31/10/2025
Último dia de Congresso - encerrei participando de uma mesa e apresentando o texto: A morte de Deus: diálogos contemporâneos entre Nietzsche e Byung-Chul Han na clínica fenomenológica (2023/2025).
Feliz com a oportunidade, com as interações, os encontros maravilhosos que o presencial nos oferta, e emocionada, vi gente que só via na Internet, acompanhava em aulas, citava em artigos, grupos de estudos... Enfim... Foi lindo!
Sobretudo, falar, fazer e ser em parte psicologia existencial, como forma de resistência, de re-pensar e de dar novos sentidos ao nosso trabalho/função/ser.
Um respiro e um fôlego nessa nossa contínua caminhada.
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Um fragmento do trabalho:
"Em última instância, o que está em jogo é a possibilidade de recuperar o humano em sua vulnerabilidade. Deixar-se afetar pelo sofrimento e permitir que ele revele sentidos, em vez de encobri-los com paliativos. A clínica fenomenológica, nesse cenário, não é um lugar de soluções prontas, mas de abertura ao que se mostra. É o espaço onde, parafraseando Heidegger, deixamos ver aquilo que aparece, em sua verdade muitas vezes desconcertante.
Portanto, diante da morte de Deus e do espetáculo de novos deuses - sejam eles a técnica, o mercado ou a própria imagem de si -, resta-nos a tarefa ética de escutar. Escutar o que resiste, o que falha, o que adoece. Escutar o humano em sua condição finita, e nesse gesto, quem sabe, reencontrar o solo para uma existência menos maquinal e mais autêntica, por assim dizer, livre."