Tania Franciosi Psicopedagoga Clínica

Tania Franciosi Psicopedagoga Clínica Membro da Rede Pikler Nuestra América e membro fundador da Rede Pikler Brasil

Atendimento Psicopedagógico para Bebês, Crianças, Adolescentes, Adultos, Gestantes, Pais, Casais, Instituições Educacionais e Empresas.

06/09/2023

Na sociedade do cansaço😴 muitas pessoas não sentem um cansaço de falta de energia física. Mas há um momento em que você pensa “Pra quê?”

No segundo episódio🎙️ da nova temporada, Mario Sergio Cortella e Mota Cortella discutem a sociedade do cansaço e o mundo atual.🔥

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06/11/2022

ALCANÇAR O CONTROLE DE ESFÍNCTERES (finalização)
"Os meninos e as meninas necessitam, seguramente, sentir-se acompanhados com empatia e compreensão em seus esforços - às vezes conseguidos e outras não - sustentavelmente, durante algum tempo. Tempo que lhes é próprio, normalmente ao longo de, pelo menos, um ano, duração que lhes permite ir adquirindo, passo a passo, novos conhecimentos deles mesmos, de ensaiar muitas vezes como controlar-se a si mesmo e assumir a responsabilidade de se conter aqui e agora, discriminando e recordando, simultaneamente, a existência de outros espaços e de outros tempos pertinentes para deixar suas excreções, mais tarde, lá no lugar apropriado.
O controle estável dos esfíncteres é, então, uma função do Eu, assim deve ser compreendida e atendida. A possibilidade de estabelecer uma auto regulação a seu próprio ritmo, sem a coerção do adulto, preserva os meninos e as meninas de transtornos consideráveis a curto ou longo prazo, focalizados ou deslocados em diferentes áreas da personalidade".
Dra Myrtha Chokler - Publicado pelo Instituto para a Formação e a Pesquisa Aplicada - Bologna, Itália.
Distribuído por PIKLER - LÓKZY por cortesia da autora - Buenos Aires,2006

02/11/2022

ALCANÇAR O CONTROLE DE ESFINCTERES (continuação)
"Numerosas investigações confirmam que o verdadeiro controle de esfíncteres não é simplesmente o resultado da maturação neuromuscular - requisito indispensável da aprendizagem condicionada de um hábito. É necessário que uma criança tenha conseguido a consolidação de uma especial consciência de si, que lhe permita identificar sensações difusas: quanto semelhantes ou quanto diversas em intensidade, em localização, em lugares diferentes, internos, não visíveis, não acessíveis, de um corpo próprio em mudanças internas e tão desconhecido? Requer que possa prestar suficiente atenção, deslocá-la do jogo ou da ação que o tem ocupado, para desviá-la e concentrá-la nessas sensações irrefreáveis que abrem ou fecham diferentes orifícios do próprio corpo, que pelas vicissitudes cotidianas e pelos "valores culturais" estão ligados ao desprazer da tensão, ao prazer do alívio e, às vezes, à dor que o atemoriza, ao permitido e ao rejeitado, ao "sujo"! que o envergonha, a mirada ou a palavra adulta que o julga e até o humilha.
Isto vai acontecendo, e não casualmente, em uma etapa do seu desenvolvimento na qual coincidem outros comportamentos que dão conta do processo de estruturação e integração de sua personalidade, que requer certo nível de maturidade tanto fisiológica como emocional e cognitiva. Os indicadores deste nível de integração psíquica são:
a)referir-se a si mesmo em primeira pessoa - aparece e é cada vez mais frequente o Eu, o uso dos verbos em primeira pessoa, o reconhecimento de que quando outra pessoa diz "Eu", não se refere a ele, senão ao outro como si mesmo;
b) a maturação neurológica que permite o domínio de certas coordenações motoras alternadas e simétricas, como subir uma série de degraus, por exemplo"
Dra Myrtha Chokler - idem ao anterior - Buenos Aires,2006

