Benéria Donato

Benéria Donato Desenvolvemos atividades acadêmicas e clínicas desde 1997 com o objetivo de oferecer serviços de PSY.

10/05/2026

A maternidade costuma ser apresentada como um tempo de plenitude, realização e instinto natural. Importante saber que muitas mães que vive essa experiência demonstram que a maternidade é feita de muitas camadas. Camadas entre o amor profundo e entre outras camadas como a exaustão, dúvidas, medos e solidão. Reconhecer e aceitar isso é um fator de proteção para a saúde mental das mães.

Maternidade real não é feita de perfeição e sim de presença, inclusive para acolher o que dói.

Então, como proteger a saúde mental das mães diante das exigências? Adianto que a resposta não é ser mais forte e sim ser mais amparada. Quem mais concorda?!

Feliz Dia das Mães!!!
(sim, esse simples vídeo totalmente "caseiro" é uma homenagem a todas as mães, em especial, as minhas queridas amigas mamães, admiro-as demais).

Ser mãe de um filho único foi tão suficiente para me ensinar tanto. Me ensinou, por exemplo, que amar alguém pode transf...
10/05/2026

Ser mãe de um filho único foi tão suficiente para me ensinar tanto. Me ensinou, por exemplo, que amar alguém pode transformar completamente a forma como a gente olha para a vida e para si mesmo.

Ao mesmo tempo em que a maternidade ampliou minha capacidade de cuidar, também me colocou diante de tantas dúvidas e angustias novas, cansaços diferentes e reconstruções diárias que quase ninguém vê e demora a serem percebidas.

Quer saber, hoje posso dizer com leveza algo importante: meu filho nunca precisou de uma mamãe perfeita. Precisou de presença possível, vínculo seguro, continuidade e humanidade.

Hoje, para além de mãe, quero olhar para minha própria história como filha especialmente como filha mais velha de uma mãe que viveu seus desafios, sobrecargas e tentativas de acertar enquanto aprendia no caminho. Uma grande lição de mãe tenho como filha!

Como foi libertador perceber que ser maturidade não requer dar conta de tudo. Apenas conseguir sustentar amor, limite, imperfeição e cuidado sem desaparecer de si mesma, sem se permitir ser roubada de si mesma...

Dia das Mães, sua pergunta principal todos os dias pode ser:
“Estou fazendo tudo certo?” Porém, te convido a se perguntar, também: "Tenho conseguido me tratar com a mesma compreensão que ofereço a quem amo?"

Feliz Dia das Mães!

08/05/2026

Somos a primeira geração da história que precisa lutar diariamente para não entregar a própria mente ao excesso de estímulos. É chocante!

O problema é que a distração raramente chega com aparência de ameaça. Ela costuma chegar disfarçada de entretenimento, produtividade, informação ou 'só cinco minutinhos por aqui'. É como um cavalo de T***a digital: por fora, parece um presente inofensivo; por dentro, carrega o exército que vai saquear seu tempo.

E, aos poucos, a atenção vai sendo fragmentada em pequenas parcelas, até que a pessoa já não consegue mais permanecer inteira em lugar nenhum. Já percebeu isso?

Byung-Chul Han escreveu que a sociedade atual não produz apenas cansaço; produz dispersão. Como estamos dispersos! Nietzsche dizia: 'Aquilo em que colocamos nossa atenção se torna parte de nós'. Faz todo sentido.

Talvez por isso exista tanta gente exausta sem compreender exatamente do quê. Porque atenção não é apenas foco; é direção de vida.

A mente contemporânea muitas vezes funciona como alguém tentando ler um livro dentro de um cassino: luzes piscando, sons chamando, interrupções constantes e recompensas rápidas a cada segundo. Depois de algum tempo, o silêncio começa a parecer desconfortável. A profundidade parece lenta demais. É o que acontece, por exemplo, quando você tenta assistir a um filme e, em dez minutos, sente uma coceira irresistível para checar o celular. O cérebro se viciou no estalo do estímulo e perdeu o fôlego para a jornada.

O cérebro passa a desejar apenas estímulos curtos, intensos e contínuos. Mas existe um preço alto nisso: perdemos a capacidade de contemplar, de sustentar raciocínios longos, de elaborar emoções complexas e de, verdadeiramente, descansar.

Quem não consegue direcionar a própria atenção acaba apenas reagindo ao estímulo mais chamativo do ambiente.

Hoje, uma das formas mais comuns de adoecimento é ter o foco permanentemente sequestrado. Cuidar da atenção virou uma forma de proteção mental, cognitiva e emocional. Pois aquilo que captura sua atenção começa, lentamente, a capturar sua vida.

Ooi, já teve a sensação de que está fazendo tudo certo…  porém, o paciente não evolui como esperado e o necessário? Quem...
06/05/2026

Ooi, já teve a sensação de que está fazendo tudo certo… porém, o paciente não evolui como esperado e o necessário? Quem nunca, não é mesmo?!

Em muitos casos, o que compromete o processo não é a falta de boa intervenção, e sim, são os detalhes preciosos na condução clínica, especialmente em quadros como os transtornos do sono.

