18/03/2026
Não é coincidência: Após os 40–50 anos, o risco de infarto na mulher pode aumentar cerca de 30%.
Isso acontece porque, durante a transição para a menopausa, ocorre a queda do estrogênio, hormônio que ajuda a proteger o coração e o metabolismo, mantendo a elasticidade dos vasos, equilibrando o colesterol e contribuindo para o controle da glicose. Com essa mudança hormonal, torna-se mais comum: pressão alta, aumento do LDL, resistência à insulina, acúmulo de gordura abdominal e perda de massa muscular (sarcopenia inicial), fatores que elevam o risco cardiovascular.
Outro ponto importante é que a gordura corporal tende a se redistribuir, aumentando principalmente na região abdominal, um tipo de gordura metabolicamente mais ativa e associada a maior risco de infarto, AVC e diabetes.
Mas, ter mais de 40 anos não significa que o coração vai adoecer. Quando há uma rotina adequada, muitas mulheres conseguem ser a sua “melhor versão” mesmo com mais idade. Com prevenção adequada, o coração e o corpo podem funcionar muito bem por muitos anos.
Alguns pilares fazem grande diferença nessa fase:
✅atividade física regular (principalmente exercícios de força para preservar massa muscular)
✅alimentação equilibrada (suplementação quando indicada)
✅controle da pressão, colesterol e glicemia
✅cuidado com o sono e o estresse
✅acompanhamento médico periódico
Coração saudável depois dos 40 não é sorte. É decisão!
Me conte aqui: Quais dessas mudanças você já percebeu no seu corpo depois dos 40?
Dra. Izabela Biazi - Médica Cardiologista
CRM 169187 | RQE 78102