26/03/2016
Sobre as escolhas.
Com o tempo, em algum momento da vida, você vai se perguntar: será que fiz a escolha certa?
E não importa se esta pergunta estará relacionada à sua profissão, ao seu relacionamento amoroso, à decisão de mudar de cidade, estado ou país.
E, eu sei, esta pergunta estará associada a um sentimento de insatisfação, vazio, algo não preenchido: aquele velho “buraco emocional”.
E você vai logo encontrar “um responsável” por este sentimento: seu emprego não é bom o bastante, seu namorado não lhe dá atenção suficiente, sua mulher não lhe apóia, suas amigas não lhe entendem.
E você resolverá fazer mudanças: trocará de emprego, terminará a relação, se afastará de algumas amigas. Afinal, “eles são o problema”. Ou, quem sabe, você continuará exatamente com está, permitindo que os anos passem, sempre com essa insatisfação crônica, mas sem coragem para enfrentar a mudança.
Eu quero lhe dizer que, antes de qualquer decisão, antes de qualquer julgamento, eu gostaria que você se conhecesse mais.
Gostaria que você olhasse para sua história. Gostaria que você pudesse visualizar seus pais ou quem cuidou de você e, como num filme, olhasse para você ainda criança. O que você vê?
Essa criança sentia-se segura, ou vivendo na presença de brigas e violência?
Essa criança sentia-se aceita e amada, ou rejeitada e abandonada emocionalmente?
Essa criança ... era validada em seus sentimentos e necessidades, ou constantemente ouvia a velha frase “engole esse choro, quer um motivo para chorar eu te dou”?
Eu sei que você pensa que isso já faz muito tempo e que hoje você é um adulto(a) capaz de tomar suas próprias decisões. Mas eu preciso lhe dizer que essa história faz parte de você e dá a base para seu “buraco emocional”. É essa base que manterá você em constante insatisfação, ainda que faça mudanças frequentes em suas decisões.
E, para que você possa se curar e preencher seu “buraco emocional”, eu desejo que você encontre em suas relações de amizade e relacionamentos amorosos, pessoas que possam suprir todas aquelas necessidades emocionais básicas, que seus pais ou cuidadores não conseguiram suprir.
Eu também desejo que você possa, em sua profissão, encontrar a causa a que você dedica sua vida, para que seu trabalho tenha sentido e lhe preencha por completo.
E, antes de ir embora, eu também quero lhe dizer que, muitas vezes, fazer isso solitariamente é difícil e geralmente caímos e recaímos nas "armadilhas da vida", repetindo erros, mantendo nossos esquemas mentais. Saiba que posso ser sua aliada e, limitadamente (eu sei) suprir o que você não teve, para que possa fazer escolhas felizes em sua vida.
Um abraço com carinho,
Terapia do Esquema