Psicóloga Cinthia Oliveira

Psicóloga Cinthia Oliveira Psicóloga e Pesquisadora

Todos os dias recebemos pelos meios de comunicação notícias de violência perpetrada contra as mulheres das mais diversas...
08/03/2026

Todos os dias recebemos pelos meios de comunicação notícias de violência perpetrada contra as mulheres das mais diversas formas.

A persistência desta violência de gênero em nossa sociedade evidencia a importância de que seu enfrentamento não pode ser circunscrito à ação exclusiva das mulheres. É imperativa, portanto, a participação de toda a sociedade.

É preciso dizer: a violência não tem início na violência. Ela começa na diferença salarial entre homens e mulheres ocupando o mesmo cargo; na sobrecarga resultante do acúmulo de trabalho doméstico e cuidado familiar não remunerados; na quantidade ínfima de mulheres na representação nos três poderes; a significativa diferença no número de mulheres docentes no ensino superior e nos cargos de liderança; na objetificação midiática e nas narrativas hegemônicas que enaltecem o domínio público sobre nossos corpos; na binariedade que constrói hierarquias e barreiras intransponíveis entre os gêneros... e essas são apenas algumas das diferenças que são constituídas socialmente e forjadas enquanto naturais.

É urgente demolir estes padrões de comportamento social ancorados no machismo com ações coletivas que envolvam a reeducação das relações de gênero até a efetivação de políticas públicas transversais.

Na base destas mudanças, é imprescindível reconhecer o papel epistêmico e político dos feminismos. Os movimentos de mulheres, em sua pluralidade, têm nos ensinado que os direitos conquistados pelo arcabouço jurídico e social brasileiro destinados às mulheres não configuram concessões, ou benevolência, mas sim são fruto desta luta.

Se podemos celebrar nossas conquistas e marchamos no dia 8 de março é justamente porque muitas vieram e lutaram antes de nós.

A Lei Maria da Penha, a criação de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e as políticas de enfrentamento ao feminicídio são exemplos concretos de conquistas que resultaram de décadas de mobilização, resistência e produção de conhecimento por parte dos movimentos feministas.

Continua no primeiro comentário.

Solicitei à inteligência artificial que criasse uma legenda com a finalidade de resumir a minha trajetória profissional ...
01/03/2026

Solicitei à inteligência artificial que criasse uma legenda com a finalidade de resumir a minha trajetória profissional para contar aqui.

Ela inventou quatro versões de mim, nenhuma condizente com o que faço hoje ou que eu reconheça enquanto meu percurso profissional.

Apesar de os títulos acadêmicos terem a sua relevância na minha (de) formação enquanto analista, é na escuta clínica, não somente dentro do consultório, que me forjo enquanto alguém que escuta gente e que faz disso um ofício e uma ética de vida, se assim posso dizer.

Cinthia Oliveira

Vejo-me atravessada pelos estudos sobre HIV há aproximadamente 20 anos, quando tive a grande chance de, ainda enquanto e...
02/12/2025

Vejo-me atravessada pelos estudos sobre HIV há aproximadamente 20 anos, quando tive a grande chance de, ainda enquanto estudante de graduação em psicologia,
trabalhar como assistente de pesquisa num estudo cujo principal foco era compreender a resposta religiosa entre três das principais matrizes de religiões brasileiras, na sua forma de lidar com a temática dentro de suas instituições.
Vivi a epidemia antes mesmo de compreender os dados epidemiológicos que compõem a prevalência do vírus e da doença na população brasileira.
Foram muitas pessoas e tantas delas próximas que marcaram-me afetivamente por lutarem por suas vidas para vivê-las com dignidade enquanto o vírus ou AIDS tomava seus corpos.
Desafio perguntar até mesmo entre os mais jovens quem não conhece ou conheceu alguém que vive com HIV ou mesmo que fatalmente morreu de AIDS?
A epidemia de significados, como sugere Susan Sontag, foi ganhando contornos diversos. E em sua 4.a década, desafia-nos a pensarmos que, se os avanços biomédicos nos auxiliam a esperançar o fim da AIDS, existe ainda tantas barreiras a serem pensadas, destaco a da juvenização e da racialização da epidemia de HIV/AIDS.
Segundo o último boletim epidemiológico o percentual dos novos casos é mais alto na população mais jovem e o maior percentual de mortes em decorrência da AIDS é na população negra.
O fim da AIDS é atrasado por um fracasso que é social e não moral e de nada adianta os avanços biomédicos se eles não vierem acompanhados de política de acolhimento, ou por que não dizer uma política de solidariedade.
Precisamos resgatar o que foi mais importante e eficaz na resposta à epidemia: a solidariedade, tal como preconizava Betinho.

