Dr. Josué Bahlis - Terapia Cognitivo Comportamental

Dr. Josué Bahlis - Terapia Cognitivo Comportamental Dr. Josué Bahlis CREMERS 11851
TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL
Especialista em Cirurgia Plástica pela SBCP
Mestre em Geriatria

Oferecemos terapia cognitivo comportamental e avaliação psico geriátrica. Atuando principalmente nas áreas de depressão, ansiedade e demências.

31/03/2026

METACOGNIÇÃO
Metacognição é o ato de pensar sobre o pensamento. Todos nós temos rotinas mentais que servem para poupar esforço mental e aumentar a velocidade de execução da tarefa.
O problema é estas rotinas podem estar desatualizadas em relação à época em que foram estabelecidas, e podem não funcionar tão bem hoje em dia, de fato, podem até atrapalhar.
Poucos de nós tiram alguns momentos do dia para pensar sobre o pensamento, que é a origem da ação. A metacognição é um mecanismo de sobrevivência, de aprendisagem e de adaptação. O termo foi criado pelo psicólogo John H. Flavell na década de 70.
Quem tem uma metacognição desenvolvida tem mais sucesso, além do que está em contínuo aperfeiçoamento.
Devemos nos questionar se o que pensamos é fundado em evidências e na experiencia prática. Se não estamos travados por hábitos que nos foram imbuídos na infância, se não estamos condicionados por experiências passadas.
A metacognição melhora a heurística, que é a maneira como resolvemos problemas. A metacognição pode ser desenvolvida através de treino, ela está para a atividade cerebral como está a musculação para o corpo.
Na próxima terça feira escreverei sobre exercícios para aprimorar a metacognição. Até lá.
Dr. Josué de Paula Bahlis. CREMERS 11851 WhatsApp (51) 999827405
PÓS-GRADUADO EM TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL
Este artigo pode ser reproduzido sem a permissão do autor. Não foi usada IA neste texto.

24/03/2026

TERAPIA REALMENTE CURA OU TROCA SINTOMAS?
Muitos autores afirmam que todas as terapias trocam sintomas, o que acontece é que sintomas muito disfuncionais podem ser trocados hábitos mais funcionais e eficientes. Como um amigo me disse: antes da terapia não conseguia trabalhar em grupo, agora não consigo trabalhar sozinho.
É notavelmente melhor ser viciado em exercícios que em co***na. Ser viciado em estudo do que vídeos na internet. A diferença entre um sintoma e um hábito salutar é que o primeiro te faz mal, o segundo te faz bem.
Por que os pacientes defendem com tanto vigor seus sintomas? Por que o sintoma é uma forma de evitar algo mais grave. É como uma planta em que o paciente está se segurando para não cair no abismo. Por isto um terapeuta experiente não sai tirando sintomas sem fazer uma boa conceituação cognitiva, para ver o que tem por baixo.
Existem várias maneiras de sabotar a si mesmo. Por exemplo: alguém pode ter grande potencialidade, mas foi criado de uma maneira repressora, onde lhe foi ensinado que é feio vencer. Esta pessoa vai ser aquela que não teme nada, exceto o sucesso, pois o sucesso lhe produz culpa.
Neste caso, o sintoma, se autossabotar, esconde o medo de vencer. A crença da pessoa é que se vencer perderá o amor dos pais, mesmo que estes pais nem existam mais.
Neste caso a crença limitante deve ser substituída pela crença que vencer é bom e ético, e que nenhuma pessoa tem direito a não exercer toda sua potencialidade, exatamente ao contrário do que lhe foi ensinado. A situação descrita acima é muito mais comum do que se imagina.
O que nos leva a metacognição, o ato de pensar sobre o pensamento. A melhor ferramenta para o sucesso. Escreverei sobre ela na próxima terça feira. Até lá.
Dr. Josué de Paula Bahlis. CREMERS 11851 WhatsApp (51) 999827405
PÓS-GRADUADO EM TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL
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17/03/2026

