Gestar, Parir e Maternar - Psicóloga Natália Domingos

Gestar, Parir e Maternar - Psicóloga Natália Domingos - Psicóloga
- Educadora Perinatal
- Consultora em Amamentação
- Doula Pós-Parto
- Placentera

Você foi vítima ou conhece alguém que  sofreu Violência Obstétrica? Hoje vamos entender como f**a o emocional das mulher...
18/06/2020

Você foi vítima ou conhece alguém que sofreu Violência Obstétrica? Hoje vamos entender como f**a o emocional das mulheres que, infelizmente, passaram por isso.
Como vimos no post passado, muitas mulheres, por desconhecerem seus direitos e as dinâmicas do parto, nem sabem que são vítimas da violência obstétrica, acreditando que alguns comportamentos dos profissionais e da instituição são normais. Mas, o corpo sente, o emocional sente, a "ferida" permanece aberta quando elas voltam para a casa.
Há poucos estudos da psicologia nesta área, mas as consequências da violência sofrida por mulheres na gestação, parto e pós-parto são preocupantes.
Passar por intervenções desnecessárias, ser privada da presença do acompanhante, ouvir comentários desrespeitosos da equipe de saúde, ser afastada do bebê sem necessidade, tudo isso, neste momento tão delicado, instável e vulnerável traz sentimentos intensos para a mulher, como medo, insegurança, impotência, angústia, constrangimento, além de dor, registrando o momento do parto como uma experiência negativa e podendo ocasionar traumas ou transtornos emocionais.
Já vimos também em vários posts aqui na página sobre o quanto o puerério, por si só, é um momento intenso, de oscilação emocional e de mudanças que geram medo, angústia e insegurança. Com uma vivência negativa do parto, isso se intensif**a, por a mulher já não estar se sentindo bem.
Os estudiosos da área mostram o maior risco de dificuldade na interação mãe-bebê, na formação do vínculo, acarretando prejuizos também na amamentação, e maior chances de depressão pós-parto.
Se você passou por algum tipo de violência, sinta-se abraçada! Me coloco a disposição para conversarmos sobre essa dor e todas as emoções que passam ai dentro! Se você conhece alguém que vivenciou isso, oriente para pedir ajuda. Ninguém deve passar por isso sozinha.
E juntos vamos nos apoiando para que essas situações não se repitam.
Com carinho
Natália Domingos
Psicóloga e Consultora Materna

Violência Obstétrica é qualquer tipo de violência sofrido pela mulher durante a gestação, o parto, pós-parto ou abortame...
17/06/2020

Violência Obstétrica é qualquer tipo de violência sofrido pela mulher durante a gestação, o parto, pós-parto ou abortamento.
Sim! Não esta condicionada apenas ao momento do parto. Também não se resume apenas aos procedimentos cirúrgicos que violam o corpo da mulher. E sabe o que é pior disso tudo? Grande parte das mulheres não sabem que estão sofrendo uma violência.
Por não saberem seus direitos, por não entenderem o processo do parto, por estarem em um momento delicado e de grande vulnerabilidade física e emocional, por não terem profissionais ou instituições disponíveis e preparadas para esse evento, a maioria das mulheres passam pela violência obstétrica sem saber que sofreram com ela, percebendo apenas que alguma coisa não vai bem após o nascimento do bebê, que alguma coisa foi tirada delas, alguma coisa as afetou (ou até mesmo traumatizou, violou).
Para f**ar mais claro:
Violência Institucional: quando o atendimento é negado ou há alguma dificuldade para a mulher ser atendida no posto de saúde; a recusa da admissão da mulher em trabalho de parto - o que leva a mulher a peregrinação para um leito; o impedimento da entrada do acompanhante; impedimento do alojamento conjunto; etc.
Violência Verbal: qualquer comentário que venha humilhar e ofender a mulher; críticas; grosseria; privação de informações; etc.

