29/04/2026
Estar “acostumado” ao que nos machuca ao o que chamamos de familiaridade com o caos. Quando alguém se acostuma com a dor, o cérebro passa a interpretar a estabilidade e a felicidade como “territórios perigosos” ou desconhecidos.
Isso cria um mecanismo de defesa invertido: a pessoa sabota o que é bom porque, no fundo, ela está esperando o “próximo golpe”. É mais fácil voltar para o sofrimento (que já é conhecido) do que sustentar a ansiedade de esperar que algo dê errado em um momento de paz.