LAEPsi - Laboratório de Estudos em Psicoterapia e Psicopatologia

LAEPsi - Laboratório de Estudos em Psicoterapia e Psicopatologia Desenvolvimento de psicoterapeutas psicodinâmicos pela integração entre ciência e prática clínica. Dra. Fernanda Barcellos Serralta.

LAEPSI - Laboratório de Estudos em Psicoterapia e Psicopatologia. Grupo de estudos e pesquisa do Programa de Pós Graduação em Psicologia da UNISINOS, coordenado pela prof. Reúne professores colaboradores, mestrandos, doutorandos, bolsistas de iniciação científ**a, estudantes e profissionais de psicologia e áreas afins interessados no desenvolvimento de conhecimentos que ampliem a interlocução entre a investigação científ**a e a prática clínica de orientação psicanalítica.

A evidência científ**a pode, sim, contrariar a sua intuição clínica.E isso não acontece apenas com terapeutas iniciantes...
22/05/2026

A evidência científ**a pode, sim, contrariar a sua intuição clínica.

E isso não acontece apenas com terapeutas iniciantes.

Mesmo profissionais experientes cometem erros de julgamento, sobretudo quando confiam apenas na própria impressão sobre o andamento do caso.

A literatura em psicoterapia baseada em evidências justamente propõe integrar pesquisa, expertise clínica e características do paciente - não substituir uma pela outra.

Um dos achados mais importantes dessa área é que a intuição do terapeuta, sozinha, nem sempre detecta precocemente quando o tratamento está saindo de rota.

Por isso, o monitoramento sistemático de progresso e feedback do paciente ganhou tanta relevância: ele ajuda a identif**ar mais cedo riscos de piora, impasses na aliança, baixa motivação e outros obstáculos ao tratamento.

Ou seja: ferramentas de monitoramento não existem para “engessar” a clínica.

Elas existem para corrigir pontos cegos do julgamento clínico e ampliar a chance de intervenção no momento certo.

Confiar na experiência é importante.

Mas medir o processo, muitas vezes, é o que permite enxergar o que a intuição não viu.

Quer conhecer essas ferramentas e entender como elas podem qualif**ar sua prática?

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Uma interpretação profunda pode ser clinicamente brilhante, e ainda assim chegar cedo demais.Especialmente no início do ...
20/05/2026

Uma interpretação profunda pode ser clinicamente brilhante, e ainda assim chegar cedo demais.

Especialmente no início do tratamento, o problema nem sempre é o conteúdo da intervenção, mas o timing.

A pesquisa em psicoterapia mostra que aliança, acordo sobre tarefas e objetivos, responsividade ao nível de prontidão do paciente e segurança relacional importam muito nas primeiras sessões.

Sem essa base, até uma intervenção tecnicamente boa pode ser vivida como intrusiva, prematura ou desalinhada.

Na prática, isso signif**a que interpretar “fundo” antes de construir colaboração suficiente pode afastar o paciente em vez de aprofundar o processo.

Primeiro, o paciente precisa sentir que há vínculo, compreensão e espaço seguro para pensar junto.

Depois, intervenções mais profundas tendem a ter mais chance de ser recebidas, elaboradas e transformadas em trabalho terapêutico.

Não se trata de evitar interpretações.

Trata-se de saber quando elas podem realmente ajudar.

Uma boa intervenção fora de hora pode falhar.

No momento certo, ela pode mudar o tratamento.

Quer dominar melhor o timing das intervenções?

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Contrato terapêutico é intervenção clínica.Não é apenas burocracia.Desde o início do processo, a forma como o tratamento...
19/05/2026

Contrato terapêutico é intervenção clínica.

Não é apenas burocracia.

Desde o início do processo, a forma como o tratamento é apresentado ajuda a organizar expectativas, esclarecer responsabilidades, fortalecer a credibilidade da psicoterapia e criar uma base mais sólida para a colaboração.

A literatura sobre expectativas, credibilidade do tratamento e aliança mostra que essas variáveis influenciam o engajamento do paciente e o andamento da terapia.

Por isso, o contrato terapêutico não deve ser visto como uma etapa “administrativa” separada da clínica.

Ele já é parte da intervenção: delimita o enquadre, oferece previsibilidade, ajuda o paciente a entender seu papel no processo e reduz desencontros que podem enfraquecer a aliança logo no começo.

Expectativas iniciais mais claras e uma apresentação mais consistente do tratamento também se associam à continuidade terapêutica.

Em outras palavras: um bom contrato não apenas organiza a terapia.

Ele começa a produzi-la.

Quando expectativas e responsabilidades f**am vagas, cresce o risco de frustração, baixa adesão e abandono precoce.

Quando o enquadre é construído com clareza, ele sustenta vínculo e continuidade.

Quer aprender a construir contratos terapêuticos mais ef**azes?

