15/12/2025
O preconceito com a obesidade é um fator de adoecimento tão sério quanto a própria doença.
Quem convive com a obesidade não enfrenta apenas alterações metabólicas, hormonais ou inflamatórias.
Enfrenta olhares, julgamentos, piadas, comentários disfarçados de “preocupação” e uma culpa constante que não foi ela quem criou.
A ciência já nos mostra que o estigma associado ao peso gera mais estresse, mais ansiedade, mais inflamação e piora da saúde como um todo. Pessoas que sofrem preconceito tendem a adiar cuidados médicos, evitar consultas, abandonar tratamentos e se afastar de ambientes que poderiam ajudá-las.
Obesidade não é falta de força de vontade.
Não é desleixo.
Não é preguiça.
É uma doença crônica, complexa e multifatorial e precisa ser tratada com ciência, respeito e acolhimento.
Cuidar da obesidade também é combater o preconceito.
É oferecer escuta, tratamento individualizado e um espaço onde o paciente não precise se defender para ser cuidado.
Porque ninguém melhora sendo julgado.
As pessoas melhoram quando se sentem seguras para começar.