gramado oferece ao público. À minha frente, uma menina estava sentada nos ombros do pai. Me parecia um pouco pequena demais pra entender o que se passava. Às minhas costas, um senhor idoso e solitário me causava interesse por estar ali, interessado numa festa pública de Natal.
Lá pelas tantas, fazia parte do tema no palco, nossa necessidade global de aumentar a esperança. Para isso havia um medidor, um “esperançômetro”, que media a esperança naquele ambiente. Para aumentar o nível de esperança, era preciso fazer alguma coisa... Assim, um deu a sugestão de pedir para que as crianças batessem palmas!
Neste momento, a pequena menina à minha frente “se bota” a bater palmas freneticamente enquanto saltitava em cima dos ombros do seu pai. Acompanhada de milhares de outras crianças, o esperançômetro do Natal começava a marcar mais e mais esperança na Terra. Momento que, confesso, emociona os não-pobres de espírito. Me impressionou que a pequena menina entendia o espetáculo e parecia inclusive “contribuir” para a nosso nível de esperança.
Olhei discretamente para o velho às minhas costas e flagrei seu semblante de descrença, girando sua cabeça discretamente para os lados, claramente em desabono ao momento.
Aquela cena resume o ciclo vital: a criança, com pouco passado e imenso futuro, é um tanque cheio de esperança e, portanto, de vida. O velho, com enorme passado e futuro restrito, é um tanque vazio de esperança.
O esperançômetro do espetáculo de Gramado, nada mais é que um medidor de nossa quantidade de vida. Com muita esperança temos muita vida. Sem esperança, nossa vida está no fim. Será que o esperançômetro precisa ter a ver com a idade? Ou podemos ter esperança e vida a qualquer tempo?
O que vejo vendo gente, tanto na rua quanto no consultório, é que temos velhos com esperança (e em geral com saúde) e muitas vezes jovens de tanque vazio. Quem viverá mais?

(ZH - 3 de dezembro 2018)

Obrigado a toda diretoria pela amizade e parceria durante nossa gestão. Foi uma agradável e profícua experiência. Desejo...
06/12/2025

Obrigado a toda diretoria pela amizade e parceria durante nossa gestão. Foi uma agradável e profícua experiência. Desejo ao nosso próximo Presidente Dr André Galvão pleno sucesso na próxima gestão.

07/11/2025
Todos os ex-presidentes da SOCERGS, presidente atual e futuro presentes ao Congresso SOCERGS 2025. A cardiologia do RS r...
19/10/2025

Todos os ex-presidentes da SOCERGS, presidente atual e futuro presentes ao Congresso SOCERGS 2025. A cardiologia do RS representada.

Falta pouco para o SOCERGS 2025!De 16 a 18 de outubro, Gramado será o ponto de encontro de grandes especialistas, promov...
30/09/2025

Falta pouco para o SOCERGS 2025!
De 16 a 18 de outubro, Gramado será o ponto de encontro de grandes especialistas, promovendo trocas e ampliando as fronteiras do conhecimento em cardiologia.

O valor da incerteza•⁠  ⁠Luís Beck da Silva NetoHá quase um século, um cidadão alemão, professor e prêmio Nobel em Físic...
26/09/2025

O valor da incerteza
•⁠ ⁠Luís Beck da Silva Neto

Há quase um século, um cidadão alemão, professor e prêmio Nobel em Física, pioneiro da física quântica, escreveu o Princípio da Incerteza de Heisenberg, que estabeleceu limites fundamentais ao conhecimento simultâneo de certas grandezas físicas. Segundo Heisenberg seria impossível estabelecer com precisão a localização de uma partícula (atômica), pois quanto mais precisamente soubermos sua posição, menos saberemos de sua velocidade, e vice-versa.
E temos incertezas na medicina?
Como professor de médicos em formação, vejo e acompanho a evolução técnica e o amadurecimento pessoal destes alunos. É nítido perceber que quanto mais novatos eles são, mais certezas eles têm. Com o passar dos anos e com mais vivências acumuladas na bagagem, aprendem que as certezas são mais difíceis de se alcançar.
Seria um paradoxo? Deveríamos parar de estudar?
Acredito que não.
Um homem com certezas, pode denotar segurança, assertividade e até certa experiência.
Um médico com certezas, pode denotar certa arrogância comum nos novatos e inexperientes.
Na medicina, a experiência nos leva a mais incertezas, pois mais situações foram vistas e vividas e a prolixidade da vida é imensa.
No entanto, embora a experiência nos traga mais incertezas, talvez pela ampliação de alternativas, ela nos amplia horizontes e nos torna mais capazes para a melhor tomada de decisão.
Como paciente, que andei cumprindo este papel, pude definir claramente que as incertezas baseadas em ampla experiência clínica são mais consoladoras que as certezas baseadas na inexperiência.
O paciente aprecia clareza, não certezas pouco fundamentadas. O paciente quer acolhimento, não torcida rasa. O paciente quer sentir a franqueza de quem sabe o que pode dar certo e o que pode dar errado. E sobretudo, pacientes percebem e valorizam aquele que expressa o desejo de ajudar.
Da física quântica à medicina, saber o valor da incerteza pode, na verdade, revelar sabedoria.

