05/01/2024
Segue o final da resenha. Coloquei aqui recortes pois são 5 páginas com citações dos autores nos quais embasei minha pesquisa a partir dos temas estudados em aulas da pós-graduação em Psicopatologia e Clínica Psicanalítica Contemporânea do .brasil.
A ideia central da resenha era discutir o papel da mulher desde a época de Freud e a importância da teoria psicanalítica, passando por Lacan e outros autores modernos que contribuíram para uma melhor compreensão do universo psíquico feminino.
[...]Esse “lugar da mulher” foi reformulado e continua a ser reivindicado em nossa
sociedade atual.
Mulheres que ainda vivem em regimes altamente opressores, sendo tratadas não só como objeto mas como propriedade dos homens.
Mulheres ainda são mortas em nome da moral e bons costumes. Ainda são tratadas como objeto do desejo do Outro masculino e do Outro que fantasia um ideal de corpo feminino tão
propagado na estética vigente através da mídia.
Recebemos na clínica, mulheres fragmentadas, estigmatizadas, objetif**adas.
Algo rompido e não simbolizado nestas mulheres modernas, cuja modalidade de sofrimento apresenta uma tonalidade traumática. O sofrimento psíquico desenhado no corpo, seja através da automutilação, por exemplo, através das doenças psicossomáticas em geral, ou
ainda o sofrimento manifestado através da ação e da impulsividade, compulsões alimentares e de consumo, atos de violência e uso de álcool e dr**as. Ou ainda através do sofrimento inscrito
pelo esvaziamento ou desvalimento através das depressões e todos as crises de ansiedade que enchem os consultórios.
A clínica com mulheres, desde Freud, busca a possibilidade de uma escuta dessas vozes inconscientes, que ainda guardam seus sofrimentos e angústias marcadas por uma cultura de massa imagética onde o ideal segue sendo algo relativo ao desejo do Outro.
Continuamos falhando ao dialogarmos com o sofrimento psíquico feminino. Enquanto cultura e sociedade do século 21 apenas diferimos no modo de manifestarmos as dores da alma
feminina.
“Que quer a mulher?” f**a a pergunta freudiana quase como um enigma indecifrável ou quem sabe, por vezes, indesejável.
Autora Graça Escosteguy
Psicanalista