Guilherme Carvalho Psicologia

Guilherme Carvalho Psicologia Psicólogo graduado pela Universidade Federal de São Carlos. Há mais de 20 anos cuidando de pessoas.

Experiência e seriedade no tratamento de transtornos mentais e emocionais.

Vamos falar a verdade?Esses dias, tomando um café com um mentorado, esse assunto apareceu.O quanto nós, psis, ficamos de...
04/02/2026

Vamos falar a verdade?

Esses dias, tomando um café com um mentorado, esse assunto apareceu.
O quanto nós, psis, ficamos desconfortáveis em assumir que gostamos, sim, de reconhecimento, de dinheiro, de nos sentirmos valorizados.

Eu já me culpei muito por isso também.
Como se fosse errado, soberbo. Como se eu me tornasse menos humano, menos ético, menos generoso, só por gostar do que me faz sentir bem.

Foi aí que eu percebi uma coisa simples: quando eu nego o que é verdade pra mim, eu acabo boicotando meu próprio crescimento.

Então hoje eu consigo dizer, com mais tranquilidade: sim, eu gosto de viver bem.
De ser reconhecido pelo impacto do meu trabalho na vida das pessoas.
E, sim, de ser bem remunerado por isso.

Isso não me faz herói. Nem vilão.

Eu me posiciono a favor de sermos livres para ser quem somos e assumir, sem culpa, o que queremos de verdade.

Cada psi carrega consigo a alquimia da sua trajetória de vida. A sua autenticidade é verdadeira fórmula mágica pra alcan...
28/01/2026

Cada psi carrega consigo a alquimia da sua trajetória de vida. A sua autenticidade é verdadeira fórmula mágica pra alcançar aquilo que você busca.

Aprender gestão é se abrir para o amadurecimento profissional.Muitos psicólogos nunca tiveram espaço para pensar o consu...
26/01/2026

Aprender gestão é se abrir para o amadurecimento profissional.
Muitos psicólogos nunca tiveram espaço para pensar o consultório como algo que também precisa ser cuidado, protegido e estruturado.
E isso é fruto de uma falta substancial de referências...
Com orientação adequada, a gestão deixa de ser um bicho-papão e passa a ser um apoio silencioso para que a clínica funcione com mais estabilidade, menos interferências e mais tranquilidade.
É assim que eu trabalho na Mentoria Viver Bem da Clínica: avaliando junto com cada mentorando o que faz sentido aprender, o que precisa ser organizado e como sustentar uma clínica viva, ética e possível ao longo do tempo.


Eu me descobri winnicottiano quando entrei em contato com a teoria do amadurecimento emocional.Sua honestidade nomeou o ...
25/01/2026

Eu me descobri winnicottiano quando entrei em contato com a teoria do amadurecimento emocional.

Sua honestidade nomeou o que eu já sustentava na clínica, mas ainda parecia improviso.

Foi a teoria que mais se aproximou do que eu inaugurei na saúde mental e trouxe como repertório para a clínica particular.

Depois desse encontro, eu nunca mais consegui fazer clínica com pressa.

Nunca mais insisti em um formalismo que me afastasse do encontro, nem no fetiche por uma técnica ou teoria única.

Foi ali que eu me autorizei a ser humano, nada mais que humano, na vida e na clínica.

Na minha prática, isso aparece no modo como sustento presença, espera e silêncio.

Antes de qualquer aprofundamento, eu priorizo o estabelecimento do vínculo e da confiança.

Eu sustento o tempo necessário para que algo possa acontecer.

Eu sou um terapeuta que sobrevive.

Sobreviver, aqui, é não responder com pressa ao que pede tempo.

Isso me colocou em oposição direta à clínica do resultado e ao diagnóstico precoce.

Ao impulso de responder, interpretar e colocar alguém em análise antes do tempo.

Esse encontro não criou minha clínica.
Deu vocabulário e legitimidade a uma técnica humana que eu já vinha desenvolvendo.

Sem isso, a espontaneidade teria me parecido arriscada demais.

Se o que relatei também te atravessa, talvez faça sentido pensarmos Winnicott juntos, numa manhã de sábado.

Existe uma confusão perigosa circulando por aí.Como se a clínica psicológica fosse um espaço onde o profissional escolhe...
25/01/2026

Existe uma confusão perigosa circulando por aí.
Como se a clínica psicológica fosse um espaço onde o profissional escolhe o que faz por gosto, opinião ou conforto pessoal.

Não é disso que se trata.

