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marcelaoliveirapsi Essa é uma página destinada a troca de experiências em que estarei sempre produzindo alguns posts informativos sobre o meu trabalho.

Nem toda crise é falta.Às vezes, é passagem.Há momentos da vida em que algo que nos organizou por muito tempo se encerra...
25/03/2026

Nem toda crise é falta.
Às vezes, é passagem.

Há momentos da vida em que algo que nos organizou por muito tempo se encerra.
Não necessariamente porque deu errado — mas porque cumpriu sua função.

Nessas fases, é comum aparecerem sensações difíceis de nomear:
inquietação, estranhamento, impaciência, uma sensação difusa de “não caber” como antes.

Nem sempre isso aponta para um problema a ser resolvido.
Muitas vezes, indica apenas que o novo ainda não ganhou forma.

Na clínica, nem todo processo é sobre encontrar respostas rápidas.
Às vezes, o trabalho é sustentar o intervalo.
Atravessar o entre com cuidado, sem se violentar por ainda não saber.

Porque o vazio nem sempre é ausência.
Às vezes, é espaço.
💚

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Algumas crianças cresceram sentindo que não eram realmente bem-vindas no ambiente em que viviam.Não necessariamente porq...
23/03/2026

Algumas crianças cresceram sentindo que não eram realmente bem-vindas no ambiente em que viviam.
Não necessariamente porque alguém disse isso de forma direta, mas porque faltou acolhimento, escuta ou espaço para que pudessem existir como são.

Quando isso acontece, é comum que a criança encontre formas de se proteger emocionalmente.
Uma dessas formas pode ser uma divisão interna: uma parte continua sensível, cheia de sentimentos e necessidades — mas também muito ferida.
A outra aprende a se defender ficando mais distante das emoções, tentando entender tudo de forma racional, como se sentir fosse perigoso demais.

Isso pode surgir como uma forma de lidar com dores muito precoces. Aprende-se, muitas vezes sem perceber, a guardar certas emoções bem fundo para conseguir seguir vivendo.

Com o tempo, isso pode aparecer na vida adulta como dificuldade de acessar os próprios sentimentos, confiar nas relações ou até se permitir ser vulnerável — como se sentir ainda fosse perigoso.

Reconhecer isso não é um rótulo.
É, muitas vezes, o começo de um processo de reconexão consigo mesma.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Com o avanço do digital, muitas pessoas têm percebido uma dificuldade crescente de se interessar pela vida fora das tela...
17/03/2026

Com o avanço do digital, muitas pessoas têm percebido uma dificuldade crescente de se interessar pela vida fora das telas.

As conversas parecem mais curtas.
Atividades simples parecem cansativas.
E a sensação é de que nada sustenta a atenção por muito tempo.

Nosso cérebro se acostumou com o ritmo acelerado dos estímulos digitais.
E a vida real, que é mais lenta e exige presença, pode começar a parecer menos interessante.

Mas isso não significa que a vida perdeu o valor —
muitas vezes, significa apenas que nossa atenção está cansada.

Manter contato com o mundo fora das telas é um cuidado importante com a saúde mental. Conversar sem pressa, ler algumas páginas de um livro, se exercitar, caminhar, ou simplesmente estar um tempo sem estímulos digitais já ajuda a mente a desacelerar.

Não se trata de abandonar a tecnologia.
Ela faz parte da nossa rotina.

O desafio é encontrar equilíbrio, para que o digital não ocupe o espaço da vida.

Pequenos momentos de presença já fazem diferença. 😉

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Mudar de ideia também é crescimento.Muitas vezes sentimos culpa quando percebemos que já não pensamos ou queremos as mes...
10/03/2026

Mudar de ideia também é crescimento.

Muitas vezes sentimos culpa quando percebemos que já não pensamos ou queremos as mesmas coisas de antes. Como se voltar atrás ou seguir um novo caminho fosse uma inconsistência.

Mas, na verdade, mudar de ideia muitas vezes é um sinal de amadurecimento. É quando você refletiu, viveu novas experiências e conseguiu olhar para a situação de outra forma.

Ao longo da vida, vamos aprendendo, experimentando e entendendo melhor quem somos. Por isso, é natural que algumas escolhas deixem de fazer sentido com o tempo.

