Serviço de Psicoterapia Breve

Serviço de Psicoterapia Breve Graduado em enfermagem, mestre em saúde coletiva, psicoterapeuta integrativo e Psicoterapia breve

Roda de Diálogo Lugar de Escuta: masculinidades e vícios!Ontem, no Sesc Ribeirão Preto, homens que já conhecem o Lugar d...
30/04/2026

Roda de Diálogo Lugar de Escuta: masculinidades e vícios!

Ontem, no Sesc Ribeirão Preto, homens que já conhecem o Lugar de Escuta voltaram para aprofundar uma conversa difícil. Não para competir. Apenas para se vulnerabilizar, questionar e construir juntos.

Agradecemos profundamente a cada um que compartilhou histórias que revelam uma verdade: a masculinidade que nos ensinaram é frequentemente uma prisão que adoece.

Os números falam: 89% das internações por alcoolismo são de homens. 79% dos suicídios vitimam homens. 8,14% dos homens usaram co***na (vs 2,77% mulheres). 2,21% experimentaram crack (vs 0,64% mulheres).

Violência: mais de 50% da violência doméstica está associada ao álcool. 35% dos feminicídios têm relação com bebidas alcoólicas.

A dor não tratada de um homem transborda e atinge quem está ao seu lado.O vício não é falha moral. É sintoma. É a resposta de um homem que não aprendeu a nomear sua dor.

Quando compreendemos isso, a conversa muda. Deixamos de julgar e começamos a perguntar: o que ele está tentando não sentir?

Práticas saudáveis: nomear emoções, construir redes de apoio, buscar ajuda profissional, reconhecer impacto de nossas ações, exercitar empatia — especialmente com as mulheres.

Não curamos ninguém em uma roda. Mas plantamos sementes. Sementes de uma cultura de cuidado. De novas masculinidades que permitem aos homens serem inteiros, vulneráveis, solidários. Que reconhecem que pedir ajuda é coragem, e que o cuidado entre homens é revolucionário.

O silêncio que adoece.Desde criança, ensinaram ao homem que sentir dor é fraqueza. Que chorar é desvio. Que pedir ajuda ...
25/04/2026

O silêncio que adoece.

Desde criança, ensinaram ao homem que sentir dor é fraqueza. Que chorar é desvio. Que pedir ajuda é fracasso. E assim, geração após geração, a dor foi sendo engolida, anestesiada com álcool, com dr**as, com raiva, com isolamento.

No Brasil, mais de 89% das internações por alcoolismo são de homens. Homens com alta adesão à masculinidade tradicional têm 2,4 vezes mais chances de morrer por suicídio. Não é coincidência. É sintoma.

O vício não é fraqueza de caráter. A violência não nasce do nada. O isolamento não é escolha. São os frutos de um modelo que nunca nos ensinou a nomear o que sentimos.

A transformação começa quando rompemos o silêncio.

Na próxima roda de diálogo do Lugar de Escuta, vamos falar sobre isso. Sobre vícios, sobre dores não ditas, sobre o que nos foi ensinado a esconder e o que podemos, juntos, começar a curar.

Você não precisa carregar esse peso sozinho!

Data: 29 de Abril
Horário: 19h
Local: Sesc Ribeirão Preto
Público: Aberto a todos que se identificam como homens

Salve este post. Compartilhe com um homem que precisa ler isso hoje!

SescRibeirãoPreto SaúdeMental Vulnerabilidade

Por trás de um "menino infrator", existe uma história que ninguém parou para ouvir.Há 3 anos, o Lugar de Escuta entra na...
24/04/2026

Por trás de um "menino infrator", existe uma história que ninguém parou para ouvir.Há 3 anos, o Lugar de Escuta entra nas unidades socioeducativas não para julgar, mas para sentar em roda.

Encontramos garotos sem perspectiva, marcados por ciclos de violência e silêncio. Meninos que aprenderam que ser homem é engolir o choro e mostrar os dentes.

Mas o que acontece quando a armadura cai?
Quando a roda se fecha e a única regra é o respeito?
A mágica acontece. A dor vira palavra. O medo vira partilha. Aquele garoto que o sistema já havia desistido descobre que sua voz importa, que suas escolhas podem ser diferentes, que ele não é o seu erro.

