02/03/2026
À mulher que eu um dia sonhei ser,
Eu lembro das dúvidas, das inseguranças, do medo de não ser suficiente. Lembro do desejo profundo de cuidar, de fazer diferença, de exercer a medicina com humanidade. Lembro também do cansaço, das viradas de rumo, das decisões difíceis que ninguém via.
Se eu pudesse voltar no tempo e conversar com aquela versão mais jovem de mim, diria para ela confiar. Que o caminho não seria linear, mas seria verdadeiro. Que cada escolha, cada estudo, cada paciente, cada lágrima escutada no consultório me aproximaria da profissional, e da mulher, que eu queria me tornar.
Hoje, olhando para trás, eu sei: ela f**aria orgulhosa. Não apenas pela trajetória, mas pela coerência. Pela coragem de mudar quando foi preciso. Pela fidelidade ao propósito de cuidar da mente com respeito e responsabilidade.
E talvez o maior orgulho fosse este: ter continuado sensível, mesmo depois de tantos anos.
E você, o que diria para sua “eu” do passado?
Dra. Raquel R. Carvalho
CRM/RS 20736 / RQE 258
Psiquiatra Clínica & Psicoterapia