Anderson Santiago - Psicólogo

Anderson Santiago - Psicólogo "Nada que seja humano é alheio a mim". Terêncio

"As relações causais de fatos psíquicos entre si, que podemos observar a qualquer momento, contradizem o ponto de vista ...
01/04/2026

"As relações causais de fatos psíquicos entre si, que podemos observar a qualquer momento, contradizem o ponto de vista epifenomenológico, que tem uma semelhança fatal com o parecer materialista, de que a psique é uma secreção do cérebro, tal como a bile é uma secreção do fígado. Seria melhor que uma psicologia que considera o acontecer psíquico como um epifenômeno se denominasse fisiologia cerebral e se desse por satisfeita com o paupérrimo resultado fornecido por uma tal psicofisiologia. O acontecer psíquico merece ser considerado como um fenômeno em si, pois não existe razão alguma para considerá-lo um mero epifenômeno – embora esteja ligado à função cerebral – assim como tampouco podemos conceber a vida como um epifenômeno da química carbônica".

📝 Energia Psíquica, parágrafo 10.

É interessante observar que esse texto já tem 98 anos e continua bem atual. Ainda hoje o fenômeno psíquico é reduzido a mero epifenômeno cerebral, ou seja, é um fenômeno totalmente material, na perspectiva da teoria materialista que a sustenta. Inclusive leva alguns físicos de renome a, inclusive, sugerir que quando terminarmos de mapear o cérebro a psicologia f**aria obsoleta, traduzindo de maneira extremamente oportuna o quanto a psicologia contemporânea não superou os problemas acerca do seu método e objeto pelo fato de tentarem a todo custo vender a ideia de que o psíquico depende totalmente do funcionamento cerebral.

Se estivesse vivo, Jung continuaria repetindo que estamos criando uma vasta mitologização do cérebro e que as neurociências, sozinhas, não são suficientes para explicar o funcionamento psicológico ou instrumentalizar a clínica, já que os resultados oferecidos são tão paupérrimos quanto os fornecidos à época pela psicofisiologia.

Por isso ainda continua atual e correto no seu pensamento de que o fenômeno psíquico deve ser considerado um fenômeno em si, com dignidade própria e não ser reduzido a um epifenômeno do cérebro.
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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

"É incrível como as pessoas podem enredar-se em palavras. Sempre acham que dando um nome o assunto está resolvido, como ...
23/03/2026

"É incrível como as pessoas podem enredar-se em palavras. Sempre acham que dando um nome o assunto está resolvido, como se tivéssemos causado ao demônio um sério transtorno chamando-o agora de neurose!

Esta infantilidade tocante é também um resíduo daqueles tempos em que se lidava com palavras mágicas. O que está por trás de demônio ou neurose não sem importa com o nome que lhe dermos. Nem mesmo sabemos o que é psique.

Chamamos o inconsciente por este nome porque não temos consciência do que ele seja. Sabemos tão pouco quanto o físico sabe o que é matéria. Só possui teorias, pontos de vista, imagens com uma palavra. Por algum tempo parece que servem, mas, havendo nova descoberta, mudam as opiniões - isto por acaso afeta a matéria? Ou f**a com isto diminuída a realidade da matéria?" (OC 10/3, §311)

É interessante observar que desde antes do falecimento do próprio Jung, há um assustador contingente de pessoas dentro do campo junguiano que não cansam de cometer exatamente esse mesmo erro apontado acima pelo Jung.

Isso chega a ser assustador pelo simples fato de indicar que ou não lêem a obra do Jung ou lêem de tal modo displicente que acabam por repetir as palavras de certos comentadores sem uma mínima reflexão.

E vocês, o que acharam dessa citação?

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

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19/03/2026

Durante os meses de março até o dia 14 de junho de 2026, estarei oferecendo, em parceria com a Editora Vozes, 30% de desconto em todo o catálogo da editora.

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O destaque deste mês é o livro "Vislumbres da vida e do pensamento de C.G. Jung" de Aniela Jaffé:

"Esta obra convida o leitor a mergulhar no pensamento de C.G. Jung a partir de um ângulo singular: a escuta atenta e a interpretação sensível de Aniela Jaffé. Mais do que registrar conceitos, a obra revela a vitalidade das ideias junguianas em diálogo com questões humanas universais, que permanecem atuais e provocativas. Em tempos de busca por sentido e compreensão da complexidade psíquica, este texto se torna um companheiro indispensável, capaz de aproximar o leitor da profundidade e da humanidade do próprio Jung".

