Dr. Eduardo Gonçalves - Psiquiatra da Infância e Adolescência

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05/03/2026

Muitos pais acreditam que, depois de um tempo, o filho “se acostumou” com a medicação psiquiátrica.

Mas, na maioria das vezes, não é isso que acontece.

O que muda é a vida.
As matérias da escola f**am mais difíceis, as responsabilidades aumentam, as interações sociais f**am mais complexas.

Ou seja: as demandas crescem.

E quando a vida f**a mais exigente, é comum parecer que o efeito do remédio diminuiu.

Por isso, tratamentos bem conduzidos não dependem apenas da medicação. Psicoterapia, rotina de sono, atividade física e acompanhamento regular fazem parte do processo.

Porque tratar saúde mental não é só ajustar remédio — é preparar a pessoa para lidar com as demandas da vida.
Eduardo Gonçalves
Psiquiatra da Infância e Adolescência
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27/02/2026

Em diversas regiões do país, o acesso a terapias, escola especializada, suporte multiprofissional e até cobertura de plano de saúde está condicionado ao diagnóstico de autismo. Isso cria um cenário de desigualdade entre crianças com prejuízos importantes, mas diagnósticos diferentes.

Diante dessa estrutura, alguns profissionais acabam sendo colocados sob pressão. A intenção pode até ser ajudar — ampliar acesso, garantir terapia, proteger a família. Mas precisamos ser claros: dar um diagnóstico que não corresponde à realidade clínica não é solução. É ilegal. E, acima de tudo, é um risco.

Diagnóstico não é apenas um rótulo administrativo.
Diagnóstico é direcionamento terapêutico.

Se o diagnóstico está errado, o plano de intervenção pode seguir o caminho errado. E, no longo prazo, isso pode atrasar mais do que ajudar.

Essa discussão não é contra os direitos das pessoas com autismo — direitos que foram conquistados com muita luta e são absolutamente legítimos. A questão é outra: por que outras condições do neurodesenvolvimento, como deficiência intelectual ou TDAH com grande prejuízo funcional, não têm acesso proporcional ao cuidado que também necessitam?

Talvez o problema não esteja no profissional que resiste.
Talvez esteja no modelo de política pública que condiciona cuidado a um único rótulo.

Precisamos ampliar acesso.
Não distorcer diagnóstico.

E você, como enxerga essa situação?

25/02/2026

É muito comum alguém iniciar o tratamento para ansiedade, melhorar em um ou dois meses… e achar que já pode parar a medicação.

Quando os sintomas retornam, surge a conclusão equivocada:
“Eu fiquei dependente do remédio.”

Mas não é assim que funciona.

O tratamento psiquiátrico não serve apenas para aliviar sintomas momentaneamente. Ele oferece ao cérebro tempo suficiente para consolidar um novo padrão de funcionamento — um modelo de como é viver com menos ansiedade.

Interromper precocemente é como fazer dieta por uma semana, emagrecer, e depois voltar aos antigos hábitos. O reganho é esperado.

O cérebro também precisa de tempo para sustentar a mudança.

Na maioria dos casos, manter a medicação por seis meses a um ano faz parte da estratégia para que a melhora se mantenha mesmo após a suspensão — que, sim, é possível quando feita da forma correta.

E há outro ponto importante: quanto mais cedo o tratamento começa, melhor tende a ser a resposta. Padrões que ainda não estão cristalizados são mais fáceis de modif**ar.

Se os sintomas estão incomodando, não espere anos.
E, principalmente, não interrompa o tratamento sem orientação.

Saúde mental exige estratégia, tempo e acompanhamento adequado.
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22/02/2026

Sentir ansiedade é humano. Ela é um mecanismo de sobrevivência. É o nosso “sistema de alarme” dizendo: preste atenção, algo pode ser perigoso.

Se lá atrás nossos ancestrais não tivessem esse alarme interno, talvez não estivéssemos aqui hoje.

O problema começa quando o alarme dispara o tempo todo.
Quando não há tigre algum… mas o corpo reage como se houvesse perigo em cada esquina.

A mente f**a em alerta constante.
O medo vira rotina.
O sofrimento começa a interferir no trabalho, nos relacionamentos, no sono, na vida.

