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marcelaoliveirapsi Essa é uma página destinada a troca de experiências em que estarei sempre produzindo alguns posts informativos sobre o meu trabalho.

“Eu não preciso de terapia, eu já conheço todos os meus problemas.”Essa é uma frase bastante comum. E até faz sentido.Mu...
30/01/2026

“Eu não preciso de terapia, eu já conheço todos os meus problemas.”
Essa é uma frase bastante comum. E até faz sentido.

Muitas pessoas sabem o que sentem, reconhecem suas dores, lembram de onde elas vêm. Mas a terapia não é só sobre identif**ar problemas ou entender o passado.

O trabalho terapêutico também acontece no presente:
na forma como você se escuta, em como reage e se posiciona, como cuida de si.

Saber o que dói não signif**a, necessariamente, saber o que fazer com essa dor, e no processo psicoterapêutico vamos construindo recursos para que aquilo que já é conhecido não continue machucando do mesmo jeito.

Conhecimento é importante.
Sustentação emocional também.
E uma coisa não substitui a outra.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Pessoas mudam. E, muitas vezes, junto com essa mudança, vem um luto silencioso por quem fomos antes.Com frequência, vemo...
27/01/2026

Pessoas mudam. E, muitas vezes, junto com essa mudança, vem um luto silencioso por quem fomos antes.

Com frequência, vemos pessoas que sentem saudade de versões antigas de si mesmas: mais leves, mais seguras, mais espontâneas. Nem sempre é vontade de voltar atrás, mas a dor de perceber que algo ficou pelo caminho.

Esse luto nem sempre é reconhecido. Afinal, “mudar” costuma ser visto como algo positivo. Mas mudar também pode doer. Envolve perdas, despedidas e a necessidade de aceitar que já não somos mais quem éramos.

Reconhecer o que foi vivido, o que fez sentido naquele momento, é também reconhecer que aquela versão de você cumpriu um papel importante na sua história.

Elaborar o luto por quem você foi abre espaço para construir, com mais consciência, quem você está se tornando agora.

Mudar não apaga o passado. Ele segue como parte da sua história — sem te prender, mas também sem ser negado.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Por que, às vezes, mesmo cercada de pessoas, a sensação é de solidão?Estar acompanhada não signif**a, necessariamente, e...
22/01/2026

Por que, às vezes, mesmo cercada de pessoas, a sensação é de solidão?

Estar acompanhada não signif**a, necessariamente, estar em conexão. Muitas pessoas convivem, conversam, trocam mensagens, mas ainda assim não se sentem vistas, escutadas ou verdadeiramente compreendidas.

A solidão pode surgir quando você precisa se adaptar o tempo todo para caber nos outros, quando não se sente segura para dizer o que sente ou percebe que suas emoções não encontram espaço na relação. Aos poucos, isso vai produzindo um afastamento interno — mesmo estando perto de alguém.

Também é comum se sentir só quando existe medo de incomodar, de ser rejeitada ou de não ser suficiente. Então você se cala, se protege, e a distância vai crescendo, tanto de si quanto do outro.

Entender de onde vem essa solidão, o que ela tenta comunicar e quais necessidades não estão sendo atendidas é um passo importante para construir vínculos mais verdadeiros — inclusive com você mesma.

Você já viveu a sensação de estar com alguém, mas não se sentir realmente em conexão?

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Se você se sente assim, não está sozinha.E, na maioria das vezes, não tem a ver com “pensar demais”, mas com pensar sem ...
15/01/2026

Se você se sente assim, não está sozinha.
E, na maioria das vezes, não tem a ver com “pensar demais”, mas com pensar sem descanso.

Quando a mente não encontra espaço para pausar, ela começa a trabalhar no limite: repetindo cenários, criando preocupações, revisando conversas, tentando controlar o que não depende só de você.
Isso cansa. Isso dói.

Essa “cabeça que não para” geralmente aparece quando estamos sobrecarregadas emocionalmente: acumulando sentimentos que não foram elaborados, guardando coisas que não tivemos tempo — ou coragem — de olhar.

