10/02/2012
O psicopedagogo não tem como meta principal a melhora do rendimento, mas por trabalhar pela transformação e conscientização do sujeito acaba promovendo também essa melhoria.
A dificuldade de aprendizagem é vista na psicopedagogia como um indicador de problemas que podem estar acontecendo em várias dimensões da vida daquele ?aluno? (sujeito). São elas:
? Cognitiva ? conhecimento
? Afetiva ? emocional
? Social ? relacionamento
? Biológica ? funcional
Essas quatro dimensões se inter-relacionam e interferem umas nas outras promovendo ou não as dificuldades de aprendizagem, como resposta de que algo não vai bem.
A intervenção psicopedagógica vai exatamente atuar no sujeito e não no aluno, para que ele possa se estruturar, conhecer a si mesmo e mobilizar-se internamente para a aprendizagem e para a vida.
A afetividade e confiança na relação psicopedagogo/sujeito gera prazer em aprender e possibilita o desenvolvimento de habilidades para lidar com frustrações e conflitos.
Para cada causa associada ou isolada, existem intervenções específ**as. Trabalha-se com o ?como? ele aprende e não com o ?porque? ele não aprende.
Atuando no ?como?, o psicopedagogo descobre habilidades que ele já possui e através da valorização dessas habilidades, sugere caminhos menos conhecidos e maneiras diferentes que as da escola, facilitando o raciocínio, a descoberta, o entendimento e, por conseguinte a aprendizagem.
E nesse aspecto, afirma-se que o treino sobre o sintoma, não promove a aprendizagem.
O rendimento pode até momentaneamente melhorar, mas o sujeito f**a escondido atrás dos seus problemas e não aprende a lidar com suas ?frustrações? voltando a apresentar dificuldades.
Lúcia Helena Zenha Pedagoga/Orientadora de Estudos