Não oferecemos apenas um espaço de desabafo. Oferecemos um norte. Uma bússola interna que eles mesmos constroem quando descobrem a força de serem vulneráveis e o poder de sonhar com um amanhã diferente.Eles entram na roda como estatísticas. E saem como sementes de um novo futuro. 🌱

Parceria :

Juventude NovaPerspectiva

Nenhum homem chega à vida adulta do zero. Chegamos carregando — nas costas, no peito, na garganta — tudo aquilo que apre...
21/04/2026

Nenhum homem chega à vida adulta do zero. Chegamos carregando — nas costas, no peito, na garganta — tudo aquilo que aprendemos a fazer com o que somos. E muito do que aprendemos, especialmente quando somos homens que amam homens, foi aprender a esconder.

Não de uma vez só. Não por uma decisão consciente. Mas aos poucos, na repetição de olhares, de silêncios, de perguntas que nunca foram feitas e de respostas que nunca foram dadas — porque o que somos emerge de uma teia de relações que não é neutra: família, escola, comunidade religiosa, ambiente profissional, social e cultura. Uma teia que carrega padrões e expectativas capazes de se transmitir sem precisar ser dita em voz alta.

A homossexualidade não foi sempre o que ela "é" socialmente hoje. Ela já foi pecado, já foi doença, já foi crime — e em muitos contextos ainda é. Cada uma dessas nomeações produziu práticas concretas sobre o que fazer com um menino que gostava de meninos: corrigi-lo, curá-lo, puni-lo, silenciá-lo. Essas práticas se inscreveram nos corpos, nas famílias, nas igrejas, nas escolas.

Para sobrevivermos — ou simplesmente “cabermos” socialmente — aprendemos a esconder. Escondemos dos outros o desejo, o amor, o parceiro, a vida que construímos ou que queríamos construir.

Mas há também, e muitas vezes de forma mais devastadora, o que aprendemos a esconder de nós mesmos: a raiva de ter precisado fazer isso, a tristeza pelas versões de nós que nunca pudemos viver, o luto pelas relações que não sobreviveram à revelação de quem somos.

Para pensarmos juntos em novos caminhos e novas formas de expressão da nossa homoafetividade, o Lugar de Escuta convida homens homoafetivos — g**s, bissexuais, pansexuais e transexuais — para a roda reflexiva desta quarta-feira, com a pergunta: o que você aprendeu a esconder — e o que você ainda carrega disso?

Não há resposta certa. Há a sua resposta, construída no tempo que você teve, com os recursos que você tinha. Esta roda existe para que você não precise responder sozinho, mas sim, que possa se sentir pertencendo e acolhido.

Data: 22/04/2026
Horário: 19h
Local: Sesc Ribeirão Preto
Rua Tibiriça nº 50

O Lugar de Escuta: Duas Semanas de Diálogo e Transformação!Nas últimas duas semanas, o projeto Lugar de Escuta atravesso...
20/04/2026

O Lugar de Escuta: Duas Semanas de Diálogo e Transformação!

Nas últimas duas semanas, o projeto Lugar de Escuta atravessou instituições paulistas com uma proposta simples mas potente: criar espaços para que homens e lideranças conversem sobre masculinidades e cultura do cuidado. Criando espaços de Escuta e diálogos.

No Sesc Franca, cerca de 150 funcionários e colaboradores homens sentaram-se em rodas de diálogo. Todos, independentemente de hierarquia ou função, participaram de um processo de reflexão sobre como a masculinidade impacta o ambiente de trabalho e as relações humanas. A escuta mútua revelou que essa desconstrução interessa a todos.

O Senac Ribeirão Preto reuniu seus gestores para um treinamento intensivo focado em liderança inclusiva. Identificar microagressões e machismo sutil deixou de ser teoria para se tornar prática compartilhada. Cada gestora (a) saiu do encontro com ferramentas concretas e a compreensão de que a equidade não é um favor, mas uma responsabilidade coletiva.

Os encontros pedagógicos no Senac Bertioga e Senac Santos estenderam essa conversa para educadores e colaboradores. Em ambas as unidades, o diálogo aberto permitiu que cada participante reconhecesse seu papel na construção de ambientes mais respeitosos e colaborativos.

As rodas contínuas no Sesc Ribeirão Preto para homens em geral e para homens homoafetivos, consolidaram esse movimento, criando espaços permanentes de reflexão onde a escuta e o cuidado se tornaram práticas cotidianas.

Agradecemos profundamente ao , e aos , . Vocês não apenas abriram portas, mas criaram espaços de confiança onde a transformação é possível. Assumir o compromisso com as discussões sobre masculinidades é um ato de coragem que reverbera além das paredes das instituições.