Violência Física: realização de procedimentos não autorizados pela mulher no momento do parto; intervenções desnecessárias e invasivas como lavagem intestinal, restrição da posição do parto, episiotomia, manobra de Kristeller; etc.
Violência Psicólogica: exposição da mulher a situações de medo, abandono, insegurança, inferioridade, humilhação; recriminação dos comportamentos, impedindo a expressão de suas dores; retardar o contato da mãe com o bebê; etc.
Esses são alguns dos exemplos de violência mas qualquer ato em que a mulher se sinta desrespeitada deve ser levado em conta.
Forte abraço!
Natália Domingos
Psicóloga e Consultora Materna

Antigamente, o parto era visto como um momento feminino, onde estavam presentes apenas as mulheres - a parturiente, a pa...
16/06/2020

Antigamente, o parto era visto como um momento feminino, onde estavam presentes apenas as mulheres - a parturiente, a parteira, a doula. Porém, com o processo de hospitalização do nascimento e a objetif**ação do corpo feminino, a mulher perdeu sua autonomia neste momento, passando o protagonismo do parto as mãos dos médicos, e a atmosfera de intimidade e prazer passou a ser desenhada como uma vivência dolorosa, na qual a mulher não daria conta de ir até o final.
Uma das questões a serem tratadas, frente a essa realidade, são as consequências desta mudança: o parto passou de um evento sexual, de empoderamento para a mulher, para um evento institucional.
A classif**ação do parto como um evento sexual se dá devido a resposta fisiológica igual: em ambos eventos, a liberação hormonal de ocitocina, endorfina e adrenalina são iguais. Também há a necessidade de privacidade e um ambiente tranquilo para que o corpo reaja. E ele pode sim ser um evento prazeroso - hoje existem estudos sobre os partos orgasmicos.
De acordo com os estudos da área, o parto passou a ser encarado como um evento doloroso e amplamente hospitalar a partir da dominação patriarcal sobre a sexualidade das mulheres. As mulheres passaram a acreditar serem incapazes de realizar seus pórprios partos, absorvendo a ideia de corpo defeituoso.
Alguns estudos mostram que mulheres que participam ativamente do seu parto, se sentem empoderadas e acreditam mais em si mesmas. Mas o resgate do protagonismo da mulher no cenário do nascimento vai além: é o resgate da imagem desta vivência como um evento natural, íntimo, instintivo e privativo da mulher, abrindo possibilidade para que este seja um evento com experiências positivamente transformadoras.
Você já parou para pensar sobre o seu parto? Como quer que ele seja? Como não quer que ele seja? Sobre como se preparar para ele?
Podemos juntos mudar esse cenário para algo muito positivo!
Com carinho
Natália Domingos
Psicóloga e Consultora Materna

Você já parou para se perguntar o porquê decidiu ter um filho? De onde vem sua motivação e quais as razões que a/o levam...
15/06/2020

Você já parou para se perguntar o porquê decidiu ter um filho? De onde vem sua motivação e quais as razões que a/o levam a querer ter filho?
Sim! É importante nos questionarmos sobre isso! Pois a escolha em ter um filho pode ter raizes muito diferente das que acreditamos.
Na clínica psi, mesmo com pessoas que ainda não estão grávidas, essa questão já permeou as sessões. Por exemplo, casos em que mulheres (e homens) se pressionam em "dar" um filho ao conjuge, não porque querem, mas para agradar o outro, por ser um desejo do outro. Ou casos em que a motivação vem para compensar uma perda - a dificuldade em lidar com o falecimento de um ente querido, ou a substituição de um filho perdido. Mas o mais frequente é a motivação em que se apoia, inconscientemente, no preenchimento do vazio interno. Em qualquer uma dessas situações a motivação não sustenta a árdua tarefa, mas, em especial, esta última, é a que traz maiores estragos, tanto para os pais quanto para o filho.
Meus estudos e pratica com a teoria sistêmica, à luz das constelações familiares, mostram que quando um filho vem para preencher o vazio emocional dos pais, ele f**a preso nesta dinâmica e, quando cresce, não consegue "ir para a vida" e se soltar da família de origem. Se é ele quem preenche o vazio de um dos pais ou o vazio entre o casal, quando chega a hora de partir para a sua vida, como f**am esses pais frente ao vazio presente novamente com a partida do filho? Adoecem ou começam as brigas ou se separam e sempre tentam "puxar" o filho de volta - mesmo que falem que querem que o filho vá. E este filho, ao olhar para traz, ao ver a situação dos pais, não consegue f**ar em paz, sente culpa e retorna.
As motivações devem ser reais e fortes o suficiente para te dar força para a função materna e paterna. O filho deve vir do transbordar do amor dos pais, não da carência, da cobrança ou para dar sentido na nossa vida.
Reflita sobre isso!
Forte abraço
Natália Domingos
Psicóloga e Consultora Materna