23/10/2022

ALCANÇAR O CONTROLE DE ESFÍNCTERES (continuação)
"As crianças em um ambiente acolhedor e interessante, estão atentas aos demais e se regozijam de poder imitá-los.
Então, não precisa de um treinamento de seu controle de esfíncteres, senão um acompanhamento no caminho da aquisição de novas competências, como esta, quando se sente intimamente preparado para decidir-se a renunciar à comodidade da fralda e da satisfação imediata das necessidades, manifestando interesse e desejo de aceitar e de exercer um comportamento, indubitavelmente muito mais difícil, identificando-se com o mundo dos maiores.
É importante levar em consideração que a lógica do pensamento e as emoções da criança são diferentes das de um adulto. Porém, além disso, o que sentiria um adulto que de súbito, vendo saírem e se desprenderem e cairem algumas coisas impensáveis do seu corpo? Objetos dos quais tem diferente nível de percepção, de consciência, porque antes ficavam retidos nas fraldas e nem sequer podia associar às sensações corporais e aos produtos que não pôde reter. Para isso é preciso um nível importante de organização do esquema corporal e de aceitação de suas próprias mudanças, de segurança de si mesmo e no outro e no ambiente e a consequente diminuição do temor à perda. É difícil "deixar sair coisas de si", depositar partes de si em um lugar desconhecido e ameaçador".
Dra Myrtha Chokler - idem ao anterior - Buenos Aires,2006

16/10/2022

ALCANÇAR O CONTROLE DOS ESFÍNCTERES (continuação)
"Pelo contrário, a experiência e a literatura especializada reconhecem a quantidade de disfunções posteriores em diversas áreas, como consequência do sofrimento provocado à criança pela impaciência ou pelo desconhecimento dos adultos e pelos métodos coercitivos, mais ou menos forçados ou violentos para "educar" o controle esfincteriano. Educação e/ou coação que compromete zonas muito íntimas do próprio corpo, que estão ligadas à genitalidade, ao desenvolvimento da consciência de gênero e também da sexualidade.
Situações cotidianas vividas em uma trama relacional carregada emocionalmente com um outro ou/e outros que reconhece(m) e respeita(m) o corpo íntimo da criança, seu nível de desenvolvimento e de integração egóica, suas decisões a respeito de si mesmo. Ou outros, familiares, cuidadores ou professores, que se apropriam do corpo da criança incitando-a, seduzindo-a com prêmios ou atemorizando-a com castigos, às vezes sutis, porém não menos eficazes, para gerar sua dose de desolação, desamparo, desorientação. Outro(s) que o impulsiona(m) a realizar aquelas condutas para as quais, talvez, não se sinta suficientemente seguro, enchendo-a de atributos e juízos do bom e do mau, do feio, sujo e asqueroso, de fazê-lo para gratificar o adulto, para ser valorizado por ele, com o temor e a ansiedade de não ser aceito se não cumpre com as expectativas, de sentir-se desqualificado e envergonhado diante dos outros, culpabilizado por não ter conseguido ainda as complexas condições fisiológicas e psicológicas para "controlar seus esfíncteres". Como se realmente ele pudesse ser o responsável por seu próprio ritmo de desenvolvimento.Um ambiente afetivo acolhedor e a confiança nas potencialidades da criança lhe permitem desenvolver por si mesmo um sentimento de eficácia e de autoestima que a alentam não só na exploração de suas próprias características, de seu funcionamento e das de seu entorno, senão que a tornam capaz por via da imitação, da assimilação e da identificação com os pares e os adultos significativos, de apropriar-se das regras da sociedade, de seu sistema de valores, de suas normas, assim como dos limites e das proibições que conformam a ordem simbólica organizadora de uma comunidade".
Dra Myrtha Chokler - idem a anterior - Buenos Aires -2006

12/10/2022

ALCANÇAR O CONTROLE DOS ESFÍNCTERES (continuação)
"Também requer o domínio das dinâmicas motoras: seleção do tipo de deslocamento, sequência, impulso e inibição, velocidade e ritmo. Somadas às disposições cognitivas: orientação tempo- espacial para antecipar até onde deve ir, direção, distância e obstáculos possíveis (portas, degraus, objetos).
Por outra parte requer sentir-se suficientemente seguro emocionalmente para não ter medo de se distanciar do lugar onde está, de perder "coisas de seu corpo" que são em definitivo "partes de si mesmo e sobretudo não temer o fracasso humilhante" de não chegar a tempo, que opera muitas vezes como profecia auto-cumprida. A maior ansiedade por não consegui-lo aumente o risco de não alcançá-lo.
Em síntese, significa que, como sujeito competente pôde, previamente, integrar as regras sociais desta ordem simbólica desta sua cultura que determina, entre outras coisas, que "isso" não se faz "aqui e agora", senão "logo e lá". Então, identificando-se com "os maiores", crianças e adultos, já pode, sente-se capaz e decide adotar suas normas de conduta, ao menos esta, de maneira assídua e praticamente para sempre.
Levando em consideração tudo o que se vai conhecendo a respeito dos ritmos de amadurecimento, absolutamente individuais, em cada criança, da multicausalidade e complexidade dos processos de desenvolvimento, valoriza-se cada vez mais a função que tem a confiança nas próprias capacidades e competências para que cada um vá adquirindo - ao seu tempo e ao seu nível - as condutas "socialmente qualificadas. Ao mesmo tempo se reconhece a a necessidade de respeito das iniciativas, da autonomia e da qualidade afetiva que sustentam a evolução infantil. Por isto é evidente que o controle de esfíncteres em uma criança não só requer um treinamento, ainda menos um condicionamento, nem um ensinamento especial cheio de recompensas e punições, senão que implica, na realidade, para a criança, o acesso a um estatus particular do processo de "humanização", de socialização e de inclusão nesta cultura particular. Constitui-se, então, uma etapa da ontogênese e da psicogênese".
Dra Myrtha Chokler - idem ao anterior - Buenos Aires - 2006