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Caso mal formulado, tratamento comprometido.A formulação de caso não é um detalhe teórico.Ela é o que dá direção ao trab...
15/05/2026

Caso mal formulado, tratamento comprometido.

A formulação de caso não é um detalhe teórico.

Ela é o que dá direção ao trabalho clínico: organiza hipóteses, ajuda a compreender a dinâmica do paciente, orienta prioridades e sustenta intervenções mais coerentes ao longo do processo.

Sem formulação, a condução do caso tende a f**ar mais reativa, fragmentada e improvisada.

O terapeuta passa a responder apenas ao que aparece em cada sessão, sem um eixo claro para decidir o que aprofundar, o que interpretar, o que confrontar e o que priorizar.

Pesquisas e discussões clínicas sobre formulação mostram justamente sua função de aumentar coerência terapêutica, integrar informações relevantes do caso e manter o foco do tratamento ao longo do tempo.

Uma boa formulação não engessa a clínica, ela dá sustentação para que a flexibilidade não vire dispersão.

Em outras palavras:

quando a formulação é frágil, o tratamento perde direção.

Quando ela é clara, a técnica ganha foco.

Quer melhorar suas formulações de caso e conduzir tratamentos com mais clareza e consistência?

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Nem toda empatia, por si só, é terapêutica.A pesquisa mostra que a empatia do terapeuta está associada a melhores result...
13/05/2026

Nem toda empatia, por si só, é terapêutica.

A pesquisa mostra que a empatia do terapeuta está associada a melhores resultados, mas ela não deve ser confundida com mera concordância, passividade ou validação indiscriminada.

Em psicoterapia, empatia clínica envolve compreender profundamente a experiência do paciente e responder de modo ajustado ao que o processo pede.

Isso signif**a que ser empático não é apenas acolher.

É também sustentar tensão, favorecer insight, delimitar, confrontar quando necessário e intervir sem romper o vínculo.

Quando a empatia perde sua função clínica, ela pode deixar de promover mudança e passar a apenas acompanhar o problema.

Quando está a serviço do processo terapêutico, ela ajuda o paciente a se sentir compreendido e a se mover.

Empatia clínica de verdade não é conivência.

É compreensão com direção terapêutica.

Quer desenvolver uma prática mais refinada, técnica e realmente terapêutica?

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Rupturas na aliança nem sempre aparecem de forma dramática.Muitas vezes, elas começam em sinais pequenos: um silêncio di...
12/05/2026

Rupturas na aliança nem sempre aparecem de forma dramática.

Muitas vezes, elas começam em sinais pequenos: um silêncio diferente, um distanciamento súbito, respostas burocráticas, concordância excessiva ou uma colaboração que parece vazia.

A literatura sobre aliança terapêutica mostra que rupturas incluem não só conflitos explícitos, mas também tensões sutis, desalinhamentos e movimentos de afastamento na relação.

E justamente por serem discretas, elas podem passar despercebidas até que o paciente se desligue do processo.

A boa notícia é que reparar rupturas faz diferença.

Meta-análises e estudos do processo terapêutico mostram que quando o terapeuta identif**a e trabalha essas falhas na colaboração, nos objetivos ou no vínculo, os resultados tendem a melhorar; quando ignora, aumenta o risco de piora do processo e abandono prematuro.

Por isso, o ponto não é evitar toda ruptura.

É saber percebê-la, nomeá-la e repará-la a tempo.

Quer aprender a identif**ar rupturas antes que elas virem abandono?

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Fatores comuns superam técnicas específ**as?Essa é uma das discussões mais importantes da pesquisa em psicoterapia. E ta...
08/05/2026

Fatores comuns superam técnicas específ**as?

Essa é uma das discussões mais importantes da pesquisa em psicoterapia. E também uma das mais frequentemente mal formuladas.

A evidência acumulada é consistente ao mostrar que aspectos como aliança terapêutica, empatia e expectativas estão associados a melhores resultados.

Mas reduzir isso à ideia de que “a relação explica tudo” é um erro.

A relação terapêutica não é apenas um fator comum que aparece em tratamentos bem-sucedidos.

Ela funciona como um moderador de resultados.

Isso signif**a algo mais exigente do ponto de vista clínico:

intervenções técnicas não operam no vazio. Sua eficácia depende da qualidade da relação em que são realizadas.

No campo da psicoterapia psicodinâmica, isso é ainda mais evidente.

Mecanismos de ação como insight, experiência emocional corretiva e mentalização não são procedimentos que o terapeuta “aplica”.

Eles emergem - ou não - dentro de uma relação suficientemente segura, responsiva e colaborativa.

A relação dá condições para que a técnica funcione.

A técnica dá direção para que a relação produza mudança.

Clinicar bem exige sustentar essa tensão ao invés de resolvê-la de forma simplista.

Quer aprofundar essa integração de forma aplicável à prática clínica psicodinâmica?

