Dra. Nathalie Lobo - Endocrinologia e Metabologia

Dra. Nathalie Lobo - Endocrinologia e Metabologia Experiência em diagnóstico e tratamento de doenças relacionadas aos hormônios e ao sistema endócrino.

23/04/2026

Receber o diagnóstico de um nódulo não significa que a cirurgia será inevitável.

A decisão cirúrgica depende da combinação entre:

• Resultado da punção
• Características ao ultrassom
• Sintomas
• Perfil de risco
• Preferência do paciente

Em muitos casos, o acompanhamento é seguro e recomendado.

Mesmo quando há diagnóstico de câncer, a abordagem atual é cada vez mais personalizada, evitando tratamentos excessivos em tumores de baixo risco.

A boa prática médica busca equilíbrio:
tratar o que precisa ser tratado — e evitar intervenções desnecessárias.

Se você recebeu indicação cirúrgica, converse com seu endocrinologista e cirurgião de cabeça e pescoço para entender claramente os riscos e benefícios no seu caso específico.


Receber um resultado benigno na punção (Bethesda II) costuma trazer alívio — e na grande maioria dos casos isso realment...
17/04/2026

Receber um resultado benigno na punção (Bethesda II) costuma trazer alívio — e na grande maioria dos casos isso realmente significa um risco muito baixo de câncer.

Mas mesmo assim alguns nódulos precisam de acompanhamento com ultrassom, principalmente dependendo das características observadas no exame.

De forma geral, seguimos estas orientações:

Nódulos de alto risco no ultrassom
Mesmo com citologia benigna, recomendamos repetir a punção para confirmar o resultado.
Depois disso, o acompanhamento costuma ser feito com ultrassom anual.

Nódulos de risco intermediário
Realizamos ultrassom a cada 18 meses ou em até 3 anos.

Nódulos de baixo risco
Podem ser acompanhados de forma mais espaçada, com ultrassom a cada 3 a 5 anos.

Um ponto importante:
crescimento isolado do nódulo não é, por si só, uma indicação forte para repetir a punção.
Mudanças nas características do ultrassom costumam ser mais relevantes do que o aumento de volume.

Além disso, quando um nódulo Bethesda II permanece estável por cerca de 5 anos de acompanhamento, muitas vezes podemos interromper o seguimento de rotina.

Isso ajuda a evitar exames desnecessários e ansiedade para o paciente.

Cada caso deve sempre ser avaliado individualmente pelo médico.

02/04/2026

Essa é, disparadamente, uma das perguntas mais frequentes no consultório.

E a resposta é objetiva:
na maioria dos casos, a punção é bem tolerada.

A PAAF (punção aspirativa por agulha fina) é um procedimento rápido, realizado com agulha muito fina — semelhante à utilizada para coleta de sangue.

📍 Geralmente não exige anestesia.
📍 Dura poucos minutos.
📍 O paciente vai embora logo após.

O que a maioria das pessoas relata?

• Leve desconforto, mas bem tolerável
• Sensação de pressão local
• Pequeno incômodo transitório

Dor intensa é incomum.

O maior desconforto costuma ser emocional — não físico.

E aqui vale lembrar:
A punção é indicada quando há critérios técnicos.
Ela aumenta a precisão diagnóstica e muitas vezes evita cirurgias desnecessárias.

Se você tem indicação de punção, converse com seu endocrinologista. Entender o procedimento é o primeiro passo para realizá-lo com tranquilidade.

A punção de nódulo tireoidiano não é um reflexo automático diante do diagnóstico.Ela é indicada quando o risco estimado ...
31/03/2026

A punção de nódulo tireoidiano não é um reflexo automático diante do diagnóstico.

Ela é indicada quando o risco estimado justifica a investigação citológica.

Sistemas de estratificação como o TI-RADS organizam as características ultrassonográficas e ajudam a definir quando a PAAF é apropriada.

O tamanho isolado não determina a conduta.
A aparência ao ultrassom é tão ou mais importante.

Além disso, contexto clínico também importa:
história familiar, exposição à radiação, presença de linfonodos suspeitos.

O objetivo não é biopsiar todos os nódulos.
É biopsiar os nódulos certos.

Critério técnico protege o paciente de intervenções desnecessárias e, ao mesmo tempo, aumenta a chance de diagnóstico precoce quando necessário.

26/03/2026

Receber um laudo com “nódulo tireoidiano” não significa que a próxima etapa seja automaticamente uma punção.

As diretrizes atuais recomendam indicar PAAF com base em critérios objetivos de risco ao ultrassom e tamanho da lesão.

Muitos nódulos pequenos, com características benignas, podem ser apenas acompanhados com segurança.

Punções desnecessárias aumentam a chance de resultados indeterminados — o que pode levar a cirurgias que talvez nunca fossem necessárias.

O papel do especialista é justamente esse:
diferenciar o que exige investigação do que pode ser observado.

Medicina de precisão não é fazer tudo.
É fazer o que é necessário.

Se parece que todo mundo tem um nódulo na tireoide hoje, não é impressão.A ampliação do acesso ao ultrassom e o avanço t...
24/03/2026

Se parece que todo mundo tem um nódulo na tireoide hoje, não é impressão.

A ampliação do acesso ao ultrassom e o avanço tecnológico aumentaram a detecção de pequenas alterações estruturais.

Diversos estudos mostram que o crescimento na incidência de câncer de tireoide nas últimas décadas ocorreu principalmente em tumores pequenos e de baixo risco — enquanto a mortalidade permaneceu estável.

Isso nos leva a uma reflexão importante:
Estamos diagnosticando mais porque estamos procurando mais.