Interessados em levar o Lugar de Escuta para sua instituição? Entre em contato conosco. Juntos podemos cartografia novos caminhos para una masculinidade mais consciente e uma cultura organizacional verdadeiramente equitativa.

15/04/2026

A "machosfera" é um termo utilizado para descrever um ecossistema online de influenciadores, criadores de conteúdo e comunidades focadas em masculinidade, que frequentemente promovem discursos de misoginia, masculinidade tóxica e ideologias extremistas. Este universo tem ganhado força, com dados indicando que uma grande parcela de jovens homens consome regularmente esse conteúdo.

Retorno do Grupo de Estudos: A Vontade de MudarÉ com muita alegria que anunciamos o retorno do nosso grupo de estudos do...
14/04/2026

Retorno do Grupo de Estudos: A Vontade de Mudar

É com muita alegria que anunciamos o retorno do nosso grupo de estudos do Lugar de Escuta! No próximo dia 18/04, nos reuniremos novamente para continuar nossa jornada de reflexão e construção de novas masculinidades. O encontro é aberto para homens e mulheres, pois acreditamos que a equidade de gênero se constrói no diálogo e na escuta mútua.

Neste encontro, retomaremos a leitura da obra transformadora de bell hooks, A vontade de mudar: homens, masculinidades e amor. Nosso ponto de partida será o Capítulo 3: "Ser Menino".

Este livro é fundamental para cartografar os papéis de gênero que nos foram impostos e compreender os impasses que muitas vezes nos impedem de vivenciar o afeto e a vulnerabilidade de forma plena. bell hooks nos convida a olhar para a construção da masculinidade desde a infância, questionando as raízes do machismo e abrindo caminhos para relações mais saudáveis e amorosas. O capítulo "Ser Menino" é um convite profundo para investigar como os meninos são socializados e como podemos desconstruir narrativas nocivas desde cedo.

O Lugar de Escuta é um espaço seguro e acolhedor para dialogarmos sobre esses temas essenciais. Acreditamos que a mudança começa pela escuta atenta e pela disposição em repensar nossas atitudes e crenças coletivamente.

A participação é totalmente gratuita! O único requisito é trazer o seu exemplar do livro (físico ou digital) e a vontade de compartilhar e aprender em conjunto.

Informações importantes:
📅 Quando: 18/04 (sábado)
⏰ Horário: 14h00
📍 Onde: Casa Comum - Av. Caramuru, 3356, Jd. Sumaré, Ribeirão Preto-SP

🎒 O que levar: Seu livro, a vontade de mudar e algo para comer ou beber para compartilharmos no final do nosso encontro!

Venha construir esse espaço com a gente. Esperamos por você!

PapeisDeGenero NovasMasculinidades Reflexao GrupoDeEstudos CasaComum RibeiraoPreto

O Preço do Silêncio: Homem Não Chora?"Engole o choro. Seja homem". Essa frase sussurrada na infância forja uma armadura ...
13/04/2026

O Preço do Silêncio: Homem Não Chora?

"Engole o choro. Seja homem". Essa frase sussurrada na infância forja uma armadura que mata. No Brasil, 12,6 por 100 mil homens morrem por suicídio, contra 5,4 por 100 mil mulheres . A morte autoprovocada é a terceira principal causa de óbito entre jovens de 15 a 29 anos.

O impasse é claro: enquanto mulheres chegam aos consultórios falando de tristeza, homens mascaram depressão com cansaço extremo e comportamentos de risco. A OMS alerta que os papéis de gênero impostos reforçam a negligência da saúde mental masculina . A dor não nomeada não pode ser curada.

A pensadora feminista bell hooks captura essa tragédia em A Vontade de Mudar: homens, masculinidades e amor "A realidade é que os homens estão sofrendo e toda a cultura responde dizendo: 'Por favor, não nos diga o que você sente'". A primeira lição da masculinidade patriarcal é aprender a usar uma máscara, exigindo que meninos abandonem seu verdadeiro eu. O resultado é dormência emocional onde a dor masculina não pode ter voz.

Construir novas masculinidades é urgente. Precisamos romper com a ideia de que força é supressão emocional. Para conhecer o amor, como nos lembra hooks, os homens precisam abandonar a vontade de dominar e ter a vontade de mudar.

