09/03/2026
A dor pélvica na gestação é uma queixa bastante comum e pode surgir em diferentes momentos da gravidez. Isso acontece porque o corpo da pessoa que gesta passa por transformações profundas para acomodar o crescimento do bebê e preparar o corpo para o parto.
Durante a gestação, os hormônios — especialmente a relaxina — promovem um aumento da mobilidade das articulações da pelve. Esse processo é fisiológico e importante, pois ajuda o corpo a se adaptar às mudanças e facilita o nascimento do bebê. No entanto, em algumas mulheres, essa maior mobilidade pode gerar instabilidade nas articulações pélvicas, como na sínfise púbica e nas articulações sacroilíacas, causando dor e desconforto.
Além disso, o aumento do peso do útero, as mudanças no centro de gravidade e as adaptações posturais da gestante também podem sobrecarregar a região lombar e pélvica. Movimentos simples do dia a dia, como caminhar, subir escadas, virar na cama ou ficar muito tempo em pé, podem acabar desencadeando ou intensificando a dor.
Outro fator importante é a forma como os músculos que estabilizam a pelve — especialmente os músculos do abdômen, do assoalho pélvico e da região lombar — estão funcionando. Quando há sobrecarga ou dificuldade de coordenação desses músculos, a sensação de dor pode se tornar mais frequente.
📍A boa notícia é que a dor pélvica na gestação tem tratamento e pode ser bastante aliviada. A fisioterapia obstétrica ajuda a melhorar a estabilidade da pelve, orientar posturas, adaptar movimentos do dia a dia e fortalecer os músculos que dão suporte ao corpo durante a gravidez.
Sentir dor não precisa ser parte obrigatória da gestação. Com orientação adequada e cuidado especializado, é possível viver esse período com muito mais conforto e qualidade de vida. 🤰🏻✨