06/10/2022

ALCANÇAR O CONTROLE DE ESFÍNCTERES
"O controle de esfíncteres é um dos indicadores de uma importante etapa do desenvolvimento integral, integrado e também, integrador de uma criança pequena.
Implica o ganho, o registro e a discriminação - identificação sensitiva da tensão e do desconforto progressivo que vão inundando partes exatas de seu corpo.
Simultaneamente requer a apropriação pessoal da responsabilidade por sua própria escolha, de não se deixar ir à evacuação - satisfação imediata de suas necessidades biológicas. Escolhe, portanto, tomar conta de si mesmo para integrar-se à ordem social e simbólica da cultura dos adultos. A motivação fundamental desta decisão consciente é o desejo de ser e fazer "como os grandes".
Porém isto é possível porque ela quer, pode - por sua maturação neurológica e seu desenvolvimento emocional, cognitivo e social - e sabe contrair a musculatura exata, de partes não visíveis de seu corpo, em um instante exato, com a força adequada, durante o tempo necessário para reter e evitar a perda de produtos de seu próprio corpo - neste caso a urina ou as fezes - para relaxar logo a mesma musculatura e deixá-las partir depois, em outro tempo, lá, em um lugar socialmente aceito. Essa coordenação complexa, voluntária, esta "sinergia" do que tensionar e o que relaxar, onde e quando, não é automática de nenhuma maneira e nem reflexa, nem totalmente só voluntária.
A criança tem também a capacidade de decidir que, apesar de estar ocupada em outra atividade, talvez em pleno momento apaixonante de seu jogo aqui e agora, pode e quer resignar o prazer imediato, deslocar o centro de interesse e focalizar a atenção em outro processo para organizar a sequência de ações que lhe permitirão chegar, sem maiores problemas, ao destino antecipado: o " lugar " exato no tempo exato.
Esta sequência de ações não é possível sem um grande domínio de seu próprio corpo (suficiente integração de seu esquema corporal, da imagem mental, consciente e inconsciente de seu corpo) a toda extensão e duração das situações de mudança. Deverá, talvez, selecionar, preparar e concretizar diversas mudanças corporais: pôr-se de pé, tensionando e afrouxando certas partes do corpo em uma dinâmica equilibrada, sem relaxar os músculos, ao mesmo tempo, das partes ocultas que devem reter um instante apenas seus conteúdos.
Dra Myrtha Chokler - Publicado pelo INFRA: Instituto para a Formação e a Pesquisa Aplicada - Bologna. Itália.
Distribuído por Pikler - Lókzy por cortesia da autora

14/09/2022

AS BRINCADEIRAS DE ASSEGURAMENTO PROFUNDO
"Todas as brincadeiras da criança mediatizam os fantasmas de ação. As brincadeiras são criações simbólicas que visam assegurar ou reassegurar à criança diante das angústias de perda e, simultaneamente, favorecer a integração da realidade e a vivência do prazer de ser si mesma.
As brincadeiras de asseguramento profundo, como as brincadeiras de destruição, de prazer sensório motor, de envelopamento, de esconde esconde, de ser perseguido, e as brincadeiras de identificação com o agressor tem uma função específica de assegurar e reassegurar a criança contra a perda original de si e do "objeto-mãe".
Essas brincadeiras repetitivas, fundadas no medo de ser destruída ou abandonada, articulam-se com o seu contrário tônico e emocional que reassegura a criança: equilibrar-se e desequilibrar-se, esconder-se e ser descoberto, perseguir e ser perseguido, identificar-se com o agressor e com o agredido.
As brincadeiras universais fazem referência às ações simbólicas de ter e de não ter para se assegurar da continuidade do objeto e para dele se diferenciar e ser si mesma.
As brincadeiras de asseguramento profundo permitem à criança, meninos e meninas, assumir plenamente suas angústias de castração e viver com mais segurança o processo de identificação ao pai do mesmo s**o.
A prática psicomotora e educativa traz uma contribuição considerável aos processos de asseguramento e reasseguramento contra as angústias, quer dizer, a segurança emocional".
Bernard Aucouturier - Fantasmas de ação e prática psicomotora - IDEIAS&LETRAS