Mas também é raso fingir que a clínica se resolve apenas com artigos, manuais e protocolos replicáveis.
Porque o sofrimento humano não é um objeto neutro.
É atravessado por história, linguagem, cultura, laço e singularidade.

Evidência científica é importante.
Mas ela não substitui escuta, responsabilidade clínica e decisão ética caso a caso.

Quando a psicologia tenta se comportar como uma medicina mal copiada, ela perde justamente o que tem de mais potente.
A capacidade de sustentar o não-saber e trabalhar com o singular.

Clínica não é preferência.
Mas também não é receita.

É trabalho sério.
E exige muito mais maturidade do que escolher um lado dessa falsa disputa.

Existe uma diferença grande entrerespeitar o tempo da clínicae romantizar precarização.Nem todo mundo pode “esperar”.Alg...
24/01/2026

Existe uma diferença grande entre
respeitar o tempo da clínica
e romantizar precarização.

Nem todo mundo pode “esperar”.
Algumas pessoas precisam viver da clínica
enquanto ela se constrói.

Estratégia não é milagre.
Não é atalho.
Não é traição à ética.

É o que permite continuar escutando
com dignidade, sem adoecer
e sem fingir que sofrimento é virtude.

Se o caminho se faz ao caminhar,
porque ficar esperando?

22/01/2026

Entendemos que a construção de um estilo clínico autêntico só acontece quando o “erro” deixa de ser visto como falha moral e passa a ser tratado como dado clínico.

Onde você trava, onde você sente medo, onde você reage... tudo isso é matéria-prima de trabalho, não motivo de vergonha.

Não buscamos a perfeição do protocolo, mas a consistência de quem consegue ser uma “boa companhia” e sustentar o setting, inclusive (e principalmente) nos momentos de turbulência.

⚠️ Como participar:

A apresentação dos casos clínicos (“o chão da clínica”) é exclusiva dos membros da Mentoria VBC, nosso ecossistema de formação completa onde cuidamos de toda a carreira do profissional.

Mas as portas da Oficina estão abertas para Ouvintes.

Essa é a sua oportunidade de acompanhar essas discussões em tempo real, absorvendo a lógica de manejo e raciocínio clínico, sem a pressão da exposição.

Garanta sua vaga de Ouvinte no link da bio.

Winnicott

20/01/2026

É um espaço vivo de pensamento.
Um lugar de respiro criativo, onde o terapeuta pode sustentar dúvidas, testar hipóteses, elaborar impasses e construir manejo a partir da singularidade de cada encontro clínico.

A Oficina da Escuta nasce desse ponto de maturação.
Não como promessa de solução, mas como um campo de interlocução entre pares.

Sem hierarquia, sem doutrinação, sem a lógica da obediência.
Um espaço para quem já entende que pensar clínica exige responsabilidade, implicação e tempo.

Aqui, a teoria não é doutrina.
Ela é sustentação.

Subimos nos ombros dos gigantes para enxergar mais longe, não para repetir seus gestos, mas para desenvolver um estilo clínico singular, vivo e fundamentado na clínica contemporânea tal qual pode ser praticada hoje.

Se esse momento da sua clínica pede mais fôlego, mais respiro criativo e pensamento compartilhado, saia do automatismo e venha conversar conosco. 👇🏽👇🏽👇🏽





19/01/2026

Hoje estamos realizando um encontro da Mentoria Viver Bem da Clínica, em parceria com a contabilidade especializada para psicólogas, para falar sobre organização do consultório, obrigações fiscais e responsabilidade profissional.

Clínica madura também se constrói com tudo em ordem, dentro da lei e com consciência do lugar que ocupamos.

Há algo que precisa ser dito com mais honestidade sobre supervisão clínica hoje.Muita gente se afasta da supervisão não ...
16/01/2026

Há algo que precisa ser dito com mais honestidade sobre supervisão clínica hoje.

Muita gente se afasta da supervisão não porque não valoriza o trabalho clínico, mas porque foi atravessada por experiências em que supervisão virou doutrinação, hierarquia rígida ou até humilhação.

Modelos em que o supervisor ocupa o lugar de quem sabe, corrige, aponta o erro e decide o que é certo ou errado.
Modelos em que o terapeuta sai menor do que entrou.
Com medo de errar, medo de pensar, medo de não estar “à altura” da teoria.

Não é raro encontrar profissionais competentes, sensíveis e implicados que carregam marcas dessas experiências.
Como se clínica só pudesse ser sustentada por quem domina perfeitamente um arcabouço teórico ou se submete a um olhar controlador.

