22/06/2022
A epilepsia é uma doença que acomete o encéfalo, causada por um espalhamento de descargas elétricas anormais, podendo gerar convulsões.
Existem diferentes tipos de epilepsia, as chamadas primárias (onde alguns neurônios geram as descargas elétricas anormais sem uma lesão visível relacionada) e as secundárias, onde há uma lesão no cérebro predispondo o problema. Os tratamentos são focados em reduzir o número das crises ou aboli-las e aumentar a qualidade de vida do paciente e seus próximos.
Alguns dos tratamentos mais comuns são:
💊 USO DE MEDICAMENTOS: Algumas das principais opções são a Fenitoína (muito utilizada em pacientes vítimas de traumatismo craniano), o Clonazepam, o Valproato, a Lamotrigina, entre outros.
🥗 DIETA CETOGÊNICA: o maior consumo de gordura e a diminuição do carboidrato (objetivos da dieta) estimulam a redução da excitabilidade neuronal, diminuindo o risco das crises. Esse tratamento geralmente não é exclusivo; é associado a outros tratamentos, principalmente em pediatria.
🧐 INVESTIGAÇÃO: geralmente envolve avaliação por médicos neurologistas. É comum a necessidade de investigação com exames de imagem (como a ressonância magnética cerebral), métodos neurofisiológicos (como o eletroencefalograma) e eventualmente com investigação cirúrgica, como o mapeamento cortical invasivo ou estereoeletroencefalografia.
💉 CIRURGIAS: são diversas as opções de cirurgias neurológicas para o tratamento da epilepsia, porém são os médicos que devem analisar as melhores opções para a realidade de cada paciente.
🩺 DISPOSITIVOS: existem alguns dispositivos implantáveis para controle e tratamento da epilepsia. O mais popular é o estimulador de nervo vago (conhecido como VNS). Nele ocorre a utilização de um pequeno aparelho que envia curtos impulsos elétricos ao nervo vago, o que resulta em uma prevenção das crises, ou mesmo interrupção de uma crise em vigência. Outros dispositivos implantáveis para controle de epilepsia são os eletrodos de estimulação cerebral profunda (DBS) e o estimulador cerebral responsivo (RNS).
Cada caso é único. Procure um profissional para um diagnóstico e tratamento mais assertivos.