17/11/2018
JAPAMALA
(Japa=repetição, Mala=cordão ou colar)
A Japamala, mais conhecida no ocidente como rosário de orações, é um objeto antiqüíssimo de devoção espiritual, sendo utilizada em muitas culturas e religiões para marcar orações ou mantralizações. Existem de diversos tipos, tamanhos e materiais e podem ter uma quantidade diferente de contas, de acordo com a cultura ou religião. No Hinduísmo ou Budismo se usam com 108 contas, havendo sempre uma conta maior representando a Divindade, ao redor do qual giram as 108 distintas manifestações, retornos ou encarnações. É a diversidade que gira em torno de uma única unidade.
PRÁTICA DEVOCIONAL
Fazer japamalas, ou japear, é uma atitude devocional importantíssima para todo o devoto que queira aproximar-se em atitude mística da Divindade, podendo-se consagrar a Japamala ao Bendito Vishnu, a Krishna, a Bendita Mãe Divina, ao Cristo, ou simplesmente a Deus, se assim preferir. Fazer Japamalas é adorar a divindade, é humilhar-se, é morrer em si mesmo, ou seja, em nossos defeitos e em nossa parte humana e com isso nascer para o espiritual, para nossa parte divina, desenvolvendo com isso virtudes, dons, talentos de Deus, donzelas espirituais que florescem no jardim de nossa bendita alma. Deve-se fazer muita japamala, muitas vezes ao dia, todos os dias, se é que queremos avançar no caminho devocional.
COMO FAZER
Segure a Japamala com uma das mãos e com o dedo polegar vá girando as pequenas contas conforme for fazendo tuas orações ou repetições de mantrans sagrados, ou seja, segure a primeira conta com o polegar e faça tua primeira oração, quando terminar puxe a segunda conta e continue tuas orações, continuando assim até o final, isto é, até completar as 108 contas. Neste momento é importante não passar por cima da conta principal, ou seja, a conta que representa a Divindade, pode-se dar um beijo nesta conta, demonstrando adoração e devoção e depois se deve virar a Japamala e continuar as repetições ao contrário, quantas vezes quiser, mas sempre que chegar na conta principal deve-se retornar e jamais passar por cima.