07/02/2026
Hoje a noite foi bonita, daquelas que ficam guardadas como farol para o ano inteiro. A noite foi especial pelas presenças.
Sentei-me à mesa com mulheres que me antecedem, que me sustentam, que me atravessam.
Minha mãe. Minhas tias. Minha afilhada.
Diferentes tempos da vida, diferentes histórias, o mesmo fio invisível que nos une.
Uma das minhas tias, que quase nunca sai, se arrumou. Escolheu a roupa. O batom. O gesto de ir.
E esse movimento simples foi, para mim, um símbolo poderoso: a vida ainda chama, mesmo quando a gente se acostuma ao silêncio.
Estar cercada de mulheres é lembrar que somos feitas de coragem cotidiana. Daquelas que não fazem barulho, mas transformam tudo. Coragem de sair de casa. De aceitar um convite. De recomeçar.
De ser melhor. Não para o mundo, mas para si.
Em 2026, eu me proponho a isso: a escutar mais os chamados sutis da vida. A honrar quem veio antes. A cuidar de quem vem depois. E a me desafiar, todos os dias, a crescer um pouco mais.
Que vocês também encontrem, neste novo ano,
um motivo para se arrumar por dentro, para sair do lugar comum para sentar à mesa da própria vida com mais presença, mais afeto, mais verdade.
Porque, no fim, é assim que seguimos: de mãos dadas? em círculos de amor, ficando (juntos) um pouco melhores.