Nesta quarta-feira, às 19h, abriremos um "Lugar de Escuta" para debater isso. Uma roda de diálogo franca sobre os custos do machismo estrutural na saúde mental e a urgência de redefinir papéis de gênero.

📅 15/04 (Próxima quarta-feira) | 🕖 19h | 📍Sesc Ribeirão Preto - Rua Tibiriça 50

Masculinidades e Cultura de Cuidado no Sesc Franca Garantir os direitos das meninas e mulheres é uma responsabilidade de...
13/04/2026

Masculinidades e Cultura de Cuidado no Sesc Franca

Garantir os direitos das meninas e mulheres é uma responsabilidade de todos nós. Na última semana, o Lugar de Escuta esteve no para três dias de imersão profunda e necessária. Participamos do programa "Você Não Está Sozinha" — uma iniciativa poderosa criada pelo Sesc em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA/ONU) para combater a violência de gênero e fortalecer redes de proteção.

Durante o evento, conduzimos 6 rodas de conversa exclusivas com os homens funcionários da unidade.

Mas por que falar com os homens em um programa focado nos direitos das mulheres? Porque para cartografar novos caminhos de equidade, precisamos tirar as masculinidades do piloto automático.

Falar sobre o que significa ser homem hoje não é apontar dedos; é abrir espaços para repensar papéis de gênero que, historicamente, nos colocaram em um impasse emocional e relacional. Quando um homem se permite falar sobre suas vulnerabilidades, rever comportamentos e ouvir ativamente, ele se torna parte da solução. Ele ajuda a quebrar o ciclo de silenciamento e violência.

A transformação de uma cultura organizacional e da nossa sociedade passa, necessariamente, por trazer os homens para essa roda de diálogo. O cuidado não é uma habilidade inata a um gênero; é uma prática de corresponsabilidade que precisa ser cultivada por todos nós para garantir que nenhuma menina ou mulher se sinta sozinha ou ameaçada.

Agradecemos ao Sesc Franca e à ONU pela visão sistêmica e pela coragem em abrir esse espaço. A mudança acontece quando sentamos juntos e nos propomos a agir.

Você já parou para pensar em como os estereótipos de gênero afetam o seu ambiente e como você pode fazer parte dessa rede de proteção? Vamos conversar nos comentários. 👇

DireitosDasMulheres Masculinidades CulturaDeCuidado EquidadeDeGênero NovasMasculinidades

Abril chegou e para nossa próxima roda reflexiva do dia 08, o Lugar de Escuta Homens Homoafetivos convida você para conv...
06/04/2026

Abril chegou e para nossa próxima roda reflexiva do dia 08, o Lugar de Escuta Homens Homoafetivos convida você para conversar sobre uma frase muito comum, que nós homens ouvimos desde muito cedo: Homem não chora.

Geralmente essa frase vem carregada de uma entonação de comando, de ordem, que faz ressoar em nossas mais íntimas fibras um desconforto e uma sensação de inadequação por estarmos chorando.

Ao ouvirmos essa frase, geralmente na tenra infância, travamos, “engolimos o choro” e com isso não nos permitimos, muitas vezes, entrar em contato com aquilo que estamos sentindo, perdemos a chance de nomear esses sentimentos e emoções ou mesmo de conversar sobre eles, de sentir e viver toda a complexidade que é ser humano.

Assim, direcionamos toda nossa energia em nos “comportarmos como homens e não chorarmos”. Agimos e não sentimos. Ou, pior, transformamos quase tudo em raiva, em violência como resposta, porque isso sim seria “coisa de homem”.

Conforme vamos crescendo e entrando na fase adulta, vamos percebendo que essa frase é comunicada a nós não apenas de forma verbal (direta ou indiretamente), mas também de forma não verbal, por meio dos olhares de reprovação, dos distanciamentos e tantas outras expressões.

Tá bom, mas homens homoafetivos também passam por isso? Por serem g**s não estão “autorizados” a chorar? E como passam!!!

Pensando nessa situação, as perguntas norteadoras, da nossa próxima conversa, serão:
Eu consigo chorar?
Com quem, onde e quando me permito chorar?

Como acho que o choro é entendido para a sociedade em que vivemos?
Eu também “comprei” essa ideia de que “homem não chora”?

Quando choro, como me sinto durante ou mesmo depois do chorar?

Quando vejo um homem chorando, quais são os pensamentos que passam pela minha cabeça sobre ele? Como vou qualificando e classificando este homem que chora?

Além de muitas outras perguntas que vão surgindo ao longo das reflexões.

