Fala Ansiedade

Fala Ansiedade Janaine Bionez - CRP 06/123994
O que a ansiedade comunica? Atendimento presencial e online

A ideia de que um novo ano exige uma versão melhor, mais organizada, mais confiante e mais resolvida de você ignora a hi...
31/12/2025

A ideia de que um novo ano exige uma versão melhor, mais organizada, mais confiante e mais resolvida de você ignora a história que já foi vivida.
Ela desconsidera tudo o que foi enfrentado, sustentado e atravessado, mesmo quando não houve escolha ou reconhecimento.

O fim do ano costuma ativar comparações. O que faltou, o que não deu certo, o que poderia ter sido diferente. E, nesse movimento, a autocrítica impera, como se você precisasse provar que merece seguir adiante.

Mas estar aqui, agora, também é um dado importante.
Se você chegou até o fim deste ano, algo em você funcionou. Algo encontrou recursos, fez escolhas possíveis, suportou limites, cuidou do que deu para cuidar.

Isso não anula dores, perdas ou frustrações.
Mas impede que toda a sua trajetória seja reduzida a falhas.

Começar um novo ano não precisa ser sobre se corrigir.
Pode ser sobre reconhecer o que já existe de bom, mesmo que imperfeito, mesmo que cansado, mesmo que longe do ideal.

Talvez o início de ano não peça promessas grandiosas.
Talvez peça respeito pela própria história e menos violência na forma como você se olha.

Se hoje você está festejando, respirando ou simplesmente permanecendo, isso também é sinal de que algo deu certo.
E isso já merece ser reconhecido.

Que o próximo ano comece com menos exigência de perfeição
e mais honestidade sobre quem você é.

Psicóloga Janaine Bionez
CRP 06/123994
Psicoterapia para ansiedade.
Atendimento psicológico presencial e online.

No fim do ano, a comparação costuma ganhar força.Ela se disfarça de motivação, mas muitas vezes carrega culpa, vergonha ...
26/12/2025

No fim do ano, a comparação costuma ganhar força.
Ela se disfarça de motivação, mas muitas vezes carrega culpa, vergonha e a sensação de estar sempre em atraso.

Quando a autoestima se organiza a partir do outro, o desejo vira exigência: mudar tudo, recomeçar do zero, corrigir quem se foi.

Talvez o próximo ano não peça uma versão melhor de você, mas mais compreensão sobre a sua própria história.

Psicóloga Janaine Bionez
CRP 06/123994
Psicoterapia para ansiedade.
Atendimento psicológico presencial e online.

Há datas que despertam faltas. O silêncio que aparece nesses dias, muitas vezes, é memória. O corpo e a mente lembram do...
24/12/2025

Há datas que despertam faltas. O silêncio que aparece nesses dias, muitas vezes, é memória. O corpo e a mente lembram do que um dia foi vivido: ausências, rupturas, perdas, ambientes onde não houve espaço suficiente para sentir.

Algumas experiências, seja pela intensidade ou pela falta de maturidade pra comprender, não podem ser simbolizadas no momento em que aconteceram. E quando elas ressurgem, não aparecem como lembrança organizada, mas retornam como sensações, estados de retraimento, necessidade de recolhimento. Por isso, para algumas pessoas, o excesso de estímulos, expectativas e exigências de alegria pode ser vivido como invasão.

O silêncio, nesses casos, é um recurso psíquico. Uma tentativa de proteção. Um modo possível de existir quando o contato com o outro ainda desperta medo.

Respeitar esse momento é também uma forma de cuidado. Nem toda ausência de festa é tristeza. Às vezes, é apenas o que foi possível sustentar hoje.

Psicóloga Janaine Bionez
CRP 06/123994
Psicoterapia para ansiedade.
Atendimento psicológico presencial e online.

Nessas situações, o elogio não se transforma em referência. Ele não vira algo que a pessoa possa acessar quando está soz...
19/12/2025

Nessas situações, o elogio não se transforma em referência. Ele não vira algo que a pessoa possa acessar quando está sozinha, diante de uma dúvida, de um erro ou de uma exigência maior. Sem esse apoio, o valor pessoal f**a sempre dependendo do olhar do outro, e ainda assim, nunca parece suficiente.

Isso costuma se expressar através da necessidade constante de confirmação, a sensação de que “ainda falta algo”, ou a dúvida recorrente sobre merecer aquilo que foi reconhecido. O elogio até alivia por um instante, mas logo perde o efeito, como se não tivesse sido dirigido à pessoa certa.

Quando o reconhecimento não se inscreve, não se resolve apenas aprendendo a “aceitar elogios”, mas entendendo como, ao longo da vida, o valor pessoal foi, ou não, construído internamente. Em muitos casos, houve pouco espaço para que esse valor fosse sentido, nomeado e sustentado sem depender de desempenho, aprovação ou comparação.

Por isso, a dificuldade está na ausência de uma base interna que permita que ele seja acolhido. Enquanto essa base não se constitui, o reconhecimento sempre precisará vir de fora.

Psicóloga Janaine Bionez
CRP 06/123994
Psicoterapia para ansiedade.
Atendimento psicológico presencial e online.

A necessidade constante de agradar surge da dificuldade de sustentar um limite próprio dentro das relações.Quando alguém...
17/12/2025

A necessidade constante de agradar surge da dificuldade de sustentar um limite próprio dentro das relações.

Quando alguém vive ajustando gestos, palavras e escolhas para não desagradar, está tentando evitar a sensação de ruptura. Aos poucos, o vínculo deixa de ser um encontro entre dois e passa a funcionar como um espaço onde só um se adapta.

