16/02/2023
Atualmente, dados apontam que mais da metade da nossa população tem excesso de peso e um quarto dos adultos convive com a obesidade.
É uma condição de controle difícil, com altas e baixas e com a possibilidade de trazer danos tanto físicos quanto emocionais, de maneira grave.
Evidências indicam que a obesidade pode ocasionar problemas como à resistência à insulina, hipertensão e dislipidemia, complicações como diabetes tipo 2, doença cardiovascular e doença hepática gordurosa não alcoólica – consequentemente, reduzindo a expectativa de vida dos indivíduos.
Alguns estudos indicam que a obesidade tem origens genéticas e ambientais e envolve consumo energético excessivo, diminuição da atividade física, aspectos sociais, culturais, econômicos e psicológicos, além de anormalidades metabólicas e hormonais.
Ainda, na infância a situação também é temerosa. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) apontam que 12,9% das crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade têm obesidade, assim como 7% dos adolescentes na faixa etária de 12 a 17 anos.
Como combater a obesidade?
Esse quadro crônico pode ser resolvido pelo próprio indivíduo, com esforço físico e reeducação alimentar.
Do ponto de vista físico, podem ser citadas mudanças nos espaços urbanos, nas creches e escolas, além do ambiente familiar. Nesse contexto, contam critérios como a disponibilidade de espaços que contribuem para o aleitamento materno, equipamentos de lazer, hortas e cozinhas comunitárias e feiras, por exemplo.
O melhor caminho para o combate à obesidade se dá a partir da criação de hábitos saudáveis e, principalmente, da regulação hormonal.
Estudos demonstram que desequilíbrios no estrogênio, testosterona, progesterona e cortisol, causados por fatores atrelados à dieta ocidental e estresse da vida moderna, contribuem para a epidemia de obesidade.
Manter nossos hormônios em equilíbrio, consolidar uma dieta saudável, seguir um programa de exercícios e buscar um estilo de vida com menos estresse é a chave para o bem-estar e a longevidade ideais.
Ref: https://sobraf.org/o-risco-crescente-da-obesidade/
Dr Guilherme Martins
CRM 182364/SP34614