Ansiedade é normal.
Transtorno de ansiedade é quando ela deixa de proteger e passa a aprisionar.

Se você tem dúvida sobre onde está o seu caso, buscar avaliação especializada é o passo mais seguro.
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06/02/2026

Nos últimos anos, temos visto com mais frequência notícias de pessoas envolvidas em problemas jurídicos que alegam estar em crise ou em surto psiquiátrico.

Isso naturalmente gera desconfiança, tanto na população em geral quanto entre nós, psiquiatras.

Em parte desses casos, é possível, sim, que o argumento do “surto” seja usado como estratégia de defesa, na tentativa de reduzir consequências legais.
E é justamente aí que mora um grande problema.

Esse tipo de narrativa acaba reforçando uma ideia equivocada e perigosa: a de que pessoas com transtornos psiquiátricos seriam imprevisíveis, violentas ou incapazes de responder por seus atos. Do ponto de vista diagnóstico, isso não é verdade.

O resultado é o aumento do estigma sobre uma população que já sofre preconceito diariamente — inclusive quando busca tratamento, acolhimento e cuidado.

Por isso, é fundamental reforçar a importância da perícia psiquiátrica, realizada de forma técnica, criteriosa e independente. É ela que permite avaliar, com responsabilidade, se determinado comportamento realmente ocorreu em decorrência de uma condição psiquiátrica ou não.

Responsabilizar com justiça e tratar com ética é o que protege tanto a sociedade quanto quem vive com um transtorno mental.
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05/02/2026

Ter um pet na infância pode ir muito além da companhia e do carinho.

Um estudo de coorte publicado na BMC Pediatrics avaliou a relação entre a convivência com cães ou gatos na infância e o desenvolvimento de transtornos psiquiátricos na adolescência.

Os pesquisadores observaram que crianças que tiveram contato com pets apresentaram menor risco de transtornos psiquiátricos na adolescência, especialmente transtornos de ansiedade.

Outro ponto importante: quanto maior o tempo de convivência e o vínculo afetivo com o animal, menor parecia ser esse risco.

Por se tratar de um estudo observacional, não é possível afirmar causalidade. Ainda assim, os dados reforçam algo que já vemos na prática: o contato com pets pode favorecer o desenvolvimento emocional, ajudar na regulação do estresse, estimular habilidades sociais e oferecer apoio afetivo ao longo da infância.
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27/01/2026

Infelizmente, ainda existem profissionais de saúde que realizam diagnósticos equivocados de autismo, sem uma investigação clínica adequada e individualizada. Em alguns casos, observa-se a repetição de um mesmo diagnóstico e a indicação de combinações padronizadas de terapias, independentemente das necessidades específ**as de cada paciente.

Na prática clínica, nem toda suspeita de autismo se confirma. Muitos pacientes apresentam outros diagnósticos, e mesmo entre pessoas com TEA, não existe um único modelo de tratamento. A definição das intervenções, da carga horária e das especialidades envolvidas deve ser sempre personalizada.

Diagnóstico em saúde exige critério, responsabilidade e transparência no raciocínio clínico. Não se trata de aplicar protocolos fechados, mas de compreender a singularidade de cada paciente.

Por isso, é fundamental que famílias e pacientes se sintam à vontade para questionar o profissional sobre os critérios utilizados no diagnóstico e sobre as condutas propostas. Informação e clareza são partes essenciais de um cuidado ético.
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23/01/2026

Na psiquiatria, o diagnóstico é clínico. Isso signif**a que ele não nasce de um exame de sangue ou de uma imagem, mas da história do paciente, da escuta qualif**ada e da observação em consulta.

E isso é, ao mesmo tempo, uma grande força e um grande desafio.

A força está no fato de que um bom diagnóstico não depende de tecnologia cara. Um profissional bem preparado consegue identif**ar quadros psiquiátricos com precisão apenas ouvindo, observando e examinando o paciente. Isso torna o diagnóstico mais acessível e possível mesmo em contextos com poucos recursos.

O desafio aparece quando essa construção clínica passa a ser vista como algo subjetivo demais.

