28/03/2026
O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco vem a público manifestar profunda indignação e revolta diante do assassinato de mais um policial no Estado, ocorrido na madrugada deste sábado, em Olinda.
Trata-se de um fato gravíssimo que ultrapassa a dor da perda de um colega de profissão ou servidor público. É a demonstração concreta de que a política de segurança pública em Pernambuco falhou em garantir a preservação da vida daqueles que dedicam suas carreiras justamente à proteção da sociedade.
Se o Estado não consegue proteger seus próprios policiais , agentes diretamente envolvidos no enfrentamento à criminalidade, o que resta ao cidadão comum?
A sensação de insegurança, que já é alarmante, se agrava diante de episódios como este, evidenciando um cenário de fragilidade do poder público e vulnerabilidade generalizada.
O SINPOL alerta que este não é um caso isolado, mas sim reflexo de um problema estrutural com déficit de efetivo, falta de estrutura, delegacias improvisadas em casas comuns,desvalorização salarial, falta de investimentos em inteligência policial, precariedade extrema nas condições de trabalho, ausência de uma política consistente de valorização profissional.
Policiais Civis seguem expostos, muitas vezes sem suporte adequado, enfrentando organizações criminosas cada vez mais estruturadas e violentas.
É inadmissível que o Governo do Estado continue tratando a segurança pública com medidas paliativas e discursos desconectados da realidade enfrentada nas ruas.
A morte de um policial não pode ser tratada como estatística. É um símbolo do colapso de um sistema que insiste em ignorar seus próprios sinais de esgotamento.
O SINPOL cobra, com urgência: Valorização profissional, recompletamento do efetivo, fortalecimento da investigação qualificada, investimentos reais em estrutura, tecnologia e proteção ao policial e seus dependentes, implementação de políticas públicas efetivas, e não apenas ações pontuais de impacto midiático.
Por fim, o Sindicato se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho, reafirmando que não haverá silêncio diante de mais essa tragédia.
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