08/12/2025
Quando abro meu armário do banheiro e encontro produtos vencidos, eu sei que ali existe uma conversa comigo mesma.
• Remédios vencidos
Sempre me fazem refletir. Eles mostram que, em algum momento, eu precisei de cuidado — mas deixei esse cuidado para depois. E, às vezes, fazemos isso com nossas emoções também: adiamos, ignoramos, empurramos. Até que “vence”.
• Cremes que fazem mal, mas continuam ali
Às vezes guardo um creme que irritou minha pele, como se um dia pudesse funcionar. E isso diz muito sobre a dificuldade que todos temos de abandonar aquilo que já mostrou que não faz bem. É quase como manter emoções antigas, esperando que elas um dia se tornem leves.
• Maquiagem vencida ou esquecida
F**a ali, ocupando espaço, mesmo sem uso. E quando percebo, entendo que não é só um produto vencido, mas um pequeno lembrete de que deixei de me observar e de me priorizar por algum tempo.
• Caixinhas vazias, acessórios quebrados, restinhos de produtos
Esses detalhes mostram o quanto podemos acumular o que já perdeu propósito — por hábito, por falta de tempo, ou simplesmente por não olharmos com atenção. E do ponto de vista emocional, fazemos o mesmo: mantemos histórias, memórias e padrões que não servem mais.
• O que esses vencidos revelam para mim
Eu já entendi que esse acúmulo não fala de desorganização: fala de adiamento de autocuidado, de falta de pausa, de viver no modo automático.
E perceber isso é o primeiro passo para mudar.
• O que eu faço quando encontro essas coisas
Respiro fundo, separo o que realmente tem validade — na prateleira e dentro de mim — e descarto o que já cumpriu seu papel.
Principalmente medicamentos, que precisam de descarte responsável.
Esse gesto simples me reconecta com o essencial: cuidar de mim com presença.