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico e especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica

Encontramos essa citação num belíssimo texto que é fruto de uma transcrição de uma fala espontânea em um evento que ele ...
18/03/2026

Encontramos essa citação num belíssimo texto que é fruto de uma transcrição de uma fala espontânea em um evento que ele participou em 1958. Mais precisamente, no parágrafo 882 do Civilização em Transição.

Fugindo da infindável discussão acerca do conceito de realidade no campo filosófico, temos aqui uma definição psicológica mais pragmática e que não se confunde com um ingênuo realismo.

Para Jung, a falta de contato humano com sua dimensão instintiva pode levar a esta substituição do real por palavras. No caso de sua psicologia, a perda do real se dá quando transformamos seus conceitos em abstrações filosóf**as e nos afastamos da fenomenologia psíquica.

Algo muito comum hoje, quando vemos uma discussão teórica sobre um conceito empírico-descritivo como o de anima-animus, onde se substitui a realidade psicológica, fenomenológica por uma realidade abstrata, fruto da pura especulação sem bases empíricas.

Essa postura leva um contingente enorme de analistas junguianos a abandonar a empiria psicológica e desaguar numa discussão teórica, ex cathedra, fundamentalmente especulativa sobre inúmeros temas como se não precisasse dessa base empírica para isso. Algo absurdamente incoerente com a proposta psicológica do Jung.

Ignorando essa dimensão empírico-descritiva do conceito, estes analistas agem como a pessoa relatada por Jung, a quem "falta o contato com a natureza que cresce, vive e respira. A pessoa sabe o que é um coelho ou uma vaca através de livros ilustrados, enciclopédias ou televisão. E pensa que conhece realmente, mas f**a admirada quando mais tarde descobre que o estábulo 'fede', pois isto não estava na enciclopédia ".

E você, o que acha disso? Já pensou que talvez esteja substituindo a realidade por palavras na clínica?

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

Mas, sem dar a esse punhado de psicólogos e psicoterapeutas que representamos, uma importância ou um peso excessivo, que...
12/03/2026

Mas, sem dar a esse punhado de psicólogos e psicoterapeutas que representamos, uma importância ou um peso excessivo, quero frisar que a nossa missão e, sobretudo, a nossa primeira obrigação como psicólogos, é entender a situação psíquica do nosso tempo e ter
dela uma visão clara, para percebermos as questões e exigências do nosso tempo. Apesar de a nossa voz não ter força suficiente para se fazer ouvir na celeuma do tumulto político, podemos consolar-nos com o ditame do mestre chinês: “Quando o homem que tem a luz dentro de si está sozinho e pensa a coisa certa, ele é ouvido a mil milhas de distância”.

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

É certo que essas projeções são bastante frequentes e tãocerto quanto o desconhecimento de sua natureza. Sendo assim, nã...
10/03/2026

É certo que essas projeções são bastante frequentes e tão
certo quanto o desconhecimento de sua natureza. Sendo assim, não devemos nos admirar de que as pessoas desprovidas de senso crítico admitam, a priori, e como evidente à primeira vista, que, quando se sonha com o “Senhor X”, esta imagem onírica denominada “Senhor X” é idêntica ao “Senhor X” da realidade. Este preconceito está inteiramente de acordo com a ausência geral de espírito crítico que não vê diferença entre o objeto em si e a ideia que se tem dele. Considerada sob o ponto de vista crítico, a imagem onírica – ninguém o pode negar – guarda apenas uma relação exterior com o objeto. Na realidade, porém, esta imagem é um complexo de fatores psíquicos que se formou espontaneamente – embora sob o influxo de certos estímulos exteriores – e, por consequência, compõe-se, essencialmente, de fatores subjetivos, característicos do próprio indivíduo, e que muitas vezes não têm absolutamente nada a ver com o objeto real. Compreendemos sempre os outros como a nós mesmos, ou como procuramos compreender-nos. O que não compreendemos em nós próprios, também não o compreendemos nos outros. Assim, por uma série de motivos, a imagem que temos dos outros é, em geral, quase inteiramente subjetiva. Como sabemos, uma amizade íntima com uma pessoa nem sempre é garantia de que o conhecimento que temos a seu respeito seja verdadeiramente objetivo.