Esse episódio faz parte de um projeto lançado em 2023 e coordenado por mim, Psicóloga, Benéria Donato. O projeto é voltado a fortalecer a prática clínica com base em evidências e na experiência real dos profissionais que doam seus conhecimentos.

Na Temporada Especial 2026 "O que evitar e o que não deixar faltar nas suas sessões", seguimos para o Episódio 2 com - Thalita Alexandrina (CRP 02/13657) - abordando orientações e intervenções para pacientes com transtornos do sono.

“Na clínica, muitas vezes o que falta pode comprometer o processo psicoterapêutico, entretanto, o que passa despercebido, também, compromete.”

Conteúdo gratuito, sem "arrodeios e embelezamentos" e, o melhor, aplicável à sua rotina das sessões clínicas.

Acesse e participe no link que está na Bio do IG ou peça o acesso gratuito. Combinado?

Quem é psicólogo clínico e atende em média 20-30 pacientes por semana, há mais de 5-10 anos conhece bem essa situação e ...
05/05/2026

Quem é psicólogo clínico e atende em média 20-30 pacientes por semana, há mais de 5-10 anos conhece bem essa situação e sabe que ela vem se repetindo mais:

É o seguinte, o paciente diz que quer mudar… mas após algumas sessões ele não muda.

Pois é, muitas vezes, isso inclusive é interpretado como falta de esforço, desinteresse ou até “resistência”. É ou não é?!

Te convido a pensar comigo: e se os motivos não forem exatamente esses?

Hoje trago um do tema muito bem explicado no XVIII CBTC 2026 que reforça algo sustentado há mais de 40 anos pelo Modelo Transteórico de James Prochaska e Carlo C. DiClemente. Calma, é algo simples, porém que pode está sendo ignorado: mudança não acontece quando o psicoterapeuta decide, acontece quando o paciente está pronto para sustentá-la!

Saber, entender e aprender a usar essa ideia muda completamente o raciocínio clínico, pois nem todo paciente encontra-se no mesmo momento e nem toda intervenção funciona em qualquer momento.

Esse, eu diria, que é um dos maiores erros: aplicar técnica/ intervenção sem avaliar a prontidão do paciente.

Pois bem, a Entrevista Motivacional surge exatamente para ajudar nesse ponto.

Então, a partir de agora, saiba que querer mudar e não querer mudar ao mesmo tempo: não é falha do paciente, e sim faz parte do processo de psicoterapia.

Por isso, saber o que fazer raramente é a maior necessidade durante o processo e, sim, será conseguir sustentar as necessidades e mudanças ao longo do tempo...

Por fim, algo importante para reforçar esse conteúdo e o momento atual:

Nunca tivemos tanto acesso à informação. E, ainda assim, mudar continua ainda difícil. Em muitos casos, mais difícil. O que será?

O mundo de hoje acelera tudo, ou aumenta a distração, ou reduz tolerância ao desconforto. O que mais você sugere?

Deixo uma pergunta importante que me faço há 30 anos: "qual melhor intervenção usar?”

Mas também deixo outra pergunta que me faço sempre antes ou logo em seguida a resposta dessa pergunta anterior: "esse paciente está pronto para mudar ou precisa primeiro desenvolver a motivação?"

Foi uma grande reflexão diante de um mundo com pessoas (psicólogos) tão apresados.

04/05/2026
01/05/2026

Durante muito tempo, a teimosia me prejudicou, simplesmente, pelo fato que eu confundia insistência com "força interior".

Acredita que eu permaneci em situações e decisões por mais tempo do que deveria por dificuldade de rever.

A maturidade ajuda, e logo me fez entender que essa mesma teimosia também me guiou quando os resultados demoraram, quando surgiram críticas e quando o caminho exigiu consistência. Ufa que bom: fui teimosa!

Foi assim entre teimosias que ajudaram e outras que não ajudaram que aprendi algo importante: há insistências que aprisionam e há insistências que constroem, e muito!

No trabalho e na vida, essa diferença importa🙂 bastante...

Algumas insistências protegem apenas o orgulho. Outras sustentam propósito, identidade e a nossa direção.

Como afirma Angela Duckworth:
“Enthusiasm is common. Endurance is rare.” (Entusiasmo é comum. Permanência é rara.)

Hoje Dia do Trabalhador e início de um novo mês, certamente um bom momento para revisar onde eu e você temos colocado a nossa energia e foco:

O que, na sua vida, ainda merece constância? E o que já pede coragem para ser revisto?

Maio começa hoje. Que ele possa começar com mais discernimento daquilo que vale sustentar e, óbvio, daquilo que não precisa mais ser suportado. Vamos em frente com ou sem teimosia...

01/05/2026
Sinceramente, posso reclamar que às vezes é repetitivo, porém sempre que vou não me arrependo e aprendo algo essencial. ...
29/04/2026

Sinceramente, posso reclamar que às vezes é repetitivo, porém sempre que vou não me arrependo e aprendo algo essencial. Não importa quantos anos de experiência clínica irei sempre, pois eu tenho um compromisso com meus pacientes de sempre revisar o olhar, ajustar decisões e atualizar as intervenções em prol de continuar gerando bons resultados.