Com o tempo, essa adaptação contínua cobra um preço. Surge o cansaço que não se explica, a dificuldade de saber o que se quer, a sensação de estar sempre em falta - a dependência. O outro ocupa cada vez mais espaço, enquanto o próprio contorno vai se perdendo.

Relações saudáveis suportam diferença, limite e frustração. Quando agradar se torna condição para permanecer, algo importante deixou de circular naquele vínculo.

Psicóloga Janaine Bionez
CRP 06/123994
Psicoterapia para ansiedade.
Atendimento psicológico presencial e online.

Você se virou porque, quando precisou, ninguém apareceu.E agora chama isso de “independência”.O pior é que esse jeito co...
14/12/2025

Você se virou porque, quando precisou, ninguém apareceu.
E agora chama isso de “independência”.

O pior é que esse jeito cola.
Você aprende a não esperar.
A não pedir.
A não mostrar.
A não pesar.

Se acostuma a existir sem testemunha.

E quando alguém estende a mão, você recusa.
Porque confiar virou risco.
Risco de cair no mesmo buraco de antes.

Esse é o ponto que ninguém gosta de encarar:
A sua “força” nasceu do desamparo.
E o desamparo não some com o tempo.
Ele só muda de roupa.

A pergunta que f**a é simples e incômoda:
Você realmente é independente?
Ou só aprendeu a sobreviver sozinha?

Psicóloga Janaine Bionez
CRP 06/123994
Psicoterapia para ansiedade.
Atendimento psicológico presencial e online.

A sensação de ser um peso tem relação com a forma como você aprendeu a posicionar-se nas relações para continuar pertenc...
10/12/2025

A sensação de ser um peso tem relação com a forma como você aprendeu a posicionar-se nas relações para continuar pertencendo.

Em histórias marcadas pela ausência, a criança percebe que, quando tenta aparecer, o outro desaparece. Nesse tipo de configuração vincular, ela encontra uma solução psíquica: reduzir-se para preservar o vínculo, mesmo que precário.

Nas relações adultas, observamos que:
• anulação de necessidades é tentada como estratégia de segurança
• o silêncio se transforma em forma de vínculo
• ocupar pouco espaço parece igual a ser amada(o) “o suficiente”
• responsabilidade afetiva excessiva serve para evitar o abandono

Por isso, quando alguém diz “acho que sou um peso”, está falando sobre um arranjo subjetivo sofisticado, criado para sobreviver à negligência.

Psicóloga Janaine Bionez
CRP 06/123994
Psicoterapia para ansiedade
Atendimento psicológico presencial e online.

08/12/2025

Responsabilidade demais, reciprocidade de menos.
Quando a relação pesa só em um lado, o desgaste aparece.
Salve para lembrar quando o peso vier só pra você.

Psicóloga Janaine Bionez
CRP 06/123994
Psicoterapia para ansiedade.
Atendimento psicológico presencial e online.

Há quem insista em chamar de relacionamento aquilo que, na prática, é um monólogo afetivo.Você manda mensagem.Você marca...
07/12/2025

Há quem insista em chamar de relacionamento aquilo que, na prática, é um monólogo afetivo.
Você manda mensagem.
Você marca os encontros.
Você abre a conversa difícil.
Você sustenta o desejo.
Você, você, você…
E ainda chama isso de “reciprocidade”.

Se o outro não se implica, o laço não se sustenta.
Porque vínculo não se mede pelo que você sente,
mas pelo que os dois colocam em jogo. OS DOIS.

Não basta querer a relação, é preciso que o outro também queira. E não adianta isso acontecer apenas em palavras, é preciso agir.

A ausência de resposta e esforço já é uma resposta.
E insistir onde você é a única presença é uma forma sofisticada de abandono de si.

Talvez te falte se perguntar o que exatamente você está tentando salvar? A relação ou o medo de f**ar só?

Ninguém constrói “dois” quando apenas um se esforça para existir ali.

Psicóloga Janaine Bionez
CRP 06/123994
Psicoterapia psicanalítica para ansiedade.
Atendimento psicológico presencial e online.

O desequilíbrio nas relações é construído de forma gradativa e lenta. Ninguém inicia um relacionamento já assumindo tudo...
04/12/2025

O desequilíbrio nas relações é construído de forma gradativa e lenta. Ninguém inicia um relacionamento já assumindo tudo, começa com pequenos gestos: você adianta tarefas, organiza a rotina do casal, resolve conflitos antes mesmo de acontecerem. Enquanto isso, o outro permanece numa posição mais passiva, contando com a sua iniciativa para manter tudo funcionando.

Com o tempo, o relacionamento se estrutura na lógica de que uma pessoa é responsável por sustentar o vínculo, enquanto a outra apenas acompanha.

O problema desse funcionamento é que o cuidado passa a ser executado por apenas uma pessoa, que vivencia uma solidão mesmo diante a presença do outro.

Quando apenas um lado se responsabiliza pela qualidade da relação, surgem consequências importantes:
• a comunicação se fragiliza: um fala mais sobre o que sente, o outro evita se implicar • a intimidade emocional e física diminui
• o desgaste aumenta
• a sensação de injustiça e solidão cresce dentro da relação

Nessa configuração, a relação f**a empobrecida pois esgota sua energia e o outro não desenvolve a capacidade de se implicar afetivamente.

As relações se mantêm quando há corresponsabilidade: dois reconhecendo o vínculo, dois se movendo, dois desejando construir algo juntos.

Se algo aqui faz sentido para você, vale observar:
1 - Existe espaço para a sua necessidade?
2 - Existe reciprocidade no cuidado?
3 - O vínculo se sustenta nos dois ou só em você?

Psicóloga Janaine Bionez
CRP 06/123994
Psicoterapia para ansiedade
Atendimento psicológico presencial e online

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