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O Processo doloroso de desindividualização escrito por Thiago de Mello. "SOU SIMPLESMENTE UM  HOMEMPARA QUEM JÁ A PRIMEI...
03/10/2019

O Processo doloroso de desindividualização escrito por Thiago de Mello.

"SOU SIMPLESMENTE UM HOMEM
PARA QUEM JÁ A PRIMEIRA
E DESLOCADA PESSOA DO SINGULAR
FOI DEIXANDO, SOFRIDAMENTE DE SER,
PARA TRANSFORMAR-SE MUITO MAIS
SOFRIDAMENTE NA PRIMEIRA E
PROFUNDA PESSOA DO PLURAL."

Como sei pouco, e sou pouco,
faço o pouco que me cabe
me dando inteiro.
Sabendo que não vou ver
o homem que quero ser.

Já sofri o suficiente
para não enganar a ninguém:
principalmente aos que sofrem
na própria vida, a garra
da opressão, e nem sabem.

Não tenho o sol escondido
no meu bolso de palavras.
SOU SIMPLESMENTE UM HOMEM
PARA QUEM JÁ A PRIMEIRA
E DESLOCADA PESSOA DO SINGULAR
FOI DEIXANDO, SOFRIDAMENTE DE SER,
PARA TRANSFORMAR-SE MUITO MAIS
SOFRIDAMENTE NA PRIMEIRA E
PROFUNDA PESSOA DO PLURAL.
Não importa que doa: é tempo
de avançar de mão dada
com quem vai no mesmo rumo,
mesmo que longe ainda esteja
de aprender a conjugar
o verbo amar.

É tempo sobretudo
de deixar de ser apenas
a solitária vanguarda
de nós mesmos.
Se trata de ir ao encontro.
(Dura no peito, arde a límpida
verdade dos nossos erros.)
Se trata de abrir o rumo.

Os que virão, serão povo,
e saber serão, lutando.

Thiago de Mello - 1975

Eu opto pela lateral - Marllon Leal CutyEm um momento de crucial decisão, o chefe da embarcação chega ao marujo e lhe pe...
13/05/2019

Eu opto pela lateral - Marllon Leal Cuty

Em um momento de crucial decisão, o chefe da embarcação chega ao marujo e lhe pergunta. “Na viagem que iremos fazer, passaremos pelas mais diversas paisagens, do calor ao frio, da chuva à seca. Haverá momentos em que será inundado pela água, em outros sua pele ressecará tamanha fúria do sol. Verá pequenos, e grandes icebergs. Sentirás o vento bater em teu rosto de leve, e às vezes de soco! A noite lhe apresentará o seu encanto e sua tristeza, o pôr-do-sol lhe mostrará a sua fidelidade ao companheiro tempo e lhe ensinará que a ele não tem como fugir. Terás sentido tudo aquilo que é permitido a um homem sentir. Basta sentar na lateral e juntos remar. Caso contrário, pode optar pelo centro da embarcação, não verás nada, não sentirás nada. Estará tudo sempre normal, a segurança do não ver lhe proporcionará a linearidade. Não terá temor, mas também não terá surpresas e admirações. Em que lugar gostaria de ir?”


Eu opto pela lateral!

Filhos da época - Wislawa Szymborska Somos filhos da épocae a época é política.Todas as tuas, nossas, vossas coisasdiurn...
23/04/2019

Filhos da época - Wislawa Szymborska

Somos filhos da época
e a época é política.
Todas as tuas, nossas, vossas coisas
diurnas e noturnas,
são coisas políticas.
Querendo ou não querendo,
teus genes têm um passado político,
tua pele, um matiz político,
teus olhos, um aspecto político.
O que você diz tem ressonância,
o que silencia tem um eco
de um jeito ou de outro político.
Até caminhando e cantando a canção
você dá passos políticos
sobre um solo político.
Versos apolíticos também são políticos,
e no alto a lua ilumina
com um brilho já pouco lunar.
Ser ou não ser, eis a questão.
Qual questão, me dirão.
Uma questão política.
Não precisa nem mesmo ser gente
para ter significado político.
Basta ser petróleo bruto,
ração concentrada ou matéria reciclável.
Ou mesa de conferência cuja forma
se discutia por meses a fio:
deve-se arbitrar sobre a vida e a morte
numa mesa redonda ou quadrada.
Enquanto isso matavam-se os homens,
morriam os animais,
ardiam as casas,
ficavam ermos os campos,
como em épocas passadas
e menos políticas.