Há dias que o fazer convoca a escrever a palavra de um jeito diferente.Arte da foto do céu de
05/06/2025

Há dias que o fazer convoca a escrever a palavra de um jeito diferente.

Arte da foto do céu de



Imagem de  que acendeu duas memórias: Clarice Lispector com a sua célebre frase: "Liberdade é pouco. O que eu desejo ain...
10/04/2025

Imagem de que acendeu duas memórias:
Clarice Lispector com a sua célebre frase: "Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome".
E a música incrível de

Que tantos governos cabem em nós?

Quais liberdades nos permitimos viver?

Dia Internacional da mulher
09/03/2025

Dia Internacional da mulher

Neste primeiro ano de celebração do dia 20 de novembro enquanto data alusiva à  consciência negra o feed enegreceu, mas ...
21/11/2024

Neste primeiro ano de celebração do dia 20 de novembro enquanto data alusiva à consciência negra o feed enegreceu, mas é preciso persistência na discussão sobre o racismo.

Lembrar sempre que as desigualdades socioeconômicas e negação do racismo produzem adoecimento psíquico. Reconhecer estas desigualdades sociais e raciais é parte fundamental para a saúde mental da população negra.

A luta é de todos os dias na construção de uma sociedade sem racismo.

Cinthia Oliveira
CRP 02.13998



Maya Angelou (1928 - 2014) é o pseudônimo de Marguerite Ann Johnson. Ela teve uma carreira  impressionante e de destaque...
26/08/2024

Maya Angelou (1928 - 2014) é o pseudônimo de Marguerite Ann Johnson.
Ela teve uma carreira impressionante e de destaque. Foi poetisa, escritora, ativista de direitos civis, historiadora, atriz, cantora e dançarina.

Tinha, em minha opinião, na escrita a sua maior potencialidade. Seus escritos atravessavam diferentes campos, desde o falar de si aos livros de culinária.

A poesia dela me faz companhia. Entre uma escuta e outra carrego comigo a palavra desta poetisa, entre tantas outras em que a palavra inspira…

É na retrospectiva que percebemos também o agora.
Viva a poesia, viva Maya Angelou!

Cinthia Oliveira





Ainda sobre o 18 de maio, dia nacional alusivo à luta antimanicomial. Que tenhamos todos o compromisso de não enclausura...
30/05/2024

Ainda sobre o 18 de maio, dia nacional alusivo à luta antimanicomial. Que tenhamos todos o compromisso de não enclausurar subjetividades. Pessoas com transtornos mentais devem ter direito à liberdade e de viver em sociedade. Cinthia de Oliveira. CRP 02.13998

Há 34 anos, em 17 de maio de 1990, a homossexualidade foi retirada da classificação internacional de doenças pela organi...
18/05/2024

Há 34 anos, em 17 de maio de 1990, a homossexualidade foi retirada da classificação internacional de doenças pela organização mundial de saúde. A data representa um marco importante na luta contra a LGBTQIAPNB+ fobia.
A sigla representa a diversidade de gênero e sexualidade, incluindo Lésbicas, G**s, Bisse***is, Transe***is, Qu**rs, pessoas Intersexo, Asse***is, Panse***is e Não-binários, com o indicativo “+” representando outras formas de orientações se***is e variações de gênero.

Sempre importante lembrar que não há cura para o que não é doença. Psicóloga Cinthia Oliveira CRP 02.13998

26/04/2024
Clarice tem tantas coisas bonitas não é?                       Acho a vida muito mais interessante porque o que ela escr...
26/04/2024

Clarice tem tantas coisas bonitas não é? Acho a vida muito mais interessante porque o que ela escreveu faz sentido no que vivemos… Por vezes, no consultório, escuto aqui acolá que as mudanças de rumo foram tão inesperadas a ponto que parece outra vida… E, assim, perdendo-se e encontrando-nos no novo a gente vai escrevendo novos caminhos…. Aonde nos levarão? Nunca saberemos!

Endereço

Rua Do Príncipe, 526
Recife, PE

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