24/12/2025
Ter um pai querido, carinhoso e protetor é como crescer com um chão firme sob os pés.
Para uma menina, esse pai é abrigo: é quem ensina, sem discursos, que ela é digna de cuidado, de respeito e de amor. É quem mostra que o mundo pode ser seguro quando existe alguém que olha por você com ternura e presença. Uma menina que teve um pai assim aprende cedo que não precisa se encolher para caber - ela cresce sabendo que merece espaço, afeto e proteção.
Para a mulher que essa menina se torna, esse pai vira referência. Ele molda o jeito de amar e de se permitir ser amada.
Um pai carinhoso ensina, pelo exemplo, que amor não machuca, não diminui, não exige medo. Ensina que cuidado pode ser forte, que proteção pode ser doce, que presença é um gesto diário. Por isso, hoje, ao olhar para o amor, reconhece quando ele é verdadeiro - porque se parece com aquilo que viveu: respeito, riso fácil, segurança, olhos que sorriem junto com a boca.
A saudade, então, não é só da pessoa. É da sensação.
No Natal, essa ausência f**a ainda mais funda. Falta a voz, o riso, o olhar que fazia tudo parecer no lugar. Falta aquele ponto de equilíbrio silencioso que sustentava a mesa, a casa, o coração. O Natal sem ele perde um pouco da luz, porque era na presença dele que o amor se materializava - simples, inteiro, verdadeiro.
E a saudade dói porque foi real.
Mas também é ela que prova a sorte imensa de ter tido um pai assim. Um pai que não foi apenas pai - foi guardião, foi porto, foi amor. E esse amor não morreu. Ele vive na mulher que se tornou, na forma como ama, protege, acolhe e enxerga o mundo.
O Natal muda, mas o legado permanece.
Feliz Natal na Terra e no Céu