Anderson Santiago - Psicólogo

Anderson Santiago - Psicólogo "Nada que seja humano é alheio a mim". Terêncio

Tem-se a impressão de se poder fazer qualquer tipo de ciência apenas com o intelecto; mas isto não ocorre com a psicolog...
29/04/2026

Tem-se a impressão de se poder fazer qualquer tipo de ciência apenas com o intelecto; mas isto não ocorre com a psicologia, cujo objeto exorbita os dois aspectos que nos são transmitidos através da percepção sensorial e do pensamento. A função de valor, ou seja, o sentimento, constitui parte integrante da orientação da consciência; por isso, não pode faltar em um julgamento psicológico mais ou menos completo, pois de outra forma o modelo do processo real a ser produzido seria incompleto. É inerente a todo processo psíquico a qualidade de valor, isto é, a tonalidade afetiva. Esta tonalidade indica-nos em que medida o sujeito foi afetado pelo processo, ou melhor, o que este processo signif**a para ele na medida em que o processo alcança a consciência. É mediante o “afeto” que o sujeito é envolvido e passa, consequentemente, a sentir todo o peso da realidade. Esta diferença corresponde, portanto, mais ou menos àquela que existe entre a descrição de uma enfermidade grave que se lê em algum livro e a doença real que o paciente tem. Psicologicamente, não se possui o que não se experimentou na realidade. Uma percepção meramente intelectual pouco signif**a, pois o que se conhece são meras palavras e não a substância a partir de dentro.

📝 Aion, § 61.

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

Lá no A prática da psicoterapia, Jung afirma que "o que temos que aprender nunca se esgota" (§239). E é interessante obs...
23/04/2026

Lá no A prática da psicoterapia, Jung afirma que "o que temos que aprender nunca se esgota" (§239). E é interessante observar o quanto essa frase do Jung pode ser entendida de forma libertadora ou se tornar uma prisão.

A depender de como fomos educados ou do peso que colocamos à nossa formação como psicólogos e/ou psicoterapeutas, ter muitos livros pode causar alegria ou ansiedade.

É inegável o quanto precisamos estudar para concluir a etapa preparatória antes da atuação e o quanto seguimos estudando durante o restante da nossa vida. Mas o mais curioso é o quanto podemos ser vítimas da comparação, daquela atitude sorrateira e sacana que faz com que esqueçamos que nossa vida não é igual a de ninguém e portanto, compará-la com qualquer outra seria uma forma de violência pessoal, seria ignorar todas as variáveis que atravessaram nossas histórias, todas as experiências que nos formaram.

O local onde nascemos, a estrutura familiar, a influência dos pais na educação, seja ela estimulante ou alienante, os amigos, os livros lidos, às experiências escolares, a faculdade ou o desejo de iniciar uma graduação e não conseguir, tudo, isso mesmo, tudo nos influencia. Inclusive o modo como estamos consumindo informações nas redes sociais também influenciam a maneira como lidamos com nosso aprendizado, com as leituras que desejamos realizar ou com a pressão em parecer mais inteligente do que se é na realidade. Parece que hoje o imperativo é ser ou parecer ser sempre mais do que se é.

Então, quando olhar para a quantidade de obras publicadas do Jung, ou da Marie-Louise von Franz ou para o currículo proposto por Jung para a formação de um psicoterapeuta, ou ainda para a quantidade de livros que alguém posta ou divulga nas redes sociais, lembre-se que você tem a vida toda para aprender, já que o aprendizado nunca se esgota. Encontre o seu ritmo e cuide dele. Cada um de nós tem o seu. Dedique-se, estude, mas no seu tempo.

Cuidem-se e boa leitura!

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

"O homem contemporâneo paga o preço de uma incrível falta de introspecção. Não consegue perceber que, apesar de toda a s...
18/04/2026

"O homem contemporâneo paga o preço de uma incrível falta de introspecção. Não consegue perceber que, apesar de toda a sua racionalização e toda a sua eficiência, continua possuído por "forças" fora do seu controle. Seus deuses e demônios absolutamente não desapareceram; têm, apenas, novos nomes. E o conservam em contato íntimo com a inquietude, com apreensões vagas, com complicações psicológicas, com uma insaciável necessidade de pílulas, álcool, fumo, alimento e, acima de tudo, com uma enorme coleção de neuroses".

