Drª Edna Paciencia Vietta

Drª Edna Paciencia Vietta Psicóloga Cognitivo-comportamental, Terapia do Esquema, Terapia individual e de casais. Atendimento on-line.

O Paradoxo : Quanto Mais Repressão, Mais RebeldiaProfª Drª Edna Paciência ViettaPsicóloga Cognitivo-omportamentalA relaç...
24/02/2024

O Paradoxo : Quanto Mais Repressão, Mais Rebeldia

Profª Drª Edna Paciência Vietta
Psicóloga Cognitivo-omportamental

A relação entre repressão e rebeldia tem sido objeto de estudo ao longo da história, revelando um paradoxo intrigante. Contrariamente à lógica intuitiva, a imposição de restrições e limitações muitas vezes resulta em um aumento proporcional de comportamentos rebeldes e conflitos. Este artigo explora esse fenômeno, destacando cinco características fundamentais dessa dinâmica paradoxal.
A repressão frequentemente envolve a limitação da liberdade de expressão e manifestação de ideias. Quando as vozes individuais são silenciadas, a insatisfação pode se acumular e se transformar em formas mais radicais de rebelião. A história testemunhou inúmeros movimentos sociais que surgiram como resposta à supressão de pensamentos divergentes, demonstrando que a tentativa de controlar a expressão pode desencadear uma reação rebelde.
A repressão alimenta um desafio natural à autoridade. À medida que as restrições se intensificam, a resistência surge como uma resposta instintiva à perda percebida de autonomia. Indivíduos e grupos muitas vezes se unem para desafiar a autoridade opressora, levando a confrontos que poderiam ter sido evitados através de abordagens mais flexíveis.
A imposição de regras rígidas muitas vezes contribui para a formação de identidades rebeldes. Aqueles que se sentem oprimidos podem buscar ativamente uma identidade que se oponha às normas estabelecidas. Isso pode resultar na criação de subculturas e movimentos que se tornam símbolos de resistência, transformando a repressão em uma força que impulsiona a formação de identidades alternativas.
A psicologia humana frequentemente responde de maneira paradoxal ao que é proibido. A repressão pode conferir uma aura de atração ao comportamento proibido, estimulando a curiosidade e a experimentação. Isso cria um ciclo em que a tentativa de controlar certos comportamentos inadvertidamente intensifica o interesse neles, levando a uma maior propensão à rebelião.
A repressão, se não for gerenciada adequadamente, pode desencadear um efeito bola de neve, onde as tentativas de controle resultam em uma escalada contínua de conflitos. Conforme as tensões aumentam, a reação contrária também se intensifica, criando um ciclo de retroalimentação que pode ser difícil de interromper. Este fenômeno destaca a importância da abordagem cautelosa na gestão de sociedades e grupos, reconhecendo os riscos associados à repressão excessiva.
O paradoxo da repressão revela que, muitas vezes, a tentativa de controlar através de restrições rígidas pode desencadear resultados opostos ao desejado. Compreender as complexidades dessa dinâmica é crucial para a construção de sociedades mais justas e estáveis. Ao reconhecer as características fundamentais desse paradoxo, as autoridades podem adotar abordagens mais equilibradas, promovendo a harmonia e evitando a escalada desnecessária de conflitos e rebeldias.

30/12/2023
12/10/2022

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16/04/2022

O Homem moderno e o ritmo de vida

"o homem irritável provoca a dissensão, mas quem é paciente acalma a discussão (Provérbios 15.18)

O mundo moderno, obcecado pela tecnologia, pela produtividade e pelo consumismo e bens materiais, privilegia os valores da matéria e do corpo em detrimento dos valores da alma. Por isso é um mundo onde existe pouca ou nenhuma paz. Daí tanta inquietação, tanta pressa, tanto estresse, tantos conflitos.

Há quem afirma a era moderna como a idade da Ansiedade e conflitos, associando a estes acontecimentos psíquicos a agitada dinâmica existencial da modernidade; sociedade industrial, competitividade, consumismo desenfreado e assim por diante. Sentiríamos muito menos sofrimento e inquietações se conseguíssemos o equilíbrio para racionalizar o grau de importância que esses bens de consumo representam em nossas vidas... Vejamos: Você usa tudo que você possui? Dê uma olhada em sua casa, no seu guarda-roupa... você realmente utiliza tudo que compra? Necessita do que compra ou compra apenas para satisfação do seu Ego? Experimente quando se encontrar numa situação de "compra eminente", se questionar: Preciso realmente disto ou posso viver sem? Talvez você descubra que boa parte do que adquire é desnecessário.