Vejo muitas pessoas se cobrando por decisões antigas, quando talvez o mais saudável seja reconhecer que, naquele momento, fizeram o que era possível.

Você não precisa se culpar por mudar de ideia. Em muitos casos, isso faz parte do processo de crescimento e de se tornar mais consciente sobre si mesma.

E você, já percebeu alguma mudança de ideia em sua vida que hoje entende como crescimento? 🌻

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

O Carnaval passou e muita gente sente que março é quando o ano realmente começa. E, junto com essa sensação, costuma vir...
06/03/2026

O Carnaval passou e muita gente sente que março é quando o ano realmente começa. E, junto com essa sensação, costuma vir também uma cobrança: agora é a hora de organizar tudo e colocar a vida nos trilhos.

Mas vale lembrar: você não precisava ter resolvido sua vida inteira em janeiro — e também não precisa resolver tudo agora.

Existe uma pressão para começar o ano com respostas prontas e metas bem definidas.
Mas a vida real não funciona assim. Processos emocionais, decisões e mudanças levam tempo.

Março pode ser um momento de retomar o ritmo e cultivar disciplina, sim.
Mas sem esquecer que cada pessoa tem seu próprio tempo.

Nem tudo precisa estar resolvido agora.
E tudo bem.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Perdoar não é validar o que aconteceu.Não é dizer que não doeu.Muito menos fingir que está tudo bem.Também não significa...
03/03/2026

Perdoar não é validar o que aconteceu.
Não é dizer que não doeu.
Muito menos fingir que está tudo bem.

Também não significa minimizar a própria dor ou dar uma nova chance.
Perdão não é reconciliação obrigatória.
Não é permitir que quem te magoou ultrapasse seus limites.

Na clínica, o perdão é tratado como um movimento interno.
É decidir não carregar esse peso todos os dias.
É não deixar que a ferida continue definindo suas escolhas e suas relações.

Você pode perdoar e manter distância.
Pode perdoar e estabelecer limites claros.
Pode perdoar e nunca mais aceitar o mesmo comportamento.

Perdão não apaga o que aconteceu.
Ele organiza o que ficou dentro de você. 🍃

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

A necessidade de aprovação é exaustiva — e só começa a perder força quando aceitamos uma verdade difícil: em algum momen...
24/02/2026

A necessidade de aprovação é exaustiva — e só começa a perder força quando aceitamos uma verdade difícil: em algum momento, vamos desagradar alguém.

Na vida, é comum ajustarmos o próprio comportamento para não incomodar, não frustrar, não gerar conflito. Dizemos “sim” quando queremos dizer “não”, silenciamos para evitar tensão, engolimos opiniões para nos sentirmos aceitas.

No início, parece mais fácil. Mas, com o tempo, isso pesa. Porque agradar o tempo todo tem um custo: você vai se afastando de quem é.

Desagradar não é sinônimo de ser insensível. Nem sempre o outro vai concordar com você — e isso não significa que você está errada.

Quando entendemos que não podemos controlar a opinião de todos, a necessidade de aprovação começa a diminuir. E, no lugar dela, nasce algo mais sólido: posicionamento, limites e respeito por si mesma.

Às vezes, desagradar é um sinal de que você está sendo mais honesta com quem você é.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Tenho escutado, na clínica com algumas mulheres heterossexuais, um fenômeno que se repete:homens que falam sobre si, rec...
19/02/2026

Tenho escutado, na clínica com algumas mulheres heterossexuais, um fenômeno que se repete:
homens que falam sobre si, reconhecem seus atos, erros, e sentem vergonha — mas ainda não conseguem sustentar limite e frustração.

A consciência, por si só, não impede o ato.
Onde o desejo não encontra palavra, ele tende a se converter em repetição.

Para muitas mulheres, isso é profundamente desorganizante. Porque já não se trata de alguém claramente indisponível ao compromisso esperado, mas de quem fala, reconhece… e, ainda assim, machuca.

Pensar isso não é moralizar.
É abrir espaço para que o ato deixe de ser destino
e possa, enfim, ser elaborado.

Entre a consciência e a mudança, há um trabalho psíquico que precisa ser sustentado, e que vai além de relacionamentos.
Faz sentido por aí? ♥️

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Você se entende… ou só se critica?Muitas pessoas dizem que se conhecem, mas, na prática, passam o dia se julgando. Se co...
11/02/2026

Você se entende… ou só se critica?