ALTA EM TCC
Alta em terapia cognitivo comportamental funciona como outras terapias psicodinâmicas. O paciente se dá alta quando se sente em condições de enfrentar o mundo sem os atrozes sofrimentos que o afligiam.
Naturalmente, as vezes o terapeuta acha que o paciente ainda não está totalmente preparado para ter alta, e opta por espaçar as sessões para ver como o paciente reage.
O terapeuta se sente à vontade para liberar o paciente quando percebe que este conseguiu organizar seus sentimentos, compatibilizando suas emoções com seu intelecto. Suas emoções não mais atrapalham seu raciocínio, mas o potencializam.
Consegue colocar seus problemas, seus prazeres, seus deveres e obrigações em prateleiras diferentes, tudo organizado. Em geral o paciente chega na primeira consulta com tudo misturado e caótico no seu mundo interno, por isto vive ansioso e cansado.
E principalmente, consegue sair do seu eu insulado e ver o mundo e as situações pela ótica dos outros, o que não só o deixa mais compreensivo como também mais eficiente em todas as áreas de sua vida.
Ou seja, ele se torna uma pessoa madura, atinge o que Daniel Golleman chamou de inteligência emocional, o que é outro nome para maturidade.
Na próxima terça feira escreverei sobre troca de sintomas. A terapia cura ou troca sintomas? Até lá.
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PÓS-GRADUADO EM TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL
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10/03/2026

EXEMPLO DE UMA SESSÃO DE TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL 2
(parte final)
O sr. M liga um dia antes do encontro com sua nova chefia informando que está muito ansioso. Tem medo de se mostrar inadequado e inseguro em seu primeiro contato.
Lembro a ele que a ansiedade é física, pergunto se ele tem alguma parte da musculatura que fique notavelmente tensa quando ele pensa no assunto. Ele responde que é a musculatura das costas.
Peço a ele que se imagine saindo de casa, pegando o carro, chegando no trabalho, entrando na entrevista, mas sempre mantendo a musculatura das costas relaxada. Se em algum momento a musculatura f**ar tensa, deve voltar ao início da exposição imaginaria, partindo de casa. Deve fazer quantas vezes for necessário para se imaginar falando com o chefe sem nenhuma contração nas costas.
O sr. M me informou depois que precisou fazer mais de 30 vezes este exercício até não ter nenhuma contração muscular excessiva, conseguiu, mas ainda não tinha certeza se iria funcionar.
Após a entrevista o sr. M entrou em contato comigo. Disse que assim que entrou na sala se sentiu muito seguro, apresentou seu trabalho com desembaraço e não se sentiu julgado, mas se sentiu ajudando a nova direção. Inclusive tendo recebido tarefas que o levariam a uma provável promoção.
Estava muito agradecido, mas eu lembrei que o mérito era totalmente dele, que havia treinado tanto, mesmo sem ter certeza que funcionaria, o que é sinal de grande inteligência e disciplina.
Na próxima semana escreverei sobre como é o processo de alta em terapia cognitivo comportamental. Até lá.
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PÓS-GRADUADO EM TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL
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03/03/2026

EXEMPLO DE UMA SESSÃO DE TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL
A sessão a seguir descrita é baseada em fatos reais, mas por motivos éticos alguns aspectos foram alterados.
O sr. M se apresenta para sua terceira sessão, pergunto como passou a semana e como está seu humor. Ele me relata estar muito ansioso, prefere se afastar das pessoas, chega a subir oito andares a pé porque percebe que o elevador vai levar mais gente.
Pergunto quando começou, e se notou algum evento marcante no início dos sintomas. Ele informa que sua chefia mudou, e isto o deixa inseguro.
Pergunto se identificou um pensamento automático ao mudar o humor, ele disse que sim. O pensamento era: eu sou muito azarado.
Pergunto existe uma base logica para este pensamento, ele reconhece que não, mas que este pensamento sempre vem a mente quando se estressa.
Sugiro que ele substitua este pensamento por algo mais realista, tipo: eu sou um cara com sorte normal, preparado para minhas atividades e capaz de ter um desempenho acima da média. Perguntei se os eventos de sua vida confirmariam estas afirmações, e ele respondeu que sem dúvida sim.
Expliquei que a ansiedade de ter uma nova chefia o levou a ativar crenças de inadequação, cujo gatilho era o pensamento automático: eu sou muito azarado. Sugeri que continuasse monitorando os pensamentos automáticos e os criticasse a luz da realidade, verif**ando que eles perderiam sua força.
Perguntei como foi a sessão e ele respondeu que não estava muito convicto que desse certo, mas iria tentar.
Continua na próxima terça feira. Até lá.
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24/02/2026