Essa lógica não fortalece a clínica.
Ela empobrece o pensamento e produz dependência.

Na forma como eu compreendo a supervisão na contemporaneidade, ela não existe para formatar o terapeuta.
Existe para sustentar o pensar do analista.

Supervisão, para mim, é um apoio à mente de quem escuta.
Um espaço onde o raciocínio clínico pode se expandir, onde o manejo pode ser pensado com mais critério, onde o terapeuta não precisa provar nada, apenas trabalhar.

A Oficina da Escuta nasce dessa posição.

Não como formação básica.
Não como correção de conduta.
Mas como um espaço de trabalho clínico em grupo, entre pares, onde a experiência de cada um conta e o pensamento circula.

Aqui, o foco não é dizer o que você deveria ter feito.
É sustentar, junto, o que está em jogo no caso, no vínculo e no lugar do terapeuta.

Se você já vive a clínica, já atende, já sustenta casos e sente que precisa de mais interlocução, mais liberdade de pensamento e menos hierarquia paralisante, talvez essa proposta faça sentido para você.

Não é para todos.
E não precisa ser.

Como foi a sua experiência com supervisão até aqui?

Há um momento da clínica em que estudar mais não resolve. E não resolve porque o problema já não é acúmulo de teoria, ne...
14/01/2026

Há um momento da clínica em que estudar mais não resolve.
E não resolve porque o problema já não é acúmulo de teoria, nem falta de técnica, nem insegurança inicial.

O que começa a faltar é circulação de pensamento.
Pensar melhor os casos.

Pensar junto.
Ter com quem sustentar o impasse quando o caso não fecha, quando o sofrimento transborda, quando as decisões clínicas
pesam.

A solidão clínica não é falta de gente ao redor.
É falta de interlocução qualificada.

É falar muito com pacientes e, ainda assim, não ter onde colocar em diálogo o próprio fazer clínico.

A Oficina da Escuta nasce desse ponto.
Não como formação básica.
Não como espaço de respostas prontas.

Mas como trabalho clínico entre pares que já conhecem o peso da clínica e sabem que ela não se sustenta no isolamento.

Aqui, o grupo não serve para comparar trajetórias, performar saber ou buscar atalhos.

Serve para lapidar o trabalho, ampliar o raciocínio e sustentar a prática com mais rigor, laço e responsabilidade.

Não é para todos.

É para quem já entendeu que clínica se constrói no tempo, na escuta e no pensamento compartilhado.

Existe algo errado quando a clínica só se sustenta à base de excesso.Durante muito tempo, eu ganhei bem na clínica. A ag...
12/01/2026

Existe algo errado quando a clínica só se sustenta à base de excesso.

Durante muito tempo, eu ganhei bem na clínica. A agenda estava cheia, os atendimentos rodando, o trabalho reconhecido. Por fora, tudo parecia funcionar. Por dentro, eu vivia no limite.

Eu trabalhava muito. Pensava na clínica o tempo todo. Estava sempre cansado, mesmo quando não estava atendendo. E, ainda assim, tinha dificuldade de admitir que havia algo errado, porque afinal “estava dando certo”.

O problema é que esse tipo de clínica cobra um preço silencioso. Não só em energia, mas em presença. Presença em casa, presença com os filhos, presença comigo mesmo. E aí começa uma culpa que quase ninguém fala. Culpa por estar cansado. Culpa por não conseguir estar mais tempo com a família. Culpa por não viver a vida do jeito que gostaria, mesmo tendo “conseguido”.

Demorei para entender que o cansaço não era falta de vocação, nem falta de organização pessoal. Era o modelo. Uma clínica que só se sustenta quando você está no limite não é uma clínica madura. É uma clínica dependente do seu excesso.

Quando tudo funciona apenas porque você aguenta, não existe folga real, não existe escolha, não existe tempo que não venha acompanhado de ansiedade. Qualquer pausa parece perigosa. Qualquer tentativa de diminuir soa como ameaça.

Compreender isso foi libertador porque tirou a culpa do centro. Não era sobre eu ser fraco, desorganizado ou ingrato. Era sobre reconhecer que trabalhar bem não deveria exigir viver sempre no limite.

Hoje eu sei que uma clínica sustentável não se constrói às custas da vida de quem a sustenta. E que ganhar bem não deveria significar não parar nunca.

Talvez, se você ganha bem, mas sente que não consegue sair do modo exaustão, a pergunta não seja o quanto você trabalha, mas o quanto esse modelo está te custando em vida.

Essa pergunta muda tudo. ♻️

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Presidente Prudente, SP
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