09/09/2022

AS BRINCADEIRAS DE PRAZER SENSÓRIO-MOTOR
"As brincadeiras que envolvem o desequilíbrio como cair, saltar, girar, balançar-se são atividades que solicitam intensamente o sistema labiríntico e estimulam particularmente a musculatura que participa da equilibração. o prazer da transformação dessa musculatura, associado ao prazer de transformação de inúmeras funções sensoriais necessárias ao processo de manutenção da função de equilibração ocasionam um sentir do corpo a partir da musculatura mais profunda.
As brincadeiras de prazer sensório-motor, como as chamamos, são brincadeiras inteiramente simbólicas, pois tem a função de promover o asseguramento em relação à angústia de perda da mãe; elas têm também a função de manter a unidade de prazer e de afirmação de si. Por outro lado, essas brincadeiras promovem o acesso às brincadeiras de identificação.
As brincadeiras de prazer sensório-motor, sustentadas pelos fantasmas de ação, mantêm contidos esses fantasmas no espaço e no tempo. Efetivamente, a criança não pode alçar vôo nem voar. Assim, a realização do fantasma tem limites impostos pelos limites do corpo e da gravidade. A perda progressiva da intensidade pulsional do fantasma é atenuada, mas está sempre presente nessas brincadeiras repetitivas.
Se as experiências corporais do bebê na relação com a mãe estão na origem dos conteúdos fantasmáticos de ação, o corpo é também continente desses fantasmas, na medida em que permite, pelo prazer de agir, dar-lhes forma no espaço e no tempo. Assim, o espaço e o tempo tornam-se continentes psíquicos que participam da estruturação de si.
Observamos com frequência, durante as sessões de prática psicomotora educativa, que quando as crianças descobrem as brincadeiras de prazer sensório-motor e a espontaneidade do prazer, elas simbolizam e se transformam de um momento para outro, como pudemos, muitas vezes, constatar, visto que a motricidade, a linguagem, a comunicação e o pensamento "se liberam". Essas brincadeiras são, assim, importantes na transformação da criança".
Bernard Aucouturier - Fantasmas de ação e prática psicomotora - IDEIAS&LETRAS

28/08/2022

O PRAZER DE BALANÇAR
"Balançar-se numa rede, suspensa por uma corda, num balanço são atividades muito procuradas pelas crianças. Essas atividades são a expressão de um fantasma de ação pendular, "oscilar", resusltados provocados pela marcha oscilante da mãe durante a gravidez, assim como dos embalos. segundo ritmos e amplitudes diferentes que os pais exercem sobre o bebê para acalmá-lo ou fazê-lo dormir.
Frequentemente o prazer do embalo ocasiona o prazer de um desejo de regressão, desejo de ser envolvido pelo ritmo e de se deixar levar pelo desejo inconsciente de se perder no corpo da mãe".

O PRAZER DE SALTAR EM PROFUNDIDADE
A brincadeira de queda evolui para os saltos em profundidade. Saltar no vazio acarreta a perda dos apoios e os referenciais espaciais. Para compensar esta perda, a criança enrijece o corpo durante o tempo em que está em suspensão. Saltar em profundidade é a expressão de um fantasma de ação, o de "voar". A criança levantada, colocada e transportada em todas as direções vive sempre essas ações exercidas sobre ela com tanto prazer que elas são engramadas e representadas em forma de fantasmas de ação, como a ilusão de voar: voar no espaço como onipotência mágica do desenvolvimento individual.
A repetição do salto em profundidade na criança, que encontramos no adulto quando este, por exemplo, pratica cama-elástica, paraquedismo ou parapente, é um meio para a criança manifestar sua vontade de poder e o prazer de ser si mesma e de controlar o domínio dos pais sobre ela".
Bernard Aucouturier - Fantasmas de ação e prática psicomotora - IDEIAS&LETRAS

26/08/2022

Endereço

Rua Coronel Lucas De Oliveira, 185/sala 303/Auxiliadora
Porto Alegre, RS
90440-011

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 17:00 - 21:00
Quarta-feira 09:00 - 12:00
Quinta-feira 15:00 - 17:00

Telefone

3332-5867

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