Muitas pessoas dizem que se conhecem, mas, na prática, passam o dia se julgando.
Se cobram por sentir demais, por errar, por não dar conta de tudo. Pouco espaço para compreensão, muito espaço para culpa.

Se entender não é passar a mão na própria cabeça, não é negligenciar pontos negativos.
É conseguir olhar para o que você sente com curiosidade e cuidado, ao invés de ataque.
É se perguntar “por que isso me afetou?” antes de concluir que há algo errado com você.

Vejo o quanto a autocrítica constante cansa, adoece e distancia a pessoa de si mesma, e o quanto o processo de analise ajuda a ressignificar julgamento em escuta, cobrança em reflexão.

Você não precisa ser perfeita para ser digna de cuidado. Às vezes, o que falta não é controle, é acolhimento.
Pensa nisso com carinho. 🌷

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Um tema muito importante na clínica é a relação terapêutica. Ela não acontece apenas no que é dito, mas também no que é ...
04/02/2026

Um tema muito importante na clínica é a relação terapêutica. Ela não acontece apenas no que é dito, mas também no que é sentido entre paciente e terapeuta.

Ao longo do processo, é comum surgirem desconfortos, silêncios, mal-entendidos ou até vontade de se afastar, e quando não são percebidos ou cuidados, podem enfraquecer o vínculo e até levar à interrupção do acompanhamento. Mas, quando acolhidos e trabalhados, tornam-se uma grande oportunidade de compreensão e mudança.

Na psicanálise, falamos de transferência: quando sentimentos, expectativas e modos de se relacionar, construídos em experiências passadas, aparecem na relação com o terapeuta. Isso acontece de forma natural e faz parte do processo terapêutico.

A terapia é um encontro humano.
Não é sobre perfeição, mas sobre escuta, cuidado e construção conjunta.

Quando a relação é cuidada, ela se torna um espaço seguro para compreender vínculos, dores e formas de se relacionar — dentro e fora do consultório.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

“Eu não preciso de terapia, eu já conheço todos os meus problemas.”Essa é uma frase bastante comum. E até faz sentido.Mu...
30/01/2026

“Eu não preciso de terapia, eu já conheço todos os meus problemas.”
Essa é uma frase bastante comum. E até faz sentido.

Muitas pessoas sabem o que sentem, reconhecem suas dores, lembram de onde elas vêm. Mas a terapia não é só sobre identificar problemas ou entender o passado.

O trabalho terapêutico também acontece no presente:
na forma como você se escuta, em como reage e se posiciona, como cuida de si.

Saber o que dói não significa, necessariamente, saber o que fazer com essa dor, e no processo psicoterapêutico vamos construindo recursos para que aquilo que já é conhecido não continue machucando do mesmo jeito.

Conhecimento é importante.
Sustentação emocional também.
E uma coisa não substitui a outra.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Pessoas mudam. E, muitas vezes, junto com essa mudança, vem um luto silencioso por quem fomos antes.Com frequência, vemo...
27/01/2026

Pessoas mudam. E, muitas vezes, junto com essa mudança, vem um luto silencioso por quem fomos antes.

Com frequência, vemos pessoas que sentem saudade de versões antigas de si mesmas: mais leves, mais seguras, mais espontâneas. Nem sempre é vontade de voltar atrás, mas a dor de perceber que algo ficou pelo caminho.

Esse luto nem sempre é reconhecido. Afinal, “mudar” costuma ser visto como algo positivo. Mas mudar também pode doer. Envolve perdas, despedidas e a necessidade de aceitar que já não somos mais quem éramos.

Reconhecer o que foi vivido, o que fez sentido naquele momento, é também reconhecer que aquela versão de você cumpriu um papel importante na sua história.

Elaborar o luto por quem você foi abre espaço para construir, com mais consciência, quem você está se tornando agora.

Mudar não apaga o passado. Ele segue como parte da sua história — sem te prender, mas também sem ser negado.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Endereço

Avenida Agamenon Magalhães, 4318, Empresarial Renato Dias, Paissandu
Recife, PE
52021170

Telefone

+81997255727

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