📚 Jung, O homem e seus símbolos, página 103.

É interessante observar que a citação acima foi retirada do último texto escrito por Jung em 1961 e entregue praticamente dez dias antes de morrer.

Um texto que reflete uma vida de pesquisa sobre a psique humana e a compreensão de que à medida que a tecnologia se desenvolve, o ser humano se tornava cada vez mais incapaz de refletir sobre si próprio vítima dos processos de alienação e massif**ação que se propagavam.

Refugiando-se na consciência, ignorava que toda sua racionalização não o protegia de si mesmo e de suas emoções, tornando-se vítima da inquietude que não compreende, das complicações psicológicas, dos transtornos mentais, além da tentativa de lidar com isso usando e abusando de pílulas, álcool, fumo e alimentos.

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

"Os conceitos da nossa psicologia complexa em todos os âmbitos não são formulações intelectuais, mas designações para ce...
15/04/2026

"Os conceitos da nossa psicologia complexa em todos os âmbitos não são formulações intelectuais, mas designações para certos campos de experiência, os quais podemos descrever; incompreensíveis, porém, e desprovidos de vida para quem não os vivenciou".

📝 Os arquétipos e o inconsciente coletivo, § 485.

É notório observar como, tanto entre aqueles que estudam sua obra, quanto aqueles que se colocam como críticos e opositores, todos parecem ignorar que os conceitos da psicologia complexa são empíricos, porque baseados na experiência e descritivos, pelo simples fato de não conseguirmos verif**ar "in loco" o que se passa na psique de alguém.

Sem contar com o fato tantas vezes repetido por Jung de que "é preciso lembrar que em toda discussão psicológica não falamos sobre a psique, mas é a psique que se expressa a si mesma" (OC 9/1, § 483). Ou quando diz em 1925 que "ao contrário do que ocorre nos outros campos das ciências naturais, nas quais um processo físico é observado por um processo psíquico, no caso da psicologia é a psique que se observa a si mesma, diretamente no sujeito e indiretamente em outra pessoa" (OC 17, § 161).

O que leva Jung a afirmar em seguida que "em todas as outras ciências naturais, a indagação a respeito do "que é " costuma receber como resposta algum conhecimento acerca disso, a saber: uma reconstrução psíquica do processo físico. Mas como poderia ser reproduzido o próprio processo psíquico, e em que outro meio? Em outras palavras: não existe conhecimento acerca do psíquico, mas apenas no psíquico" (Idem).

É por isso que o conceito é desprovido de vida para quem não os vivenciou enquanto uma forma de descrição fenomenológica da experiência humana. O foco não é a precisão conceitual, mas a descrição de um fenômeno psicológico.

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

Não se pode acusar as teorias freudianas e adlerianas de serem psicologias do instinto, mas sim o de serem unilaterais. ...
10/04/2026

Não se pode acusar as teorias freudianas e adlerianas de serem psicologias do instinto, mas sim o de serem unilaterais. Constituem psicologias sem alma, indicadas para todos aqueles que acreditam não ter necessidades nem exigências espirituais. Mas nesta abordagem, tanto se engana o médico como o paciente: embora estas teorias levem em conta a psicologia das neuroses, emgrau infinitamente mais elevado do que qualquer outra concepção médica pré-analítica, não é menos verdade que sua limitação ao instintual em nada satisfaz as necessidades mais profundas da alma enferma. Sua concepção é demasiado científ**a, parece demasiado axiomática, fictícia ou imaginativa, em uma palavra: atribui ou coloca demasiado sentido onde este não existe. Ora, só o signif**ativo traz a salvação.

A razão cotidiana, o bom-senso comum, a ciência como corporif**ação do common sense, sob forma concentrada, certamente satisfazem por algum tempo e por uma etapa bem prolongada, mas nunca vão além das fronteiras da realidade mais terra a terra, ou de uma normalidade humana média. No fundo, não trazem qualquer solução aos problemas do sofrimento psíquico e de sua signif**ação mais profunda. A psiconeurose, em última instância, é um sofrimento de uma alma que não encontrou o seu sentido. Do sofrimento da alma é que brota toda criação espiritual e nasce todo homem enquanto espírito: ora, o motivo do sofrimento é a estagnação espiritual, a esterilidade da alma.