COMO É UMA SESSÃO DE TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL
Muitas pessoas têm curiosidade em como se desenvolve uma sessão de TCC, e em que esta se diferencia de outras terapias.
Para começar, a TCC é estruturada, isto é, o paciente sabe como a sessão vai se desenvolver, ela é focada no presente e na solução de problemas objetivos.
No início da sessão é verif**ado o humor do paciente, se ele esta triste, ansioso, com raiva etc. Será discutido o que aconteceu durante a semana e será feita uma revisão do ”tema de casa”, que são tarefas dadas pelo terapeuta para o paciente fazer entre as sessões. A seguir é definido o problema que será abordado na sessão.
Na fase intermediária são usadas técnicas para resolver o problema do paciente, é ensinado psicoeducação ao paciente e treinamento em habilidades necessárias para ocorrer mudanças práticas em sua vida.
Na parte final é feita uma recapitulação do que foi abordado, é passado um novo “tema de casa”, e o paciente é convidado a falar o que achou da sessão.
É uma terapia de curta duração, se espera que o problema que levou o paciente ao consultório se resolva em torno de vinte sessões, logicamente conforme o caso. A TCC é focada no problema, é objetiva e o paciente toma parte ativa na terapia.
O objetivo final da TCC é que o paciente aprenda a lidar com seus problemas de maneira autônoma, se tornando seu próprio terapeuta, por assim dizer.
Na próxima terça feira trarei um exemplo prático de uma sessão de TCC. Até lá.
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03/02/2026

CORRIGINDO PENSAMENTOS DISFUNCIONAIS
Na última publicação escrevi sobre porque as pessoas tem dúvidas sobre si mesmas, agora é hora das soluções.
A primeira coisa a ser feita é avaliar nossas interpretações sobre o mundo, pois nosso cérebro tem tendencia a interpretar os acontecimentos como negativos, é uma estratégia de sobrevivência.
Só que esta estratégia pode ser enganosa. Alguém liga para a pessoa amada e recebe uma resposta formal, pois a pessoa está trabalhando e muito ocupada no momento. Imediatamente quem fez contato interpreta a situação como menosprezo, e reage a uma situação que nunca existiu.
O que serve para os outros serve para nós mesmos. As vezes cometemos pequenos deslizes e nos julgamos com severidade excessiva. Não devemos cair nestas armadilhas, devemos nos lembrar que só porque f**amos emocionados não quer dizer que a situação é verdadeira.
Se eu levo uma multa no trânsito e penso que me distrai, tudo bem. Se eu penso “eu sou um distraído incorrigível”, o que claramente é falso, eu estou me rotulando e dificultando minha evolução.
A segunda coisa é conscientizar no que somos bons e investir nisso, para sermos melhor ainda. É contraintuitivo em relação a educação clássica, que proporia investir no que somos maus. Mas o fato é se eu tenho talento para ser pianista, e não tenho para ser cantor, não adianta insistir. Aliás, o neurótico não aceita seu destino. Ninguém é bom em tudo, devemos aceitar isto.
Nas próximas duas terças feiras, dias 09 e 17 de fevereiro, não a haverá nenhuma publicação, pois estarei em férias. No dia 24 escreverei sobre como é uma seção de terapia cognitivo comportamental. Até lá.
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27/01/2026

