21/03/2019
A Síndrome de Down (SD) é caracterizada como uma condição genética, que leva seu portador a apresentar uma série de características físicas e mentais específicas.
O desenvolvimento motor da criança com Síndrome de Down procede de grandes fatores, que podem se caracterizar por restrições que envolvem tanto o aparelho vestibular (função que está relacionada com o equilíbrio e a postura) quanto à visão, o sistema respiratório, endócrino, músculos e somatossensorial (condição que permite ao ser vivo experimentar sensações nas partes distintas do seu corpo podem ser sensações de tato, temperatura, da posição das partes do corpo ou dor). Diante dessas e outras restrições, ocorrem modificações na estratégia de controle motor para andar, que pode gerar atrasos na conquista da marcha.
A marcha é considerada a aquisição mais esperada quando um tratamento é iniciado precocemente e é muito frequente em crianças com Síndrome de Down.
Com ritmo e aparentemente sem esforços, a marcha é um acontecimento que compõe em transferir o peso de um membro inferior para outro, com objetivo de se deslocar de um ponto a outro.
O treino de marcha tem inicio, a partir de quando a criança senta sem apoio. E mesmo após o inicio desse treino, é preciso continuar com o estímulo do engatinhar, pois é um exercício importante e ajuda no fortalecimento de toda a musculatura necessária para ficar em pé e andar.
Atualmente, com objetivo de atingir e acelerar a aquisição da marcha, o treino é realizado com o uso da esteira de forma intensa.
É apropriado que a criança esteja com sapatos adequados, seja segurada pelas axilas enquanto ensaia os primeiros passos com a ajuda da esteira, aos poucos, passa a ser segurada pelo quadril, em seguida, pelas mãos. A velocidade da esteira também é elevada aos poucos, respeitando os limites da criança. O objetivo é que ela consiga andar sozinha na fase final do treinamento.
O treino Locomotor melhora a fraqueza dos principais músculos para a realização da marcha como: quadríceps, tibial anterior, glúteo médio e isquiotibiais. Esse é um fator importante para pessoas com Síndrome de Down realizarem compensações na marcha.