📝 Escritos diversos (texto de 1932), § 496 e 497.

Ps: é importante não ignorar as complexidades da linguagem (suíço-alemã , no caso de Jung) e entender que ao usar o termo "alma" Jung não se refere apenas ao seu signif**ado metafísico, como sinônimo de "espírito" (está também profundamente polissêmica), mas sim ao fenômeno psíquico, à personalidade ou mais precisamente à totalidade da psique.

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

08/04/2026

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Livros mencionados no vídeo:

1. Luto da Verena Kast
2. A busca de sentido de Joseph B. Fabry
3. A mulher e o desejo de Polly Young-Eisendrath
4. Mulheres e a segunda metade da vida de Ingrid Riedel
5. Vislumbres da vida e do pensamento de C. G. Jung por Aniela Jaffé

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06/04/2026

Chega mais pra ver os lançamentos de março da .

Livros mencionados no vídeo:

1. O logos heraclítico de Damião Berger
2. Thor e seus irmãos do Victor Hugo Sampaio Alves
3.

"Contento-me apenas em salientar que uma função natural e sempre presente como a função religiosa não desaparece com a c...
05/04/2026

"Contento-me apenas em salientar que uma função natural e sempre presente como a função religiosa não desaparece com a crítica racionalista e iluminista. Sem dúvida, pode-se considerar impossíveis os conteúdos das doutrinas confessionais e até ridicularizá-los, mas com isso não se consegue absolutamente nada contra a função religiosa que constitui a base das confissões. A religião, no sentido de consideração consciente dos fatores irracionais da alma e
do destino individual, ressurge sempre de novo [...]".

📝 Presente e futuro, § 514.

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

"As relações causais de fatos psíquicos entre si, que podemos observar a qualquer momento, contradizem o ponto de vista ...
01/04/2026

"As relações causais de fatos psíquicos entre si, que podemos observar a qualquer momento, contradizem o ponto de vista epifenomenológico, que tem uma semelhança fatal com o parecer materialista, de que a psique é uma secreção do cérebro, tal como a bile é uma secreção do fígado. Seria melhor que uma psicologia que considera o acontecer psíquico como um epifenômeno se denominasse fisiologia cerebral e se desse por satisfeita com o paupérrimo resultado fornecido por uma tal psicofisiologia. O acontecer psíquico merece ser considerado como um fenômeno em si, pois não existe razão alguma para considerá-lo um mero epifenômeno – embora esteja ligado à função cerebral – assim como tampouco podemos conceber a vida como um epifenômeno da química carbônica".

📝 Energia Psíquica, parágrafo 10.

É interessante observar que esse texto já tem 98 anos e continua bem atual. Ainda hoje o fenômeno psíquico é reduzido a mero epifenômeno cerebral, ou seja, é um fenômeno totalmente material, na perspectiva da teoria materialista que a sustenta. Inclusive leva alguns físicos de renome a, inclusive, sugerir que quando terminarmos de mapear o cérebro a psicologia f**aria obsoleta, traduzindo de maneira extremamente oportuna o quanto a psicologia contemporânea não superou os problemas acerca do seu método e objeto pelo fato de tentarem a todo custo vender a ideia de que o psíquico depende totalmente do funcionamento cerebral.

Se estivesse vivo, Jung continuaria repetindo que estamos criando uma vasta mitologização do cérebro e que as neurociências, sozinhas, não são suficientes para explicar o funcionamento psicológico ou instrumentalizar a clínica, já que os resultados oferecidos são tão paupérrimos quanto os fornecidos à época pela psicofisiologia.

Por isso ainda continua atual e correto no seu pensamento de que o fenômeno psíquico deve ser considerado um fenômeno em si, com dignidade própria e não ser reduzido a um epifenômeno do cérebro.
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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

"É incrível como as pessoas podem enredar-se em palavras. Sempre acham que dando um nome o assunto está resolvido, como ...
23/03/2026

"É incrível como as pessoas podem enredar-se em palavras. Sempre acham que dando um nome o assunto está resolvido, como se tivéssemos causado ao demônio um sério transtorno chamando-o agora de neurose!

