02/12/2025
Este exame, que coleta uma pequena amostra do tecido que reveste o interior do útero, é um dos procedimentos mais importantes na ginecologia para diagnosticar causas de sangramento anormal, investigar infertilidade ou monitorar condições específicas.
É especialmente recomendada quando há sangramento após a menopausa — situação que sempre exige investigação — ou, em qualquer idade, quando o sangramento se torna irregular, excessivo ou persistente. Também é solicitada quando a ultrassom mostra espessamento do endométrio, ou em casos de acompanhamento de tratamentos hormonais e de pacientes com alto risco para câncer endometrial.
No entanto, um desafio frequente é a obtenção de uma amostra insuficiente para análise, o que ocorre em até um terço dos casos. Isso é mais comum em mulheres após a menopausa, devido à atrofia natural do endométrio e à estenose cervical, mas também naquelas com miomas, histórico de cesárea (principalmente na pré-menopausa) ou que lidam com ansiedade e dor crônica.
Quando a amostra é insuficiente, a conduta deve ser individualizada: pode-se repetir a biópsia com preparo adequado, optar pela histeroscopia para visualização direta ou manter acompanhamento com exames de imagem de forma criteriosa.
O mais importante é lembrar que a decisão sobre quando e como realizar o exame deve ser tomada em conjunto com seu ginecologista, considerando fatores como idade, sintomas, histórico clínico e emocional. O objetivo é sempre buscar o diagnóstico preciso, com o menor desconforto possível e a segurança que toda mulher merece.