POR QUE VOCÊ TEM DÚVIDA DE SI MESMO?
Esta é uma pergunta importante. De uma maneira geral é valido ter uma certa dúvida de si mesmo, porém esta dúvida não pode ser paralisante, pois vai levar a uma signif**ativa piora no desempenho.
Em geral estas dúvidas têm origem no tipo de educação que a pessoa recebeu, por experiências ruins que enfrentou, ou comparação indevida com os outros.
O mais importante é verif**ar se estas dúvidas são ou não baseadas em fatos reais. Muitas vezes esta perda de autoconfiança não se apoia em provas, mas em emoções.
Noto que alguns pacientes se acham incompetentes apesar dos fatos reais apoiarem a ideia de competência. Chegando à síndrome do impostor, na qual a pessoa acha que tudo que fez de certo foi fruto da sorte. Ninguém tem tanta sorte assim, a pessoa realmente é competente.
Minha sugestão para iniciar é lembrar as ocasiões em que foi competente,, que em geral são a grande maioria. Nas ocasiões em que houve manifesta falta de competência, deve-se diagnosticar a causa. Foi azar? Foi falta de treino? Foi falta de materiais e meios ou de planejamento?
O mais importante é ter uma visão real de suas competências, e não deixar que uma falha em um campo contamine os outros. Não é porque a pessoa dança mal que deve se achar ruim em tudo. Em geral a pessoa que duvida muito de si mesmo generaliza. Se eu danço mal eu também devo dirigir mal. Este tipo de pensamento é mais comum do que se pensa. Devemos lutar contra ele.
Na próxima terça feira escreverei sobre técnicas para corrigir estes pensamentos disfuncionais. Até lá.
Dr. Josué de Paula Bahlis. CREMERS 11851 WhatsApp (51) 999827405
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20/01/2026

AUMENTANDO O FOCO E CONTROLANDO A PROCRASTINAÇÃO
Procrastinar é deixar para depois. Alguns pacientes referem a sensação de não ter botão de start, é bastante comum em que tem déficit de atenção.
Na verdade o déficit é de volição, a capacidade de manter a atenção onde ela é necessária, mesmo o assunto sendo chato, ou tendo coisa mais interessante disponível.
A primeira coisa que devemos lembrar é que a dopamina, nosso neurotransmissor envolvido na atenção, é uma espécie de combustível mental de lenta renovação. Se gastamos dopamina vendo series em excesso, jogando no computador ou coisa parecida, teremos uma depleção de dopamina, e vai faltar para atividades produtivas.
A segunda coisa é que devemos preparar o terreno mental antes da tarefa proposta. Pensar nas vantagens que teremos ao fazer o trabalho, e no custo de não fazer. A conscientização é a porta de entrada para a atenção.
A terceira coisa é fazer uma espécie de ritual de entrada, antes de iniciar a tarefa. Pode ser preparar um café ou um chá, qualquer coisa agradável que possa ser repetida antes de iniciar. Isto facilita muito iniciar a atividade. Pode ser o mesmo ritual para várias tarefas.
Finalmente, se parabenize ao completar a atividade. Parece bobagem mas elogiar a si mesmo é um motivador para outras atividades. Ter um orgulho justif**ado de si mesmo é muito saudável, e justo. A autoestima vem do autorreconhecimento.
Na próxima terça feira escreverei sobre: porque você duvida de si mesmo? Até lá.
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13/01/2026

COMO TORNAR PRODUTIVO O OVERTHINKING
Overthinking pode ser traduzido como o ato de pensar demais, só que é um pensar estéril e desgastante.
O pensamento f**a preso em situações passadas que poderiam ser diferentes, em sofrimentos que aconteceram, buscando soluções para situações que não podem mais ser mudadas. O pensamento também pode f**ar preso imaginando o futuro, em situações que podem acontecer, ruminando situações que são improváveis, sofrendo de graça.
Isto é desgastante e improdutivo. Em geral a pessoa que está nessa situação tenta parar o pensamento, ou pensar em outra coisa.
Esta estratégia não resolve. Custa grande esforço mental, e em algum momento os pensamentos voltam.
O melhor é reservar um momento do dia para ter estes pensamentos negativos e angustiantes. O fato de saber que terá um horário para isto diminui a ansiedade.
Ao mesmo tempo devemos nos perguntar: o que eu aprendi nesta situação, por pior que tenha sido? O que eu aprendi? Como posso usar a situação produtivamente? É impressionante as respostas produtivas que surgem.
No caso de pensamentos futuros negativos as perguntas devem ser: caso o pior aconteça como posso reagir? Que situações enfrentei e superei? O que posso fazer, realisticamente e de uma maneira saudável, para me proteger? Veremos que temos muito mais recursos e experiência do que pensamos. Em geral nós nos subestimamos.
Na próxima terça feira escreverei sobre como executar tarefas chatas e diminuir a procrastinação. Assunto especialmente importante para quem tem algum grau de déficit de atenção. Até lá.
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06/01/2026