Sempre bom reciclar no melhor Congresso de Cardiologia do Mundo e encontrar velhos amigos do Brasil e do Mundo.
30/08/2025

Sempre bom reciclar no melhor Congresso de Cardiologia do Mundo e encontrar velhos amigos do Brasil e do Mundo.

Prezados professores, colegas, alunos de graduação e pós-graduação, bolsistas, colegas de ambulatório de hipertensão e r...
28/08/2025

Prezados professores, colegas, alunos de graduação e pós-graduação, bolsistas, colegas de ambulatório de hipertensão e residentes.
Reparem que não os nominei como “ex-alunos”. Ninguém é ex-aluno do Prof Flavio Fuchs. Somos todos alunos e ele é, e será, sempre Professor de todos nós.
Dos que passaram pela batuta do Prof Fuchs, temos clínicos, cardiologistas, otorrinolaringologistas, oftalmologistas, nefrologistas, ginecologistas, reumatologistas etc. Todos, espalhados por áreas esparsas, pulverizados pelo mundo, que têm uma característica em comum: todos são disseminadores da “Medicina Baseada em Evidências”, da Farmacologia Clínica racional e contemporânea.

Prof. Fuchs nos ensinou a aprender. Nosso conhecimento, portanto, não envelhece, é auto-sustentável, é auto-renovável e isto graças ao Prof Fuchs. Portanto, não somos ex-alunos. Somos eternos alunos. E ele, eterno Professor.

Por este legado, inestimável e imensurável, te convido a nos juntarmos para uma cerimônia de homenagem e de agradecimento. Um momento de reconhecimento pelo TODO.

Te convido, e convoco, para três momentos especiais, todos no dia 11 de setembro de 2025:

· 10:30 às 12:00: Cerimônia no Auditório José Baldi, no HCPA;

· 15:00 às 17:00: Momento Científico revisando a História do diagnóstico e do tratamento da HAS com Dr Paul Whelton (presencialmente), Otávio Berwanger (on-line) e Prof Flavio Fuchs. Também no Baldi, HCPA.

https://abev.com.br/dr-flavio-fuchs/

· 20:00: Jantar na Associação Leopoldina Juvenil, por adesão, para brindarmos e celebrarmos a vida e o legado do Prof Flávio. QR code para inscrição em anexo.

Por fim, uma oportunidade de nos abraçarmos todos em agradecimento por tudo que ganhamos na nossa interação com nosso “Epicuro” Prof Flávio Danni Fuchs.

Presente dos meus alunos de Semiologia: um quadro da “DIGITALIS Purpurea”. Origem da digoxina, tratamento mais antigo da...
26/08/2025

Presente dos meus alunos de Semiologia: um quadro da “DIGITALIS Purpurea”. Origem da digoxina, tratamento mais antigo da insuficiência cardíaca. Reconhecimento de aluno é como um abraço de filho. Sem preço.

23/07/2025

Endereço

Rua Cristóvão Colombo, 2948/402
Porto Alegre, RS
90560-002

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Possui graduação em Faculdade de Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)(1994), mestrado em Cardiologia e Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2000) e doutorado em Cardiologia e Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2004). Fellowship em Insuficiência Cardíaca na Universidade de Ottawa, Canadá (2,5anos). Atualmente é Professor do Pós Graduação em Ciências Cardiovasculares da UFRGS, cardiologista do Hospital Moinhos de Vento, médico contratado do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, atuando no Grupo de Insuficiência Cardíaca e Transplantes do mesmo hospital. É membro do corpo editorial dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia e da revista americana Congestive Heart Failure. É revisor de artigos para o Journal of the American College of Cardiology, International Journal of Cardiology, American Heart Journal, American Journal of Cardiology, Journal of Cardiac Failure, British Journal of Nutrition e European Journal of Heart Failure. É o Presidente do Congresso Brasileiro de Insuficiência Cardíaca em 2017 (DEIC 2017). Tem experiência na área de Cardiologia, com ênfase em Insuficiência Cardíaca, atuando principalmente nos seguintes temas: insuficiência cardíaca, BNP/biomarcadores, avaliação clínica, anemia, ensaios-clínicos. Possui h-index = 14 e citações internacionais = 771, em Junho de 2019.