08/01/2026
O perdão não é um botão.
Porque botão desliga o desconforto.
E o perdão, quando é verdadeiro, faz exatamente o contrário: obriga a sentir.
Perdoar não acontece quando a dor acaba.
Acontece quando a dor deixa de comandar todas as decisões — o que é muito diferente.
Existe um equívoco silencioso: achar que perdoar é voltar a confiar, voltar a desejar, voltar a ser quem era.
Não é.
Perdoar é aceitar que algo foi quebrado sem fingir que não foi.
Por isso o processo é irregular.
Alguns dias você acorda inteiro.
Em outros, a memória reaparece sem aviso e desmonta tudo de novo.
Isso não é fraqueza emocional — é o cérebro tentando reorganizar uma realidade que foi violada.
Quando alguém pressiona pelo perdão, quase nunca está falando de vínculo.
Está falando de alívio.
Alívio da culpa, do desconforto de ser visto como quem feriu, do peso de sustentar as consequências.
Reconstruir exige tempo porque exige transformação.
E transformação não acontece enquanto alguém pede pressa.
O perdão real não nasce do “já passou”.
Ele nasce do: eu fui ouvido, eu fui respeitado, eu não precisei engolir a dor para manter o relacionamento.
Qualquer coisa fora disso não é perdão.
É sobrevivência emocional com outro nome.
Se você quer trabalhar o perdão eu posso te ajudar, me chama no link da Bio e segue a