OS PERIGOS DO NARCISISMO
Todos nós temos um grau de narcisismo, em pequena quantidade o narcisismo nos ajuda na luta pela vida. Em grande quantidade pode nos destruir.
O narcisista segue o destino do pavão. Seus ornamentos que o tornam belo quase o impedem de voar.
O primeiro perigo que o narcisista enfrenta é ele mesmo. Embevecido com sua própria imagem não percebe o mundo a sua volta. Este pouco contato com a realidade faz com que cometa erros na sua vida profissional e sentimental.
O segundo perigo é sua incapacidade compreender tudo que não seja referente a ele mesmo. Acha feio tudo que não reflete sua imagem. Julga tudo pela aparência, não pela utilidade.
O terceiro perigo é o esgotamento de uma vida sem sossego. Narcisistas não conseguem f**ar parados, pois se param vão ter que enfrentar a realidade de sua imagem e ações, que não são tão belas como eles acreditam.
Ou seja, o narcisista não aceita a si mesmo, constrói um eu ideal e acredita nele. Eventualmente até consegue que outros acreditam, mas com o tempo a fantasia rasga. E a verdade é frustrante. Assim, se você descobre em si traços narcisistas, trate de lutar contra eles, procure ser humilde, eficiente, ativo, e deixe que suas ações falem por si mesmas.
Contam que uma jovem atriz perguntou a grande atriz Sara Bernhardt se ela sentia medo ao entrar no palco. Sara respondeu que sim. A jovem atriz disse que não sentia absolutamente nenhuma insegurança ao entrar no palco. Sara respondeu: não se preocupe querida, as vezes o talento vem com o tempo...
Na próxima terça feira escreverei sobre overthinking, o ato de pensar demais, e com torná-lo produtivo, e não prejudicial. Até lá.
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23/12/2025

O QUANTO PODEMOS CONFIAR NAS PESSOAS?
A confiança depende muito das experiências que a pessoa vivenciou. Uma pessoa que foi traída vai ter muita dificuldade em confiar novamente, podendo entrar em um espiral paranoico.
Naturalmente, o ideal é seguir o caminho do meio, não ser infantilmente confiante, nem um paranoide que não confia em nada nem em ninguém.
Eventualmente alguém trairá nossa confiança, faz parte da vida, não devemos desistir do gênero humano por causa disto. Não é porque um marceneiro dá uma martelada no dedo que ele deve brigar com o martelo e nunca mais fazer móveis, ele deve é tomar mais cuidado. Na vida devemos esperar o inesperado, mas não devemos nos tornar desconfiados em excesso.
De uma maneira geral, devemos ter reservas em relação a pessoas muito sedutoras, que prometem muito e que tem um discurso muito fantasioso. As vezes este tipo de pessoa nem é má, mas é infantil, e promete o que não pode cumprir.
As pessoas com acentuado padrão narcisista também podem ser instáveis, pois tem pouco afeto, só olham para si mesmas.
Quanto aos psicopatas, por natureza vão trair, é muito difícil se defender deles, mas é possível. Em geral, como qualquer predador, preferem vítimas fáceis, se não conseguem o que querem de cara, vão procurar outra vítima.
Em suma, confie, mas seja cauteloso. Na próxima terça feira (30/12) não haverá publicação. Dia 06/01 escreverei sobre os perigos do narcisismo. Desejo um feliz Natal e ótimo 2026 para todos!
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