25/03/2026
Nem toda crise é falta.
Às vezes, é passagem.
Há momentos da vida em que algo que nos organizou por muito tempo se encerra.
Não necessariamente porque deu errado — mas porque cumpriu sua função.
Nessas fases, é comum aparecerem sensações difíceis de nomear:
inquietação, estranhamento, impaciência, uma sensação difusa de “não caber” como antes.
Nem sempre isso aponta para um problema a ser resolvido.
Muitas vezes, indica apenas que o novo ainda não ganhou forma.
Na clínica, nem todo processo é sobre encontrar respostas rápidas.
Às vezes, o trabalho é sustentar o intervalo.
Atravessar o entre com cuidado, sem se violentar por ainda não saber.
Porque o vazio nem sempre é ausência.
Às vezes, é espaço.
💚
Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista