Dr. Eduardo Gonçalves - Psiquiatra da Infância e Adolescência

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30/04/2026

Irritabilidade é, sem dúvida, uma das queixas mais comuns na infância e adolescência.

Mas aqui vai um ponto importante:
ela não é um diagnóstico. É um sinal.

E um sinal extremamente inespecífico.

Isso signif**a que, por trás de uma criança mais irritada, explosiva ou constantemente mal-humorada, podem existir diferentes causas — desde transtornos como ansiedade, depressão, TDAH, TEA, TOD e TOC… até questões mais silenciosas, como privação de sono, excesso de estímulos e hábitos que desregulam o cérebro.

Nem sempre é “birra”.
Nem sempre é “fase”.
E, principalmente, nem sempre é algo simples.

A irritabilidade costuma ser a forma como a criança expressa que algo não vai bem — mesmo quando ela ainda não consegue explicar.

Por isso, se você tem percebido mudanças no comportamento do seu filho, com mais raiva, impaciência ou episódios de agressividade, não ignore.

Entender a causa é o que realmente faz diferença no caminho do cuidado. Avaliar é o primeiro passo.
Eduardo Gonçalves
Psiquiatra da Infância e Adolescência
🔎CRM/SP 190318 RQE 905491
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21/04/2026

Nem todo sofrimento cabe em um diagnóstico.

Em um mundo onde tudo precisa de um nome, muitos jovens têm buscado respostas rápidas — e, às vezes, se encontram em rótulos que parecem explicar tudo… mas não explicam.

Diagnósticos são importantes, sim. Eles orientam o tratamento.
Mas não são capazes de traduzir toda a complexidade de quem você é.

Antes de se definir por um nome, vale a reflexão:
o que você está sentindo… é só um rótulo — ou é algo mais profundo que merece ser compreendido?

Comenta aqui o que você pensa sobre isso.

14/04/2026

Uma inteligência superior não garante uma vida mais fácil.
Na prática, muitas vezes, ela complica.

Existe um mito de que ser muito inteligente signif**a ter sucesso garantido. Mas o que pouca gente vê é o outro lado.

Crianças com alta capacidade cognitiva podem se sentir deslocadas, perder o interesse pela escola e ter dificuldade de se conectar com outras pessoas.

E enquanto todo mundo foca em acelerar o desempenho acadêmico…ninguém pergunta como estão as habilidades emocionais e sociais.

E é aí que começa o problema.

Porque sucesso não vem de uma habilidade isolada.
Vem da capacidade de se adaptar ao mundo.

Quando existe um descompasso entre inteligência e desenvolvimento emocional, o que aparece não é vantagem — é sofrimento.

E, muitas vezes, silencioso.

13/04/2026

Todo tratamento em saúde mental deve ter começo, meio e fim. A proposta não é manter o paciente dependente de medicação para conseguir lidar com a vida.
A proposta é construir um caminho em que, no momento certo, esse tratamento possa ser finalizado.

Porque existe um ponto fundamental que precisa ser entendido: o remédio não ensina. Ele pode aliviar sintomas, estabilizar, ajudar — e muitas vezes é essencial. Mas ele não desenvolve habilidades, não muda padrões de pensamento, não constrói autonomia.

Por isso, ao longo do tratamento, é necessário trabalhar aquilo que sustenta a melhora no longo prazo:
hábitos, pensamentos, comportamento e repertório emocional.

Existem, sim, transtornos com base neurobiológica importante, em que a medicação tem um papel central.
Mas mesmo nesses casos, o objetivo deve ser alcançar o máximo de funcionalidade com a menor dose possível.

E isso só é possível quando o tratamento vai além do medicamento.

O acompanhamento psiquiátrico não é apenas sobre renovar receitas. É sobre conduzir um processo.

A verdadeira qualidade do tratamento está em oferecer ao paciente algo que não cabe dentro de um comprimido.

09/04/2026

Eu atendo pacientes de várias cidades do Brasil e também de diferentes lugares do mundo. A teleconsulta, sem dúvida, facilita muito esse acesso e pode ser uma ferramenta importante no acompanhamento.

