05/03/2026
Algumas histórias atravessam o tempo porque carregam verdade. Quando eu penso em mulheres negras como Lia de Itamaracá, eu penso em identidade que não se dilui, em presença que não pede permissão e em envelhecimento que não apaga quem se é.
Como dermatologista, eu sei o quanto sol, vento e exposição constante deixam marcas na pele. Mas também sei que muitas mulheres negras foram ensinadas a resistir antes de serem ensinadas a se cuidar.
Celebrar essas mulheres é reconhecer a potência delas. Mas também é afirmar que saúde, cuidado e acesso à informação são direitos, não privilégios.
Viva todas as mulheres! Somos força e resistência em todos os tons de pele.