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A maioria dos abandonos não começa com um problema externo ou justif**ativa explícita.Muitas vezes, começa antes, em sin...
06/05/2026

A maioria dos abandonos não começa com um problema externo ou justif**ativa explícita.

Muitas vezes, começa antes, em sinais que passam despercebidos.

Nem sempre o paciente abandona apenas por dinheiro, agenda ou mesmo “falta de motivação”.

A pesquisa em psicoterapia mostra que rupturas na aliança, desalinhamentos na colaboração e expectativas pouco discutidas podem enfraquecer o vínculo e aumentar o risco de término prematuro.

Isso importa porque esses motivos costumam ser invisíveis justamente quando não são nomeados.

O paciente pode parecer educado, seguir comparecendo, concordar com tudo, e ainda assim já estar se afastando da terapia.

Estudos e recomendações clínicas sobre rupturas, trabalho no “aqui-agora” e monitoramento do processo indicam que confiar apenas na impressão do terapeuta pode ser insuficiente para detectar esses movimentos a tempo.

Por isso, reduzir abandono não depende só de “motivar” melhor o paciente.

Depende também de identif**ar cedo tensões na relação, revisar expectativas, explorar frustrações e abrir espaço para que o paciente diga o que não está funcionando.

Quando esses sinais são percebidos cedo, o rumo do tratamento pode mudar.

Quando são ignorados, o abandono muitas vezes já começou antes da última sessão.

Quer reduzir abandono na clínica com mais sensibilidade e precisão?

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A psicoterapia psicodinâmica não evoluiu substituindo o antigo pelo novo. Ela evoluiu por integração.Modelos clássicos c...
05/05/2026

A psicoterapia psicodinâmica não evoluiu substituindo o antigo pelo novo.

Ela evoluiu por integração.

Modelos clássicos continuam fundamentais — mas, isoladamente, já não dão conta da complexidade clínica que encontramos hoje.

A grande virada contemporânea não foi abandonar o passado.

Foi aprender a usar a teoria de forma responsiva ao paciente.

Isso implica reconhecer que:
* Interpretação não é sempre a melhor intervenção
* Neutralidade pode ser iatrogênica em alguns casos
* Apoio e validação não são “menos profundos”
* ⁠Há múltiplos mecanismos de ação terapêutica
* Técnica precisa acompanhar o nível de funcionamento do paciente
* Evidências científ**as e prática clínica se complementam

Então comenta aí:

Sua prática responde ao paciente que você tem — ou ao modelo que você aprendeu?

Sua prática é realmente baseada em evidências?Muitos profissionais diriam que sim.Mas prática baseada em evidências não ...
01/05/2026

Sua prática é realmente baseada em evidências?

Muitos profissionais diriam que sim.

Mas prática baseada em evidências não signif**a aplicar pesquisa de forma isolada, e muito menos reduzir clínica a protocolo.

A definição mais aceita na psicologia descreve a prática baseada em evidências como a integração de três elementos: a melhor pesquisa disponível, a expertise clínica e o contexto das características, cultura e preferências do paciente. Quando um desses pilares é ignorado, a prática perde consistência.

Isso também signif**a que “evidência” não se resume a ensaios clínicos randomizados.

A prática clínica de qualidade se apoia em um conjunto mais amplo de evidências, incluindo estudos de processo, pesquisas de efetividade, dados sobre relação terapêutica, responsividade e adaptação ao paciente real.

Ao mesmo tempo, experiência clínica não é licença para ignorar pesquisa.

E pesquisa, sozinha, também não substitui julgamento clínico nem escuta do contexto psicossocial do paciente.

Prática baseada em evidências de verdade não escolhe entre ciência, clínica e singularidade.

Ela integra as três.

Quer aprofundar sua prática baseada em evidências de forma crítica, clínica e aplicável? Siga a Conexão Psi.




A distinção entre intervenção terapêutica e psicoterapia não é apenas teórica, ela define expectativas, enquadre e profu...
29/04/2026

A distinção entre intervenção terapêutica e psicoterapia não é apenas teórica, ela define expectativas, enquadre e profundidade do trabalho clínico.

Intervenções terapêuticas podem ser ef**azes para reduzir sintomas e melhorar o funcionamento, e são utilizadas em diferentes contextos da saúde.

Já a psicoterapia envolve um processo estruturado, contínuo e fundamentado, no qual a relação terapêutica é central para promover mudanças em padrões emocionais e interpessoais.

Esse deslocamento, do sintoma para o sujeito, é o que permite não apenas alívio, mas transformação mais duradoura.

A literatura em psicoterapia é consistente ao destacar o papel da relação terapêutica e do trabalho processual como mecanismos fundamentais de mudança.

Sem essa distinção, o debate se empobrece, e o paciente f**a sem parâmetros claros sobre o que está recebendo.

Endereço

Porto Alegre, RS

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