Mas, no meu trabalho, ela tem critérios bem definidos.

Eu só atendo online pacientes com 13 anos ou mais.
E, para que esse acompanhamento aconteça à distância, a primeira consulta comigo precisa ser presencial.

Essa é uma escolha baseada na forma como eu conduzo meu trabalho e na importância que eu dou à qualidade da avaliação.
Porque, principalmente na infância e na adolescência, o atendimento não depende apenas do que é dito na consulta, mas também da observação clínica, do comportamento e da interação do paciente.

A teleconsulta pode ajudar muito, sim.
Mas, para mim, ela precisa manter o mesmo compromisso de qualidade que eu tenho no atendimento presencial.

E é por isso que eu organizo esse serviço dessa forma.

31/03/2026

Existe um pensamento silencioso, e extremamente prejudicial, sobre o TDAH: “quem usa medicação só não se esforça o suficiente.”

Mas isso não se sustenta.

Ninguém olha para uma pessoa com diabetes tipo 1 e diz que ela só usa insulina porque não tem disciplina.
Existe uma deficiência biológica, e o tratamento entra justamente para compensar isso.

No TDAH, de forma simplif**ada, acontece algo parecido.
Há um déficit de dopamina e noradrenalina em uma região do cérebro responsável por atenção, organização e execução.

Ou seja, não é sobre querer mais.
É sobre ter o “combustível” necessário para conseguir.

Dá pra tentar funcionar na reserva? Dá.
Mas, à medida que a vida exige mais, estudos, trabalho, relações, o custo disso começa a aparecer, cansaço constante, frustração, sensação de incapacidade e estratégias desfuncionais para dar conta.

A medicação, nesse contexto, não é um atalho.
É uma ferramenta.

Ela não ensina, não organiza, não cria disciplina.
Mas ela permite que tudo isso seja possível.

E é por isso que o tratamento não é só remédio.
É remédio, estratégia e orientação.

Reduzir isso a “falta de esforço” não só é injusto, como também afasta pessoas de um tratamento que pode transformar a forma como elas vivem.

25/03/2026

Existe uma ideia muito comum entre os pais:
“na minha época, a gente tinha mais autocontrole”.

Mas essa comparação ignora um ponto essencial.

O cérebro das crianças de hoje não é diferente do que era há 20 ou 30 anos.
O que mudou foi o ambiente.

Hoje, tudo é mais rápido, mais estimulante, mais envolvente.
Os conteúdos são pensados justamente para prender atenção — o tempo todo.

Ou seja, não é que as crianças tenham menos autocontrole.
É que elas estão sendo expostas a estímulos que exigem muito mais desse autocontrole.

E na infância, isso ainda está em construção.

Por isso, o que antes acontecia de forma mais natural, hoje precisa de mais presença, mais limite e mais direcionamento dos pais.

Não é sobre uma geração mais fraca.
É sobre um cenário muito mais desafiador.

13/03/2026

É muito comum ouvir pais dizendo que não querem que os filhos façam algo “obrigados”.
E eu entendo esse sentimento. Ninguém gosta de fazer o que não gosta.

Mas existe um ponto importante que muitas vezes esquecemos: a vida adulta não é feita apenas de coisas que dão prazer.

Mesmo em atividades que amamos, sempre existirão partes que não são agradáveis. No trabalho, nos relacionamentos, nos compromissos do dia a dia. E isso faz parte da construção de qualquer pessoa funcional e madura.

O que tenho observado com frequência nas gerações mais novas é uma grande dificuldade em tolerar frustrações — mesmo quando aquilo que está sendo proposto é algo que pode trazer benefícios importantes no futuro.

Dormir no horário certo.
Praticar atividade física.
Reduzir o tempo de telas.
Cuidar da saúde mental.
Ter uma rotina mais organizada.

Nem sempre a criança ou o adolescente vai entender isso no momento. Muitas vezes vão se frustrar, reclamar ou se decepcionar.

