02/02/2026
Na Psicologia Biodinâmica, acreditamos que o corpo guarda memórias, emoções e histórias que a mente, por vezes, esquece. Para acessar essa sabedoria inconsciente, é necessário um mergulho interno, um movimento de retorno ao nosso próprio oceano emocional.
Na jornada de autoconhecimento, mergulhar em si é enfrentar as ondas das próprias emoções, explorar as marés do passado e buscar a calmaria que existe no nosso centro, o que remete à energia de Yemanjá, a Grande Mãe das Águas. Senhora dos mares e do inconsciente coletivo, ela nos convida a essa jornada de profundidade. Ela não governa apenas as águas salgadas do mundo, mas também o oceano interior que cada um de nós carrega. Seu espelho é a superfície da água, que reflete o céu, mas seu reino é o abismo, cheio de mistérios, vida e tesouros escondidos.
Yemanjá não tem pressa. Ela ensina que a profundidade exige entrega, coragem para descer até onde a luz parece não chegar, confiando que é lá que estão as pérolas mais raras do nosso ser: nossa verdade, nossa essência, nossa cura.
Mergulhar em si é, portanto, um ato sagrado.
É buscar, nas águas do próprio inconsciente, o contato com a Mãe Interior que acolhe, limpa, nutre e reorganiza. É na quietude desse mergulho que encontramos a força para voltar à superfície renovades, inteires e profundamente conscientes.
Que possamos honrar esse convite, com a coragem das águas revoltas e a serenidade do fundo do mar. Pois só conhecendo nossas próprias profundezas, aprendemos a navegar pela vida.
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CuraPelaÁgua