22/05/2026
A evidência científ**a pode, sim, contrariar a sua intuição clínica.
E isso não acontece apenas com terapeutas iniciantes.
Mesmo profissionais experientes cometem erros de julgamento, sobretudo quando confiam apenas na própria impressão sobre o andamento do caso.
A literatura em psicoterapia baseada em evidências justamente propõe integrar pesquisa, expertise clínica e características do paciente - não substituir uma pela outra.
Um dos achados mais importantes dessa área é que a intuição do terapeuta, sozinha, nem sempre detecta precocemente quando o tratamento está saindo de rota.
Por isso, o monitoramento sistemático de progresso e feedback do paciente ganhou tanta relevância: ele ajuda a identif**ar mais cedo riscos de piora, impasses na aliança, baixa motivação e outros obstáculos ao tratamento.
Ou seja: ferramentas de monitoramento não existem para “engessar” a clínica.
Elas existem para corrigir pontos cegos do julgamento clínico e ampliar a chance de intervenção no momento certo.
Confiar na experiência é importante.
Mas medir o processo, muitas vezes, é o que permite enxergar o que a intuição não viu.
Quer conhecer essas ferramentas e entender como elas podem qualif**ar sua prática?
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