Estar ali, entre colegas, diferentes gerações e áreas que se encontram, reforça algo essencial: a prática clínica não se mantém apenas pela experiência, ela exige atualização, troca e disposição para seguir aprendendo.

Dividir esse momento com amigos novos e antigos, e ainda ter por perto o meu filho, agora formado, torna isso ainda mais empolgante.

O que se constrói ao longo de uma trajetória não se transmite como algo pronto. Ganha continuidade, se transforma e amplia a responsabilidade em prol de muito mais pessoas.

Temas como pósvenção, o impacto da tecnologia na saúde mental, as atualizações diagnósticas e a Entrevista Motivacional não foram para mim apenas conteúdos de uma jornada de psiquiatria. Foram convites para refinar a forma como compreendemos, decidimos e intervimos.

Seguir estudando, encontrando novos profissionais e revendo a prática é parte do que sustenta, ao longo do tempo, um cuidado clínico ético e eficaz com todos pacientes que buscam nossos serviços.

Como lembra Edgar Morin:
“A simplificação é necessária, mas deve ser sempre provisória".

Finalizo com essa frase do Viktor Frankl:
“Entre o estímulo e a resposta há um espaço. Nesse espaço está o nosso poder de escolher a resposta.”

Que possamos ocupar esse espaço com os melhores conteúdos da prática baseada em evidências!

Meus agradecimentos especiais, e sinceros parabéns, aos seguintes profissionais presentes no evento e nas imagens postadas: .maciel .pina .psiquiatra .leviniasouza .psi .eduardofalcaofelisberto

27/04/2026

Vamos iniciar essa nova semana lembrando que ela será a última de mais um mês vivido. Hoje quero te convidar para rever algo essencial. Comece ouvindo o vídeo com toda paciência. Quando acabar volte aqui para ler o que escrevi...

Imagine viver como uma planta tentando crescer em um vaso que não é o seu. Você pode até sobreviver por um tempo, mas dificilmente vai florescer. Concorda?

Muita gente passa anos ajustando a própria forma para caber em expectativas externas, enquanto ignora os próprios limites, valores e ritmo. O problema não é falta de esforço. É direção e determinação.

Autenticidade não é rigidez nem impulso. É coerência: entre o que você sente, o que escolhe e o que sustenta na prática. Respeitar seus limites não te diminui, e sim organiza sua energia para o que realmente importa.

Como destacou Carl Rogers, um dos principais nomes da psicologia humanista:
“Paradoxalmente, quando me aceito como sou, então posso mudar.”

Podemos até aprender a caber de tanto insistir. Entretanto, só crescemos e mudando de verdade quando começamos a nos sustentar de dentro para fora. Me promete que hoje vai pensar sobre isso?

Vamos para mais um conteúdo saindo direto do CBTC 2026 do meu ponto de vista: O que é, de forma mais clara e acessível p...
23/04/2026

Vamos para mais um conteúdo saindo direto do CBTC 2026 do meu ponto de vista: O que é, de forma mais clara e acessível para todos, a TBP? A Terapia Baseada em Processos (TBP) propõe uma mudança no eixo do raciocínio clínico. O foco do tratamento deixa de estar centrado prioritariamente no diagnóstico categorial ou na aplicação de protocolos específicos, passando a se organizar em torno dos processos psicológicos que mantêm o sofrimento.

Processos, nesse contexto, são mecanismos dinâmicos, modificáveis e funcionalmente relevantes, que explicam a emergência e a manutenção de padrões cognitivos, emocionais e comportamentais. Entre eles, podemos destacar: evitação experiencial, rigidez cognitiva e comportamental, fusão cognitiva, déficit de habilidades de regulação emocional, padrões de reforço que mantêm comportamentos, por exemplo.

A mudança central proposta pela TBP pode ser sintetizada na transição de uma pergunta orientada por categorias diagnósticas: "qual transtorno esse paciente tem?” para "quais processos estão ativos, como interagem entre si e de que forma sustentam esse padrão de funcionamento?”

Nesse sentido, a TBP se aproxima de uma lógica de análise funcional ampliada, orientada por evidências, na qual o psicoterapeuta busca identificar relações entre variáveis intra e interpessoais, contexto e padrões de resposta.

TBP lembra como ser um engenheiro do tráfego em tempo real. Você observa onde estão os congestionamentos (processos), entende por que eles acontecem e intervém diretamente neles, mesmo sem um caminho pré-definido. Ela busca ajustes finos baseados no funcionamento individual. Outra metáfora clínica possível: o sintoma é como uma infiltração visível. A intervenção baseada em processos não se limita a tratar o ponto aparente, mas investiga e intervém nas variáveis que produzem e mantêm o fenômeno (ex.: contingências, repertórios, relações funcionais). Ou seja: não trata apenas onde o sintoma aparece, também intervém no mecanismo que o produz.

Gostaram? Já estão aplicando ou ainda precisando entender mais?

Endereço

Rua Fernando Simões Barbosa, 266
Recife, PE

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 14:00 - 19:00
Terça-feira 10:00 - 19:00
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