E está tudo bem.

Porque educar também envolve ensinar a lidar com limites.

Isso não signif**a autoritarismo, imposição ou falta de diálogo.
Signif**a construir uma autoridade saudável, onde a criança entende que pode até não gostar da decisão naquele momento, mas aprende a confiar que os pais estão buscando aquilo que é melhor para ela.

E, muitas vezes, é justamente essa capacidade de lidar com pequenas frustrações que prepara alguém para ser um adulto mais equilibrado e mais feliz.

10/03/2026

Crianças não constroem memórias apenas pelo que consomem.

Elas constroem memórias pelas experiências que vivem ao lado de alguém.

Um jogo, um filme, um passeio ou até um momento simples em casa pode se transformar em uma lembrança marcante quando existe algo que hoje está cada vez mais raro: tempo de qualidade.

Presença de verdade.

Não é sobre oferecer entretenimento o tempo todo.
É sobre dividir momentos.

Mas isso também vem acompanhado de algo essencial: responsabilidade.

Nem todo jogo, filme ou conteúdo é apropriado para uma criança. Parte do papel dos pais é justamente filtrar, orientar e decidir o que faz sentido para cada fase da vida.

Porque o objetivo não é apenas entreter.

É criar experiências saudáveis, seguras e signif**ativas.

No futuro, seu filho talvez nem lembre exatamente qual jogo estava jogando ou qual vídeo estava assistindo.

Mas existe uma grande chance de ele lembrar de quem estava ao lado dele naquele momento.
Eduardo Gonçalves
Psiquiatra da Infância e Adolescência
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Feliz dia das mulheres, em especial para as duas que mais amo 😊.Usos da IA para o bem.
08/03/2026

Feliz dia das mulheres, em especial para as duas que mais amo 😊.
Usos da IA para o bem.

05/03/2026

Muitos pais acreditam que, depois de um tempo, o filho “se acostumou” com a medicação psiquiátrica.

Mas, na maioria das vezes, não é isso que acontece.

O que muda é a vida.
As matérias da escola f**am mais difíceis, as responsabilidades aumentam, as interações sociais f**am mais complexas.

Ou seja: as demandas crescem.

E quando a vida f**a mais exigente, é comum parecer que o efeito do remédio diminuiu.

Por isso, tratamentos bem conduzidos não dependem apenas da medicação. Psicoterapia, rotina de sono, atividade física e acompanhamento regular fazem parte do processo.

Porque tratar saúde mental não é só ajustar remédio — é preparar a pessoa para lidar com as demandas da vida.
Eduardo Gonçalves
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27/02/2026

Em diversas regiões do país, o acesso a terapias, escola especializada, suporte multiprofissional e até cobertura de plano de saúde está condicionado ao diagnóstico de autismo. Isso cria um cenário de desigualdade entre crianças com prejuízos importantes, mas diagnósticos diferentes.

Diante dessa estrutura, alguns profissionais acabam sendo colocados sob pressão. A intenção pode até ser ajudar — ampliar acesso, garantir terapia, proteger a família. Mas precisamos ser claros: dar um diagnóstico que não corresponde à realidade clínica não é solução. É ilegal. E, acima de tudo, é um risco.

Diagnóstico não é apenas um rótulo administrativo.
Diagnóstico é direcionamento terapêutico.

Se o diagnóstico está errado, o plano de intervenção pode seguir o caminho errado. E, no longo prazo, isso pode atrasar mais do que ajudar.

Essa discussão não é contra os direitos das pessoas com autismo — direitos que foram conquistados com muita luta e são absolutamente legítimos. A questão é outra: por que outras condições do neurodesenvolvimento, como deficiência intelectual ou TDAH com grande prejuízo funcional, não têm acesso proporcional ao cuidado que também necessitam?

Talvez o problema não esteja no profissional que resiste.
Talvez esteja no modelo de política pública que condiciona cuidado a um único rótulo.

Precisamos ampliar acesso.
Não distorcer diagnóstico.

E você, como enxerga essa situação?

Endereço

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