E na luta do "ter" em detrimento do "ser" acabamos por não valorizar o que temos de melhor, a vida, a saúde, a família, nosso caráter, as amizades, nossas crenças, nossos talentos e potencialidades, etc.

O mundo moderno parece caracterizar-se pelo avanço veloz do conhecimento e da tecnologia, o qual pode acelerar continuamente o nosso ritmo de vida. A escassez de paz, que a linguagem moderna traduz muitas vezes por estresse, é um perigo que compromete a saúde física, psicológica e mental, e acarreta uma boa parte das doenças contemporâneas.

A vida mecanizada de hoje, particularmente nos grandes centros urbanos, tende a levar todas as coisas num ritmo frenético. Para onde vamos com tanta pressa? queremos ganhar tempo para que?

Vivemos num momento de rápidas transformações fortes mudanças, de caráter ambiental, social, econômico, científico, cultural e tecnológico, entre outras. Estas mudanças podem nos provocar transformações internas (ex. orgânicas, emocionais, racionais). Neste contexto, o autoconhecimento e a intuição podem ser de grande valia, auxiliando-nos na adaptação a este mundo mutante e no direcionamento de nossos potenciais, para que possamos realizá-los da forma mais completa. Buscando um maior contato consigo mesmo, é possível que consigamos conhecer e distinguir melhor nossas emoções (que afetam muito nossas decisões e resoluções de problemas) de nossas intuições, o que pode nos auxiliar a fazermos melhores escolhas em nossas vidas.

Precisamos aprender a dominar e acalmar nossos pensamentos. É preciso harmonizar nossa mente e conquistar uma vida calma e tranquila. Uma mente sempre agitada irá desequilibrar todas as nossas ações, tornando-nos ansiosos, inquietos, irritadiços, expostos a todo tipo de conflito. Como sabemos, diariamente, problemas variados acontecem no nosso cotidiano profissional e muitos desses problemas acabam tirando a nossa paz, deixando-nos, muitas vezes, irritados e sem o menor poder de reação, bloqueando a nossa força interior. E quando isso acontece o nosso equilíbrio emocional acaba sendo prejudicado.

A mudança de ritmo de vida e no trabalho já apresenta consequências preocupantes como, por exemplo, o aparecimento de doenças características da vida moderna, a Ansiedade Generalizada, as Fobias específicas, a Fobia Social, a Síndrome do Pânico, o aumento indiscriminado do uso de medicamentos para depressão e ansiedade. o estresse provocado , compulsões (por compras, s**o, comida, dr**as, etc,), além de gerar sofrimento físico e/ou psicossomáticos como:gastrite, hipertensão, psoríase e outras doenças de pele, fibromialgias, doenças cardiovasculares, obesidade, só para citar algumas. Essas patologias estão ainda relacionadas a um processo de cobranças por resultados, atividades exigentes e cansativas e poucas condições de lazer. Não mais nos permitimos o ócio, o tempo de parar, refletir e estabelecer nosso próprio ritmo. Estamos condicionados a produzir cada vez mais, como que levados a alcançar o ritmo das maquinas.

É hora de pararmos um pouco, repensar a forma de lidarmos com o tempo do qual dispomos, melhorar nossa qualidade de vida, nos adaptando ao mundo moderno de forma mais consciente, com mudanças lentas, planejadas, mas concretas, priorizando tempo para nos dedicarmos ao nosso bem estar, a nossa saúde física e mental. É preciso interpretarmos as transformações do mundo contemporâneo, de tal forma que o mundo não se transforme a despeito nossas mudanças e que não se torne em algo que não tenha nada haver conosco.



“Melhor é o homem paciente do que o guerreiro, mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade” (Provérbios 16:32).

Profa.Dra. Edna Paciência Vietta

Psicóloga Cognitivo-comportamental Ribeirão Preto

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16/04/2022

Solidão e Pós-Modernidade.