Loucura - Ronald David Laing Se a espécie humana sobreviver, imagino que os homens do futuro considerarão nossa esclarec...
03/04/2019

Loucura - Ronald David Laing

Se a espécie humana sobreviver, imagino que os homens do futuro considerarão nossa esclarecida época como um verdadeiro século do obscurantismo. E serão sem duvida capazes de apreciar a ironia desta situação com mais humor do que nós. Rirão de nós. Saberão que aquilo a que dávamos o nome de esquizofrenia era uma das formas sob as quais e muitas vezes por intermédio de pessoas absolutamente comuns a luz começou a aparecer através das fendas dos nossos espíritos fechados. A loucura não é necessariamente um desabamento(breakdon); pode ser também uma abertura de saídas (breakthoungh)... o individuo que faz a experiencia transcendental da perda do ego pode ou não perder de diversas maneiras o equilíbrio. Pode, então ser considerado louco. Mas ser louco não é necessariamente ser doente, mesmo se em nosso mundo os dois termos se tornaram complementares....Partindo do ponto de vista de nossa pseudossaúde mental, tudo é equivoco. Esta saúde não é uma verdadeira saúde, a loucura dos outros não é uma verdadeira loucura. A loucura dos pacientes é um produto da destruição que nós lhes impomos e que eles se impões a si próprios. E não se pense que podemos encontrar a verdadeira loucura, nem que somos verdadeiramente sãos de espirito. A loucura que encontramos em nossos doentes é um grosseiro disfarce, uma aparência enganadora, uma caricatura grotesca do que poderia ser a cura natural desta estranha integração. A verdadeira saúde mental implica de uma maneira ou de outra a dissolução do ego normal.

Ecce Homo - NietzescheNaquela época meu instinto decidiu-se de maneira inexorável contra a continuação da condescendênci...
22/02/2019

Ecce Homo - Nietzesche

Naquela época meu instinto decidiu-se de maneira inexorável contra a continuação da condescendência, do seguir-aos-outros, do enganar-a-mim-mesmo. Qualquer modo de vida,as condições mais desfavorável, enfermidade, pobreza, tudo me parecia preferível àquela "ausência-de-si" indigna à qual eu me entregara por ignorância, por juventude, e na qual acabara ficando pendurado mais tarde por preguiça, devido ao assim chamado " sentimento do dever" .

Louco - Khalil Gibran Perguntas-me como me tornei louco.  Aconteceu assim:Um dia, muito tempo antes de muitos deuses ter...
16/02/2019

Louco - Khalil Gibran

Perguntas-me como me tornei louco.
Aconteceu assim:
Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.
E, quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.
Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”
Assim me tornei louco.
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.

Louco - Khalil Gibran

A grande libertação - NietzscheQual é a amarra mais firme? Quais as cordas que são quase impossíveis de romper? Entre os...
16/02/2019

A grande libertação - Nietzsche

Qual é a amarra mais firme? Quais as cordas que são quase impossíveis de romper? Entre os homens de uma qualidade elevada e seleta serão os deveres: esse respeito, como convém à juventude, essa timidez e delicadeza diante de tudo o que é venerado há muito e digno, o reconhecimento pelo solo que cresceu, pela mão que o guiou, pelo santuário em que aprendeu a orar – serão mesmo seus momentos mais elevados que o ligara mais firmemente, que o obrigará mais duradouramente. Para essa espécie de servos a grande libertação chega de repente, como um terremoto: a jovem alma é de um só golpe sacudida, derrubada, arrancada- ela própria não entende o que se passa. Um ímpeto e um fervor imperam e se apoderam dela como uma ordem, uma vontade, um desejo desperta para seguir em frente, para onde quer que seja, a qualquer preço ; a uma violenta e perigosa curiosidade por um mundo desconhecido arde e flameja em todo os seus sentidos. “antes morrer que viver aqui” – assim fala a imperiosa voz da sedução: este “aqui ” , este “em casa” é tudo quanto ela amou até então! Um repentino medo, uma desconfiança em relação a tudo o que ela amava, um lampejo de desprezo por aquilo que para ela significava “dever”, um desejo sedicioso , voluntário, impetuoso como um vulcão, de expartição, de afastamento, de resfriamento, de desengano, de gelificação, um ódio ao amor, talvez um gesto e um olhar sacrílego para trás, para onde ela até então havia orado e amado, talvez um rubor de vergonha pelo que acaba de fazer e ao mesmo tempo um grito de alegria por tê-lo feito um arrepio de embriaguez e de prazer interior, em que se revela uma vitória- uma vitória ? sobre quê ? sobre quem ? vitória enigmática, problemática, contestável, mas ainda assim uma primeira vitória: - ai estão os males e as dores que compõem a história da grande libertação.”

14/02/2019

Curta “The Last Knit“- Laura Neuvonem

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