📝 A Natureza da Psique, § 508

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

"O objetivo da pesquisa não é fazer-nos acreditar que estamos de posse da única teoria correta, mas de nos levar gradual...
05/03/2026

"O objetivo da pesquisa não é fazer-nos acreditar que estamos de posse da única teoria correta, mas de nos levar gradualmente à verdade, pondo em dúvida todas as teorias".

📝 A natureza da psique, § 569.

Embora a citação acima tenha sido utilizada no contexto da pesquisa sobre sonhos, podemos refletir um pouco sobre como Jung encara a produção de teorias acerca da psique.

Assim, é interessante observar que Jung nunca presumiu a possibilidade de uma teoria única para tudo em ciência, muito menos na psicologia. Justamente porque ele reconhecia que "ainda não conhecemos suficientemente a natureza da psique inconsciente" (OC 8/2, § 569).

Em 1924, ele afirma ter a esperança de que o conhecimento produzido pela pesquisa psicológica não se tornaria petrif**ado sob a forma de uma teoria intelectual (tão ao gosto dos pós-junguianos), mas que deveria se tornar um instrumento de trabalho que aperfeiçoaria suas propriedades"pela aplicação prática, de modo a poder cumprir a sua finalidade da melhor maneira possível" (OC 17, § 172).

Ele também diria em 1945 que "as teorias são inevitáveis, mas não passam de meios auxiliares. Assim que se transformam em dogmas, isso signif**a que uma dúvida interna está sendo abafada" (OC 16, §198).

Ele também afirma que se comete um erro enorme quando sem acusa a psicoterapia de não conseguir unif**ar suas teorias, pelo simples fato de que isso poderia signif**ar apenas uma unilateralidade, já que "a psique não pode ser apreendida numa teoria" (idem), muito menos o mundo. E já que não são artigo de fé, ou as teorias científ**as "são instrumentos a serviço do conhecimento e da terapia; ou então não servem para coisa alguma" (idem).

E você, o que pensa sobre isso?
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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

Durante os meses de março até o dia 14 de junho de 2026, estarei oferecendo, em parceria com a Editora Vozes, 30% de des...
04/03/2026

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O destaque deste mês é o livro "Thor e seus irmãos: Deuses do trovão na Escandinávia" de Victor Hugo Sampaio Alves:

"Dos antigos textos hindus à literatura escandinava medieval, os mitos do trovão revelam figuras divinas dotadas de poder e grandeza. No universo nórdico, Thor surge como o incansável adversário dos gigantes, um guerreiro cuja força sobre-humana o consagra campeão dos deuses. Mas qual foi seu papel nos cultos da Escandinávia Medieval? As fontes literárias revelam não apenas um protetor do mundo humano, mas também um símbolo de resistência contra as forças do caos. E além das fronteiras nórdicas, será que Thor influenciou outros povos? O estudo mostra que finlandeses e sámis possuíam suas próprias divindades do trovão, algumas com atributos próximos, outras marcadamente distintas. Entre semelhanças e contrastes, o leitor é convidado a explorar as múltiplas faces dessas poderosas divindades que moldaram a espiritualidade e a imaginação da Escandinávia".

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico e especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica

21/02/2026

Passando para realizar a divulgação de alguns dos lançamentos da deste mês e do ano passado. São livros realmente interessantes!

📝 DICA DE LIVRO📚 A CIÊNCIA DAS RELIGIÕES: história, historiografia, problemas e método 👤 Autor: Julien Ries 📚 Editora O ...
18/02/2026

📝 DICA DE LIVRO
📚 A CIÊNCIA DAS RELIGIÕES: história, historiografia, problemas e método
👤 Autor: Julien Ries
📚 Editora

O Julien Ries, autor da obra em questão, não é nenhuma novidade neste perfil. Já sugerimos a leitura de outras três obras suas publicadas pela Editora Vozes.

Está quarta indicação é extremamente valiosa para quem se interessa pelo tema da religião e pela disciplina ciências das religiões.