Para Bauman (1992), a modernidade foi o momento de desenvolvimento de uma ordem racional e de uma liberdade individual até então não alcançada. O indivíduo pós-moderno vive intensamente o mito da liberdade individual. Ele nunca foi tão livre em suas escolhas privadas e públicas, mas também nunca foi tão solitário. (Cova, 1997). A solidão é um fenômeno psicológico com implicações profundas de ordem espiritual, podendo vir acompanhado de inquietação, desânimo, ansiedade, sensação de isolamento e desejo de ser útil a alguém. Ela agrega sentimento de perda e a sensação de que a vida perde propósito e sentido, independentemente de existir ou não isolamento social.

Para a Filosofia o grande desafio é transformar a solidão em aliada de nossa realização pessoal. De acordo com a Filosofia o ser humano nasce só, sua dor e prazer ele os tem no recôndito do seu ser, e finalmente morre só. Para a Sociologia a solidão é o resultado da produção social do individuo “Ego-centrado” e “Individualista”, que ao firmar sua individualidade, firma também a fragmentação do universo social e o isolamento. Para a Psicanálise a solidão é considerada um mecanismo de defesa, e encontra-se intimamente ligado às doenças mentais, isto é, aos sintomas neuróticos e psicóticos. A solidão é uma experiência dolorosa que tem assolado pessoas de todas as idades, raças, camadas sociais e crenças, já tendo sido considerado o grande mal deste século.

O diagnóstico é do psicólogo americano John T. Cacioppo, diretor do Centro de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade de Chicago (EUA) e autor do livro “Solidão: A Natureza Humana e a Necessidade de Vínculo Social”. Nessa obra o autor destaca como a vida moderna facilita a crescente falta de vínculos sociais. O sentimento é acompanhado de uma sensação de abandono, desamparo e angústia. Essa ausência de conexões com o mundo faz com que a pessoa se esqueça dos benefícios que a solidão pode trazer para suas vidas.

Especialistas alertam: "um pouco de solidão pode ser benéfico, e até necessário". Alguns indivíduos podem sentir-se pressionados pelo ritmo de convivência imposto pelos tempos pós-moderno, e que, nesse caso, uma dose segura de solidão ajuda a superar a sensação de desconforto. "O isolamento moderado contribui para a reflexão". Nesta perspectiva podemos compreender a solidão como um estado de consciência no qual nos voltamos para nós mesmos e analisamos nossa vida, nossas relações, sem o peso da culpa, pautada numa análise não crítica, sem julgamentos ou culpas, num movimento de reflexão sobre o que fizemos e as conseqüências de nossas ações. Dessa forma, a solidão pode ser uma oportunidade de autoconhecimento, de descobrirmos do que gostamos, queremos ou precisamos, bem como, dos recursos de que dispomos para alcançar nossos objetivos. É um modo de nos defrontarmos com o tumulto da pós-modernidade.

De acordo com estudiosos no assunto, o perigo é quando a opção pelo isolamento se manifesta sob formas patológicas, acompanhada de depressão, pânico e vícios, danosos à vida em sociedade. A solidão é um processo necessário para que possamos desenvolver nossa individualidade.

O grande paradoxo é que também precisamos nos relacionar com os outros para nos individualizarmos. Esse é o grande dilema da vida pós- moderna, pois a sociedade atual instrumentaliza o homem, supondo dar todos os recursos para uma vida plena, porém, ao mesmo tempo, torna suas relações efêmeras. O resultado é um individualismo cada vez maior.

A pós-modernidade caracterizou a “sociedade da solidão”, uma solidão nova, intermediada por tecnologia. Um processo em que os indivíduos passam a viver isolados em seus quartos, conectados com seus computadores, enquanto seus familiares estão na sala contígua interligados a outros computadores por meio da internet. Essa nova configuração cria o espaço para a exacerbação de uma postura individualista apontando o EU como principio e fim de todas as coisas. O EU se vê prisioneiro de uma armadilha que revela sua condição de ser solitário.

A pós-modernidade engloba uma sociedade de denominações diversas: sociedade das mídias, sociedade da informação, sociedade high-tech, sociedade eletrônica. A dinâmica social dessa sociedade é marcada pela ênfase nas novas tecnologias da informação e possui características que nos levam a entender as novas formas de sociabilidade do “sujeito pós-moderno. O indivíduo é levado à solidão e lhe são fornecidos mecanismos que fazem com que acredite piamente em uma interação social, mesmo que essa só ocorra por meio de dispositivos técnicos, de forma virtual.