O desafio atual não é apenas identificar nódulos.
É saber quais realmente precisam de intervenção.

Boa medicina não é ignorar achados.
É saber o que fazer — e o que não fazer — diante deles.

17/03/2026

Receber um laudo com a palavra “nódulo” pode ser assustador.

Mas é fundamental colocar os números em perspectiva.

A maioria dos nódulos tireoidianos é benigna.
E mesmo quando malignos, os carcinomas diferenciados da tireoide apresentam excelente prognóstico e altas taxas de cura.

Vivemos uma era de detecção precoce.
Detectar mais não significa necessariamente adoecer mais — muitas vezes significa apenas encontrar alterações pequenas que nunca causariam problema clínico relevante.

O papel do endocrinologista é justamente separar o que precisa de investigação do que pode ser apenas acompanhado.

Se você descobriu um nódulo recentemente:
Respire.
Informe-se.
E busque avaliação adequada.

Decisão baseada em evidência é sempre mais segura do que decisão baseada em medo.

Receber a notícia de que existe um “nódulo” no pescoço costuma gerar uma reação imediata: medo.A palavra assusta.A mente...
12/03/2026

Receber a notícia de que existe um “nódulo” no pescoço costuma gerar uma reação imediata: medo.

A palavra assusta.
A mente automaticamente associa a câncer.

Mas aqui está um dado importante:
A grande maioria dos nódulos tireoidianos é benigna.

Nódulos são extremamente comuns — especialmente após os 40 anos — e muitos jamais causarão qualquer sintoma ou risco real à saúde.

O problema muitas vezes não é o nódulo.
É a ansiedade gerada pela falta de informação.

Por isso, o primeiro passo após um diagnóstico é não entrar em pânico.
É entender:

• Qual o tamanho?
• Quais as características ao ultrassom?
• Há critérios de risco?
• Precisa realmente de punção?

A boa medicina começa com interpretação adequada, não com conclusões precipitadas.

Respirar, informar-se e procurar um especialista são atitudes muito mais eficazes do que antecipar cenários.

Informação reduz medo.
Critério reduz intervenções desnecessárias.

Ultrassom de tireoide virou quase um check-up de rotina. Mas deveria ser?Com a evolução tecnológica, passamos a detectar...
10/03/2026

Ultrassom de tireoide virou quase um check-up de rotina. Mas deveria ser?

Com a evolução tecnológica, passamos a detectar nódulos cada vez menores — muitos deles clinicamente irrelevantes.

Estudos mostram que a prevalência de nódulos aumenta com a idade, e a maioria é benigna.

As diretrizes internacionais não recomendam rastreamento indiscriminado da tireoide em pessoas assintomáticas.

O excesso de exames pode levar a uma cascata diagnóstica:
Nódulo → punção → cirurgia → tratamento de algo que talvez nunca causasse problema.

Isso não significa ignorar sintomas.
Significa evitar medicalização desnecessária.

Antes de pedir um exame, precisamos perguntar:
Qual pergunta clínica estou tentando responder?


Descobrir um nódulo na tireoide pode assustar.Mas aqui vai um dado importante:A maioria dos nódulos tireoidianos é benig...
05/03/2026

Descobrir um nódulo na tireoide pode assustar.

Mas aqui vai um dado importante:
A maioria dos nódulos tireoidianos é benigna.

Vivemos uma era de alta detecção por imagem.
Ultrassons mais sensíveis identificam alterações que antes passavam despercebidas — e isso nem sempre significa doença grave.

O problema não é encontrar nódulos.
O problema é interpretar mal o que eles significam.

Neste novo ciclo de publicações, vamos abordar com clareza:

• Quando um nódulo realmente preocupa
• Quando a punção é indicada
• Quando a cirurgia é necessária
• E quando o melhor tratamento é observar

Sem alarmismo.
Sem banalização.
Com base nas diretrizes atuais e na prática clínica responsável.

Se você já fez ultrassom de tireoide ou conhece alguém que descobriu um nódulo recentemente, acompanhe essa série.

Informação reduz medo.
Ciência orienta decisões.

03/03/2026

“Se eu mudar minha alimentação, posso curar minha tireoide?”

Essa é uma dúvida muito comum — e compreensível.

A alimentação influencia saúde metabólica, inflamação e disposição.
Mas não há evidência científica de que exista uma “dieta para curar Hashimoto”.

✔️ Vegetais crucíferos não causam hipotireoidismo em quem tem dieta equilibrada.
✔️ Glúten só deve ser retirado com indicação clara.
✔️ Dietas anti-inflamatórias ajudam na saúde geral — mas não substituem reposição hormonal quando necessária.

O maior risco hoje não é a comida.
É a desinformação.

Nutrição é aliada da saúde como um todo.
Mas o tratamento do hipotireoidismo é hormonal — quando indicado.


“Descobri que tenho anti-TPO positivo. E agora?”Essa é uma dúvida muito frequente.A presença de anticorpos confirma a au...
26/02/2026

“Descobri que tenho anti-TPO positivo. E agora?”

Essa é uma dúvida muito frequente.

A presença de anticorpos confirma a autoimunidade tireoidiana — geralmente Hashimoto.
Mas isso, isoladamente, não significa que você precise iniciar levotiroxina.

O que realmente orienta o tratamento é a função da tireoide:
📍 TSH
📍 T4 livre
📍 Sintomas e contexto clínico

É possível ter anticorpos positivos por anos mantendo a função normal.

O erro mais comum é tratar o exame — e não o paciente.

Autoimunidade exige acompanhamento.
Disfunção hormonal é que exige tratamento.

Clareza reduz ansiedade. Ciência orienta decisões.

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