Ela demarca os debates e desenvolvimentos desta disciplina desde seu surgimento em meados do século XVII até os dias atuais, tanto epistemologicamente, quanto metodológica e política. Desde Max Müller, Rafaelle Pettazzoni até Mircea Eliade, partindo da tentativa de definição da religião, a história das religiões até às discussões fenomenológicas.

O que o Ries faz nesta obra é travar um satisfatório panorama histórico da constituição desta disciplina, elaborando uma visão geral que contém autores e teorias que colaboraram para a formação e desenvolvimento da ciência das religiões.

Está é uma excelente obra para quem busca conhecer as ciências das religiões de forma abrangente e com rigor conceitual escrita por um dos seus mais destacados expoentes!

Ótima leitura!
Gostou dessa dica? Comenta aqui, curte e compartilha com quem pode se interessar!

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

"Para falar com franqueza, parece-me que os tempos passados não exageraram, que o espírito não se livrou de seu demonism...
17/02/2026

"Para falar com franqueza, parece-me que os tempos passados não exageraram, que o espírito não se livrou de seu demonismo e que os homens, devido ao desenvolvimento técnico-científico, f**aram entregues ao perigo crescente da possessão. O arquétipo do espírito é certamente caracterizado como sendo capaz de efeitos tão bons quanto maus, mas depende da decisão livre, isto é, consciente da criatura humana, que o bem não se deteriore em algo
satânico. Seu pior pecado é a inconsciência, mas a ela se entregam com a maior devoção até mesmo aqueles que deveriam ser mestres e modelos para os outros. Quando cessaremos de pressupor que o homem é simplesmente bárbaro, procuraremos seriamente os meios e caminhos para exorcizá-lo e arrancá-lo de sua possessão e inconsciência, transformando esta tarefa no mais importante feito da cultura? Não podemos entender afinal que todas as modif**ações e melhorias externas nada alteram no que concerne à natureza humana, tudo depende em última análise da forma pela qual o ser humano manipula a ciência e a técnica, tornando-se responsável por seus efeitos? Com certeza, o cristianismo abriu-nos o caminho, porém permaneceu na superfície, não tendo penetrado
suficientemente fundo, como os fatos comprovam. Que desespero será necessário ainda até que se abram os olhos dos líderes responsáveis pelo destino da humanidade, a fim de que pelo menos eles mesmos possam resistir à tentação?"

📝 Os arquétipos e o inconsciente coletivo, § 455.

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

"Além das aglomerações de grandes massas humanas nas quais o indivíduo, mais cedo ou mais tarde, desaparece, um dos prin...
11/02/2026

"Além das aglomerações de grandes massas humanas nas quais o indivíduo, mais cedo ou mais tarde, desaparece, um dos principais fatores da massif**ação é o racionalismo científico. Este deita por terra os fundamentos e a dignidade da vida individual ao retirar do homem a sua individualidade, transformando-o em unidade social e num número abstrato da estatística de uma organização. Nesse contexto, o indivíduo só desempenha o papel de unidade substituível e infinitesimal. Do ponto de vista racional e exterior, não se consegue mais imaginar como se poderia atribuir alguma
dignidade à vida humana individual e chega mesmo a se tornar ridículo falar de valor ou sentido do indivíduo, dada a evidência da verdade que se lhe contrapõe.

O indivíduo, portanto, nesse horizonte, possui uma importância mínima. É uma espécie em extinção. Quem ousar afirmar o contrário sofrerá imensos embaraços em sua argumentação. O fato de o indivíduo atribuir importância à sua própria pessoa, aos membros de sua família e aos amigos e conhecidos que compõem o seu meio somente comprova a estranha subjetividade de seu sentimento. Na verdade, o que signif**am esses poucos em comparação com os dez mil, cem mil ou milhões que o rodeiam? Isso me lembra a opinião de um estimado amigo que encontrei, certa vez, no meio de uma multidão de mais de dez mil pessoas. Subitamente, ele se virou e disse: "Aí está a prova mais convincente contra a crença na imortalidade: toda esta gente quer ser imortal!"

📝 Presente e futuro, § 501 e 502

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

Endereço

Rua Do Giriquiti, 140, Sala 301, Empresarial Giriquiti, Boa Vista
Recife, PE
50070010

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