29/04/2026
Nos últimos anos, os inibidores de JAK mudaram de forma significativa o cenário das doenças imunomediadas, especialmente na reumatologia. Saímos de um momento inicial de grande entusiasmo para uma fase mais madura, baseada em evidência, experiência clínica e maior cautela na indicação.
Esses medicamentos atuam bloqueando vias importantes da inflamação, com resposta rápida e eficácia já bem estabelecida em doenças como a artrite reumatoide, a artrite psoriásica e as espondiloartrites. Além disso, ampliamos seu uso para outros contextos, sempre com avaliação individualizada.
Com o tempo, também passamos a entender melhor seu perfil de segurança. Estudos mais recentes trouxeram alertas importantes, especialmente em pacientes com maior risco cardiovascular, histórico de trombose ou algumas neoplasias. Isso não invalida seu uso, mas reforça a necessidade de uma indicação criteriosa.
Hoje, os iJAK ocupam um lugar bem definido: são opções modernas, eficazes e, em muitos casos, estratégicas, quando outros tratamentos não tiveram a resposta esperada.
O grande avanço não foi apenas terapêutico, mas também na forma de prescrever: com mais critério, personalização e segurança. Na prática, isso significa escolher o tratamento certo, para o paciente certo, no momento certo.
Dra. Tatiana K. Müller
MÉDICA | REUMATOLOGISTA
CRM: 21438 | RQE: 12862