Continua nos comentários...

NOVA IDENTIDADE VISUAL — LUGAR DE ESCUTAO Lugar de Escuta apresenta sua nova identidade visual.Mais do que uma mudança e...
01/04/2026

NOVA IDENTIDADE VISUAL — LUGAR DE ESCUTA

O Lugar de Escuta apresenta sua nova identidade visual.

Mais do que uma mudança estética, ela marca um momento de ampliação do projeto e do seu campo de atuação.

Uma identidade mais aberta.
Mais simples.
Mais subjetiva.

Assim como o próprio processo de escuta.

O símbolo não busca representar algo fechado ou definitivo.
Ele sugere, desloca e cria espaço.

Porque escutar não é oferecer respostas prontas.
É sustentar um campo onde algo novo possa emergir.

Essa mudança acompanha um movimento importante do Lugar de Escuta:

aprofundar diálogos sobre masculinidades, saúde mental e cultura do cuidado, conectando essas dimensões aos desafios reais das relações — nas instituições, no trabalho e na vida cotidiana.

Falamos de masculinidades porque reconhecemos que os modos como os homens são socializados impactam diretamente:

• a forma como lidam com emoções
• a maneira como se relacionam
• a qualidade dos vínculos no trabalho e na vida pessoal
• e as violências que atravessam a sociedade

Falamos de cultura de cuidado porque entendemos que cuidar não é apenas uma prática individual —
é algo que se constrói nas relações, nas equipes e nos espaços institucionais.

E falamos de escuta porque nenhuma transformação acontece sem que exista espaço para ouvir — com presença, responsabilidade e atenção.

Essa nova identidade acompanha o compromisso de seguir criando espaços onde:

• profissionais possam qualificar sua escuta
• organizações possam fortalecer relações mais saudáveis
• homens possam refletir sobre suas formas de estar no mundo

Porque transformar relações também é uma forma concreta de cuidar da saúde mental — individual e coletiva.

Essa identidade não fecha um significado.

Ela abre possibilidades.

Assim como os diálogos que buscamos construir.

Agência :

Homens heterossexuais são homens de verdade?Essa pergunta pode parecer simples — mas carrega um peso enorme.Ela não pede...
30/03/2026

Homens heterossexuais são homens de verdade?

Essa pergunta pode parecer simples — mas carrega um peso enorme.
Ela não pede uma resposta rápida. Ela convida à reflexão.

Durante muito tempo, aprendemos que ser “homem de verdade” era seguir um roteiro: ser forte, não chorar, sustentar, dominar, desejar mulheres, provar virilidade.

Nesse cenário, a heterossexualidade muitas vezes aparece como regra — quase como um selo de validação da masculinidade.

Mas… e quando um homem não se encaixa nisso?
Ele deixa de ser homem?
Ou é o modelo que precisa ser questionado?

A ideia de “homem de verdade” não nasce com a gente.
Ela é construída — atravessada por cultura, religião, mídia, família e também por violências silenciosas.

Muitos homens cresceram sendo constantemente avaliados e cobrados: no jeito de falar, de andar, de sentir, de amar.
E, muitas vezes, para pertencer, foi preciso se afastar de si.

E os homens heterossexuais?
Também vivem sob pressão.
Pressão para provar o tempo todo sua masculinidade, seu desejo, sua força, seu controle.

Quantos silenciam suas vulnerabilidades para não serem questionados?

Talvez a pergunta não seja só essa…

Quem define o que é um “homem de verdade”?
A quem essa definição serve?
O que perdemos tentando caber nela?
O que podemos construir quando nos libertamos dela?

Essa roda não busca respostas prontas.
É um espaço de escuta, troca e construção.

Porque talvez ser homem de verdade não tenha a ver com orientação sexual —
mas com a capacidade de se implicar consigo, com o outro e com o mundo.

📍 01/04 | 19h
📌 Sesc Ribeirão , rua Tibiriçá 50
👥 Roda de diálogo para homens

Realização: Lugar de Escuta
Facilitador:.netto

Um convite para falar, escutar e, quem sabe, desaprender juntos.

*não há necessidade de inscrição prévia!

Endereço

Rua Bernardino De Campos, 716
Ribeirão Prêto, SP

Horário de Funcionamento

Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00
Sábado 09:00 - 17:00
Domingo 09:00 - 17:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Serviço de Psicoterapia Breve posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Serviço de Psicoterapia Breve:

Compartilhar