Não é fraqueza. Não é drama.
É um pedido silencioso do seu corpo e da sua mente por alívio.

Pensar é inevitável.
Sofrer sozinha com isso não precisa ser.

Talvez o que você chama de “mente acelerada” seja só um pedido de cuidado.
E esse cuidado pode começar com escuta.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Na terapia, é comum…Discordar do que sua psicóloga disse.Sair da sessão cansada.F**ar nervosa, ansiosa ou irritada.Chora...
09/01/2026

Na terapia, é comum…
Discordar do que sua psicóloga disse.
Sair da sessão cansada.
F**ar nervosa, ansiosa ou irritada.
Chorar, se emocionar, e às vezes, não querer falar sobre algo que importa.

Tudo isso faz parte do processo.
A terapia não é um espaço para performar equilíbrio,
mas para ser honesta consigo.

Cada reação é um sinal.
Cada incômodo tem um motivo.
E até a resistência diz algo sobre você.

Viver a terapia é permitir-se um processo humano,
imperfeito e cheio de movimentos internos que, aos poucos, fazem sentido.
O processo não é linear.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

O branco, muitas vezes, é associado à ideia de pureza.Mas, quando falamos de saúde mental, ele pode ser entendido de out...
07/01/2026

O branco, muitas vezes, é associado à ideia de pureza.
Mas, quando falamos de saúde mental, ele pode ser entendido de outra forma: como espaço vazio.

Um espaço que ainda não foi preenchido.
Um espaço onde cabem dúvidas, sentimentos confusos e tudo aquilo que ainda não conseguimos nomear.

O Janeiro Branco surge como esse convite à escuta.
Escutar o que dói, o que cansa, o que se repete.
Escutar também o que foi silenciado ao longo do ano pela pressa, pelas obrigações e pela necessidade de seguir funcionando.

O Janeiro Branco nos lembra que saúde mental não é luxo, nem fraqueza.
É cuidado contínuo, prevenção e responsabilidade coletiva.

O convite é simples, mas profundo:
olhar para dentro com mais honestidade, menos julgamento e mais disponibilidade para pedir ajuda quando for preciso.

Nem tudo precisa estar claro agora.
Às vezes, começar pelo espaço vazio já é um grande passo.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Entre atendimentos, pausas, escutas e momentos de respiro…2025 foi um ano de presença.Presença no consultório, presença ...
30/12/2025

Entre atendimentos, pausas, escutas e momentos de respiro…
2025 foi um ano de presença.

Presença no consultório, presença comigo, presença nos processos que atravessaram e transformaram.

Que o próximo ano chegue com mais gentileza, verdade e espaço para o que precisa ser elaborado — no tempo de cada um. ✨

O fim de ano costuma nos colocar diante de muitas cobranças: balanços, expectativas, comparações, reencontros difíceis, ...
19/12/2025

O fim de ano costuma nos colocar diante de muitas cobranças: balanços, expectativas, comparações, reencontros difíceis, rotina quebrada… e aquela sensação silenciosa de que “eu deveria ter feito mais”.

É como se tudo o que ficou mal elaborado ao longo do ano viesse à tona de uma só vez. Dezembro também ativa memórias, ausências, despedidas e mudanças. E quando tentamos ignorar tudo isso, o emocional cobra.

Sentir-se mais sensível, cansada ou ansiosa nessa época não é fraqueza. É humanidade.

Se você percebe que esse peso te atravessa, talvez seja o momento de acolher o que sente, diminuir o ritmo e suspender as comparações. Nem sempre é sobre dar conta de tudo — às vezes é sobre escutar o que esse período desperta em você.

Desacelerar também é cuidado.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Se não pausamos, nossa mente entra em exaustão.Assim como o corpo se machuca quando insistimos em treinos além do limite...
17/12/2025

Se não pausamos, nossa mente entra em exaustão.

Assim como o corpo se machuca quando insistimos em treinos além do limite, a mente também sofre quando ignoramos a sobrecarga emocional.
Vemos isso acontecer o tempo todo: pessoas que seguem no automático, acumulando demandas, emoções e expectativas… até que, em algum momento, algo “quebra”.