Esta infantilidade tocante é também um resíduo daqueles tempos em que se lidava com palavras mágicas. O que está por trás de demônio ou neurose não sem importa com o nome que lhe dermos. Nem mesmo sabemos o que é psique.

Chamamos o inconsciente por este nome porque não temos consciência do que ele seja. Sabemos tão pouco quanto o físico sabe o que é matéria. Só possui teorias, pontos de vista, imagens com uma palavra. Por algum tempo parece que servem, mas, havendo nova descoberta, mudam as opiniões - isto por acaso afeta a matéria? Ou f**a com isto diminuída a realidade da matéria?" (OC 10/3, §311)

É interessante observar que desde antes do falecimento do próprio Jung, há um assustador contingente de pessoas dentro do campo junguiano que não cansam de cometer exatamente esse mesmo erro apontado acima pelo Jung.

Isso chega a ser assustador pelo simples fato de indicar que ou não lêem a obra do Jung ou lêem de tal modo displicente que acabam por repetir as palavras de certos comentadores sem uma mínima reflexão.

E vocês, o que acharam dessa citação?

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

Durante os meses de março até o dia 14 de junho de 2026, estarei oferecendo, em parceria com a Editora Vozes, 30% de des...
19/03/2026

Durante os meses de março até o dia 14 de junho de 2026, estarei oferecendo, em parceria com a Editora Vozes, 30% de desconto em todo o catálogo da editora.

Compras acima de R$ 150 tem frete grátis.

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O destaque deste mês é o livro "Vislumbres da vida e do pensamento de C.G. Jung" de Aniela Jaffé:

"Esta obra convida o leitor a mergulhar no pensamento de C.G. Jung a partir de um ângulo singular: a escuta atenta e a interpretação sensível de Aniela Jaffé. Mais do que registrar conceitos, a obra revela a vitalidade das ideias junguianas em diálogo com questões humanas universais, que permanecem atuais e provocativas. Em tempos de busca por sentido e compreensão da complexidade psíquica, este texto se torna um companheiro indispensável, capaz de aproximar o leitor da profundidade e da humanidade do próprio Jung".

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico e especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica

Encontramos essa citação num belíssimo texto que é fruto de uma transcrição de uma fala espontânea em um evento que ele ...
18/03/2026

Encontramos essa citação num belíssimo texto que é fruto de uma transcrição de uma fala espontânea em um evento que ele participou em 1958. Mais precisamente, no parágrafo 882 do Civilização em Transição.

Fugindo da infindável discussão acerca do conceito de realidade no campo filosófico, temos aqui uma definição psicológica mais pragmática e que não se confunde com um ingênuo realismo.

Para Jung, a falta de contato humano com sua dimensão instintiva pode levar a esta substituição do real por palavras. No caso de sua psicologia, a perda do real se dá quando transformamos seus conceitos em abstrações filosóf**as e nos afastamos da fenomenologia psíquica.

Algo muito comum hoje, quando vemos uma discussão teórica sobre um conceito empírico-descritivo como o de anima-animus, onde se substitui a realidade psicológica, fenomenológica por uma realidade abstrata, fruto da pura especulação sem bases empíricas.

Essa postura leva um contingente enorme de analistas junguianos a abandonar a empiria psicológica e desaguar numa discussão teórica, ex cathedra, fundamentalmente especulativa sobre inúmeros temas como se não precisasse dessa base empírica para isso. Algo absurdamente incoerente com a proposta psicológica do Jung.

Ignorando essa dimensão empírico-descritiva do conceito, estes analistas agem como a pessoa relatada por Jung, a quem "falta o contato com a natureza que cresce, vive e respira. A pessoa sabe o que é um coelho ou uma vaca através de livros ilustrados, enciclopédias ou televisão. E pensa que conhece realmente, mas f**a admirada quando mais tarde descobre que o estábulo 'fede', pois isto não estava na enciclopédia ".

E você, o que acha disso? Já pensou que talvez esteja substituindo a realidade por palavras na clínica?

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

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