21/10/2021
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O problema da maior parte dos autistas não é o autismo, mas as condições coexistentes que costumam aparecer junto com o TEA, chamadas de COMORBIDADES.
Quando o autismo vem acompanhado de outras deficiências, ou transtornos, ou até algumas doenças, aí sim, f**a bem mais complicado.
Pense em Autismo e TOD, Autismo e Td(h)a, Autismo e Epilepsia, Autismo e TOC, Autismo e Gilles de la Tourette, Autismo e Bipolaridade, e até mesmo Autismo e Transtorno de Personalidade (TP) - o último pouquíssimo explorado, segundo o cientista Richard Vuijk do Centro de Expertise em Autismo SARR.
Existem várias combinações de condições que tornam as terapias com finalidade a melhorar/estimular a comunicação, a interação social e o comportamento em geral, uma missão bem difícil, já que autista tem a própria combinação de condições.
Quando é mais que autismo, o desenvolvimento é mais desafiador.
Para tratar o autismo, é preciso ser avaliado até que ponto o TEA é a condição que traz mais problemas, ou são as outras.
Autistas com poucos desafios ou
sem outro diagnóstico adicional, em geral, são os autistas que passam despercebidos na escola, trabalho e relações, às vezes, até na família. Quando não existe um comprometimento maior, geralmente os obstáculos do dia a dia são driblados de alguma forma. O TEA é (injustamente) temido e “acusado” de ser responsável por muita coisa que não pertence a ele.
O autismo não é o “bicho papão”. Geralmente o que atrapalha o desenvolvimento, ou o progresso nas terapias, são as COMORBIDADES. O que é preocupante são as Comorbidades não terem a importância que o autismo tem.
Falta mais literatura e estudos sobre o tema.
Insistam no diagnóstico minucioso de seus filhos. É só autismo? Existem outras condições? Qual a mais desafiadora? Pode ser que o tratamento da Comorbidade precise de mais atenção do que o do autismo em algum momento.
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