Não porque sejam fracas — mas porque ninguém funciona bem sem descanso.

Pausar não é perda de tempo.
É prevenção.
É cuidado.

Dar espaço para respirar, sentir e reorganizar o que está pesado é, muitas vezes, o primeiro passo para voltar a se sentir presente na própria vida.

E se o esgotamento já chegou, nem se fala.
Não precisa piorar para entender que desacelerar é o melhor caminho, né? 😉

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Às vezes, o luto aparece quando a vida muda e a gente sente falta de quem já foi. Quando percebe que já não pensa, não a...
09/12/2025

Às vezes, o luto aparece quando a vida muda e a gente sente falta de quem já foi. Quando percebe que já não pensa, não age ou não sonha como antes… ou até, quando uma amizade importante se desfaz.

Sentimos falta, lembramos, mas sabemos que não queremos, ou até mesmo que não pode retomar aquele vínculo. O sentimento de ausência continua existindo, mesmo quando a decisão de seguir em frente é a mais saudável. E tem ainda o luto das expectativas: aquilo que se imaginou, planejou, desejou… mas não aconteceu. F**a uma dor silenciosa, difícil de nomear, porque não sabemos exatamente onde colocar o que sentimos.

Falar sobre isso é importante porque esses lutos também merecem cuidado. Eles pedem tempo, compreensão e um olhar mais gentil para o que está sendo vivido. Abrir espaço para reconhecer essas perdas e entender o que elas despertam, sem acelerar, sem minimizar, sem julgar, pode ser um grande ponto para que se possa seguir, respeitando a história e o que ainda precisa ser elaborado dentro de cada um.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Às vezes, a gente diz que é “autossuficiente”, mas no fundo só está cansada de se frustrar, não é?Depois de tantas decep...
05/12/2025

Às vezes, a gente diz que é “autossuficiente”, mas no fundo só está cansada de se frustrar, não é?

Depois de tantas decepções, f**a mais fácil decidir fazer tudo sozinha do que correr o risco de precisar de alguém e ser ignorada, invalidada ou deixada no vazio de novo.

Tenho visto isso com frequência no consultório: mulheres exaustas, sobrecarregadas, com a sensação de estarem carregando o mundo nas costas porque acreditaram que pedir ajuda é fraqueza quando, na verdade, é humano. A questão não é deixar de ser independente. A questão é perceber quando essa independência virou uma defesa, um jeito de não tocar na dor.

Você não precisa dar conta de tudo. Não precisa se proteger o tempo inteiro! Talvez seja hora de aliviar o peso, olhar para essas frustrações antigas, elaborar e, aos poucos, permitir que alguém, inclusive você mesma, cuide de você também.

Que tal começar a pensar nisso? 🌷

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Como sempre digo aos meus pacientes: não está tudo bem — mas está tudo bem sentir isso.😉É natural perceber que, em algum...
03/12/2025

Como sempre digo aos meus pacientes: não está tudo bem — mas está tudo bem sentir isso.😉

É natural perceber que, em algum ponto do caminho, você deixou para trás partes de si. É desconfortável, eu sei. Mas faz parte.

A vida muda, você muda, e algumas versões suas simplesmente deixam de fazer sentido. Isso não é fracasso. É movimento. Reconstruir quem você é envolve descobertas, mas também exige viver um pequeno luto pelo que ficou para trás.

O passado pode ser compreendido, elaborado, respeitado e ressignif**ado — mas ele não precisa determinar seus próximos passos. É importante olhar com honestidade para o que você sente hoje, para o que faz sentido hoje, para o que você precisa hoje.

Você não está se perdendo.
Você está se reconstruindo.

E, na psicoterapia, esse processo é acompanhado com cuidado, acolhimento e no seu ritmo. Sem pressa, sem punição, com espaço para que você possa ser quem realmente é.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Endereço

Avenida Agamenon Magalhães, 4318, Empresarial Renato Dias, Paissandu
Recife, PE
52021170

Telefone

+81997255727

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