Profa. Dra. Edna Paciência Vietta Psicóloga

Psicóloga Cognitivo-comportamental / Terapia do Esquema, Ribeirao Preto

16/04/2022

Ansiedade no mundo Pós-Moderno.

O mundo Pós-Moderno tem sido definido como a Idade da Ansiedade, devido à relação entre esse estado psíquico e o ritmo de vida imprimido pelas sociedades industriais. Nessas sociedades o ser humano é cobrado e pressionado a ser competitivo e consumista de modo que o homem no mundo atual é por si só, fator preditivo para o surgimento da ansiedade, estando todos os seres humanos suscetíveis a ela.

O período em que vivemos tem se estruturado com algumas características bem marcantes: o Materialismo, que associa reconhecimento pessoal através do dinheiro que se tem; o Hedonismo, com a busca de sensações novas e excitantes; a Permissividade, que cria um clima de impunidade e individualismo; o Relativismo, que em articulação com a permissividade predispõe à criação de éticas subjetivas e individuais e o Consumismo, que associado ao materialismo nos fala de uma nova forma de liberdade - a de consumir.

A Pós-Modernidade traz como efeitos colaterais pelo menos dois grandes males relacionados ao ritmo de vida: intolerância e ansiedade. A intolerância está geralmente relacionada à espera. Somos cobrados e estimulados a dar conta de nossas tarefas em uma velocidade muito grande, somos presas da intolerância diante da espera. Esta intolerância piora muito as relações humanas, tornando-nos vítimas da pressa. Esta demanda tão incisiva relacionada ao cumprimento de metas, e à velocidade de desempenho tem sido apontada como uma das principais causas de ansiedade no homem pós-moderno.

Ansiedade, é uma característica biológica do ser humano que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, taquicardia, medo intenso, aperto no tórax, transpiração etc.

A ansiedade sempre esteve presente em toda a existência humana, porém somente nos últimos anos vem tomando maior significância para os pesquisadores, que visam à investigação dos efeitos desse estado sobre o organismo e o psiquismo humano.

Ansiedade é um estado interior de pressa permanente. Ocorre como uma necessidade de resolver logo todas as dificuldades, de fazer tudo imediatamente, como se tudo fosse urgente ou indispensável. A pessoa ansiosa quer terminar tudo rapidamente, “tudo para ontem”. Assim, o ansioso nunca consegue relaxar, pois está sempre inquieto, apressado, está sempre vivendo coisas que ainda estão por vir, de forma antecipada. Dessa forma, não consegue viver o presente; nunca está inteiramente envolvido naquilo que está fazendo. Com o tempo este sentimento torna-se tão intenso, que começa a causar incômodo. No entanto, não podemos dizer que a ansiedade seja de tudo mal, na verdade, na dose certa, ela é necessária e até mesmo útil, para nos mobilizar recursos para o enfrentamento do dia a dia, podendo ser considerada como um sinal de alerta, que adverte sobre possíveis perigos e ameaças iminentes.

É importante diferenciarmos a ansiedade recorrente do dia a dia, dos Transtornos de Ansiedade, onde estão inclusos: Ataque de Pânico, com ou sem Agorafobia (ansiedade de estar em lugares onde uma saída emergencial seria difícil; fobia específica (por exemplo, medo de insetos, animais, sangue, avião, elevador); Fobia Social (ansiedade provocada pela exposição a certas situações); Transtorno Obsessivo Compulsivo (mais conhecido como TOC, ocorrem obsessões e/ou compulsões); Transtorno de Estresse Pós Traumático (revivência de eventos traumáticos); Ansiedade Generalizada (ansiedade e preocupações persistentes); Transtorno de Ansiedade de separação; Transtornos de Ansiedade devido a condições médicas; Transtorno de Ansiedade induzido por substâncias.

Transtornos de Ansiedade compreendem os quadros em que há a presença de ansiedade acentuada, que desempenha papel fundamental nos processos comportamentais e psíquicos do indivíduo, causando-lhe prejuízos em seu desempenho profissional e/ou acadêmico e nas relações sociais.

Para definir se o estado ansioso é normal ou patológico, deve-se avaliar a intensidade e freqüência com que ocorre, duração, e a interferência com o desempenho social e profissional do indivíduo. Dessa forma, a ansiedade patológica se diferencia da ansiedade normal, pois paralisa o indivíduo, trazendo-lhe prejuízos e não permitindo sua preparação para lidar com situações de ameaças.



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