09/04/2026
Hoje eu tive o privilegio de visitar a exposição “A alma humana, você e o universo de Jung” aqui no Recife.
E, vou tentar descrever aqui, como essas imagens me atravessaram.
A jornada inicia no sentir, no corpo e nas formas de comunicaçāo que ele se utiliza. Cada sintoma é uma expressāo do inconsciente: antes do remédio, a compreensão. A cada síntoma eu via uma história que já me foi contada na clínica.
O inconsciente coletivo é descrito nos arquetipos- como formas onde podemos modelar imagens- e nos mitos milenares que habitam nosso imaginario.
Conceitos como: Animus e Animas, a Sombra, ego se mostram em imagens da nossa cultura, não tem como não se reconhecer.
O Complexo, esse me tomou. Aqui ser tomado por um complexo é ser capturado por uma rede, você se debate e se entranha mais. Não dá para se desvencilhar facil.
A persona encanta com suas múltiplas máscaras, não se iluda com elas. Escolha qual usar, mas cuidado para não se perder do “si mesmo”, volte sempre ao espelho.
A sincronicidade é o besouro dourado - fui capturada por ele e já vislubrei o anel, o jardim, a conversa.
O processo alquimico não podia faltar - Transformar chumbo em ouro. Passar pelas etapas, separar para integrar, tornar-se nobre, valoroso, elevado, podendo se misturar de novo sem deixar de ser.
Me deslumbrei com as Mandalas, o Livro Vermelho(nunca tinha visto o físico) e os personagens direto do inconsciente de Jung…
Tudo muito simbólico, muito junguiano. Um mergulho sensorial na sua obra, uma oportunidade de perceber os conceitos de um outro ponto de vista.
Essas sāo apenas algumas das minhas persepções.
Para quem ainda não foi, vale a pena a visita, para junguianos e não junguianos.