20/12/2023
“Muitos de nós passam uma vida atrás de respostas satisfatórias sobre os mistérios do tempo (ou correndo por aí tal qual o Coelho Branco de Alice).
A nossa noção de tempo está condicionada a 24h, 7 dias por semana e uma série de obrigações e tarefas... e está tudo bem, não há como fugir desse ritmo: é preciso estudar, trabalhar, dar conta da casa…
Mas viver olhando o relógio e torcendo para que as horas passem mais rápido (ou para que o tempo congele em outros), pode ser uma forma errônea de dar valor a vida – que pode estar condicionada a simples ponteiros (ou um visor digital) e nos esvaziando da busca por um sentido.
O tempo urge.
E a cada segundo, você tem a chance inédita (ou privilégio, na verdade) de refletir sobre os seus propósitos e o que tem feito com o seu tempo. E mais uma vez… nada como a percepção da própria morte para valorizar o presente que é o tempo que lhe foi dado.
“E se eu morrer amanhã, vou me orgulhar do que fiz com o meu tempo?”
Olhe para os seus dias como uma oportunidade de compreensão e de lucidez sobre o que estamos fazendo por aqui: talvez essa seja uma forma de se ganhar tempo, e não perdê-lo. Esse instante pode ser o início de uma trégua amistosa que irá abrir um caminho de felicidade, realização e de presença.
O valor do tempo está em ser presente. Está em dar-se conta do que é importante para você. Em dar-se conta de que o tempo é generoso o suficiente para acreditar, realizar, VIVER!
Quando você abraça esses pensamentos, uma mágica acontece: o tempo é multiplicado.
Dá pra ser feliz agora, a partir desse segundo. Porque a vida não é sobre perder tempo, e sim, sobre ganhá-lo.”
Texto de Ana Claudia Quintana Arantes