Os manuais diagnósticos evoluem, mudam critérios e permitem diferentes interpretações. Isso faz com que, em alguns casos, profissionais cheguem a conclusões diferentes — o que alimenta a ideia equivocada de que o diagnóstico em psiquiatria é apenas “opinião”.

E isso é um problema sério.
Quando o diagnóstico f**a indefinido ou demora a ser construído com clareza, o tratamento atrasa. E quem paga esse preço é o paciente, que segue sofrendo sem direcionamento adequado.

O ponto, portanto, não é questionar o diagnóstico clínico — ele é essencial. A questão é como torná-lo cada vez mais sólido, responsável e bem fundamentado, acompanhando a evolução dos critérios diagnósticos e da prática clínica.

Esse é o debate que precisa acontecer.
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20/01/2026

Uma das queixas mais comuns que levam à investigação e à suspeita diagnóstica de TDAH é a dificuldade de prestar atenção em sala de aula. Mas é importante deixar claro: nem toda desatenção é TDAH.

Quando pensamos em outros transtornos psiquiátricos, por exemplo, uma criança deprimida costuma f**ar desvitalizada, sem energia e sem vitalidade suficientes para conseguir manter a atenção.

Já a criança ansiosa, muitas vezes, está excessivamente preocupada com o que ainda vai acontecer, o que também compromete a capacidade de se concentrar no momento presente.

Ou seja, praticamente todos os transtornos psiquiátricos, de alguma forma, podem cursar com dificuldade de atenção, e isso precisa ser cuidadosamente investigado.

Além disso, fatores relacionados ao estilo de vida também influenciam muito: alimentação inadequada, má qualidade do sono, excesso de tempo de tela… tudo isso pode interferir, em maior ou menor grau, na atenção.

Outro ponto fundamental é avaliar os sentidos envolvidos no processo atencional. Eu já atendi pacientes que chegaram ao consultório com diagnóstico de TDAH, sem boa resposta ao tratamento, porque continuavam com dificuldade de atenção em sala de aula.
E, na verdade, o problema não era TDAH: a criança não enxergava bem, tinha miopia, e isso passou despercebido. Toda a dificuldade acabou sendo atribuída ao TDAH.

Por isso, antes de fechar um diagnóstico, é essencial avaliar a visão e a audição, além de todos esses outros fatores.
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Feliz Ano Novo!
01/01/2026

Feliz Ano Novo!

30/12/2025

Cuidar da saúde mental é um processo que começa cedo e precisa ser valorizado ao longo de toda a vida. Na psiquiatria da infância e adolescência, o cuidado não se resume a um comprimido ou a uma prescrição pronta. Ele é construído com escuta, com vínculo, com tempo e, principalmente, com a participação ativa do paciente e de sua família.

A cada criança, adolescente e jovem que passa por aqui, o compromisso é o mesmo: responsabilidade, presença e cuidado real.

Agradeço a todas as famílias que confiam no meu trabalho e caminham junto nesse processo. Seguimos juntos, com respeito e dedicação.

Que o novo ano traga saúde, crescimento e novas possibilidades. Feliz Ano Novo!
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28/12/2025

Hoje eu quero falar sobre um erro muito comum no manejo do TOC: a acomodação dos sintomas.

Vamos pensar em uma criança com compulsões de limpeza. Ela lava as mãos repetidas vezes, toma banhos longos e evita tudo o que considera sujo. Quando ela realiza esses rituais, sente alívio — e os pais, naturalmente, também. A angústia diminui, o conflito cessa, e isso parece algo positivo.

O problema é que, muitas vezes, a família acaba se adaptando a esse funcionamento: muda rotinas, evita gatilhos e facilita os rituais para poupar a criança do sofrimento. Só que esse alívio é temporário. A longo prazo, quanto mais os rituais são reforçados, mais os sintomas do TOC se intensif**am.

Essa acomodação dificulta o tratamento, prejudica a resposta à medicação e à psicoterapia e torna o quadro mais resistente. Por isso, é fundamental identif**ar esses comportamentos cedo e não naturalizá-los. Quanto mais precoce e estruturada for a intervenção, melhores são as chances de evolução.
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