Não é só para o parto físico que a mãe e o casal tem que se preparar não. Muito além das técnicas para ajudar o bebê a p...
14/06/2020

Não é só para o parto físico que a mãe e o casal tem que se preparar não. Muito além das técnicas para ajudar o bebê a passar pelo canal vaginal, a mulher e o casal precisam se preparar emocionalmente para o parto, afinal, quando nasce um bebê, nasce também uma mãe e um pai.
E daí vem a importância de se preparar, de se cuidar, porque não é só o nascimento do filho que esta acontecendo, a mulher renasce como mãe, modif**a sua identidade, seus papeis, tanto em sua família de origem (de filha, passa para o papel de mãe e agora pode experimentar as vivências que sua mãe teve enquanto cuidava dela quando bebê), quanto na família atual (inaugura-se a parentalidade, além da conjugalidade - além do papel de marido e mulher, agora de pai e mãe).
O parto é um dos momentos mais esperados da gravidez. É quando finalmente vamos conhecer o bebê. Quando ele se torna real e presente. Frente a isso também verif**amos o fenômeno de confrontação entre o bebê imaginado durante a gestação com o bebê real - o filho imaginado com o filho real. É o momento onde nós nos despimos das nossas fantasias, enfrentamos nossas frustrações e lutos por tudo o que foi idealizado antes do nascimento. Isso não quer dizer que não f**amos felizes com o bebê real, mas sempre existe diferença entre o bebê imaginado e o que esta nos nossos braços.
Estar bem emocionalmente ajuda na passagem pelos momentos desafiadores do parto. A visão que temos sobre a nossa experiência do parto interfere no início da formação relacional mãe-bebê, como cita Laura Gutman: "O início do vínculo mãe-bebê esta muito condicionado à experiência do parto e aos primeiros encontros entre mãe e filho".
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Mais do que um evento fisiológico, o parto vem como um rompimento à nossa estrutura emocional: "Há um 'algo' que se quebra ou se desestrutura para possibilitar a transição do 'ser apenas um para ser dois'" segundo Gutman.
Com carinho
Natália Domingos
Psicóloga e Consultora Materna

A experiência da maternidade e da paternidade é tão intensa que traz a tona a oportunidade de reviver e ressignif**ar no...
13/06/2020

A experiência da maternidade e da paternidade é tão intensa que traz a tona a oportunidade de reviver e ressignif**ar nossas próprias vivências infantis.
Trabalho muito isso nos encontros de consultoria materna com as famílias. Conversamos sobre o porque o pós-parto é tão pesado: além de toda a energia dispendida para os cuidados com o bebê e as mudanças na casa, rotina e vida - os recém-pais também entram em contato com suas próprias vivências infantis, registradas no inconsciente. Por isso precisamos nos fortalecer emocionalmente durante a gestação - ela não dura nove meses apenas para formação física do bebê, a gestação também esta formando os pais.
Você já parou para pensar sobre a sua história? Como foi seu nascimento, como foi a sua chegada para os seus pais e sua família? Como você era quando bebê...? Deixo aí como sugestão essa visita ao passado como uma oportunidade para completar as peças da sua história de vida, principalmente se você está para receber um filho.
Um forte abraço
Natália Domingos
Psicóloga e Consultora Materna

Recebo muitas perguntas de grávidas referentes ao enjoo e vômitos da gravidez. Geralmente essas perguntas vem relacionad...
12/06/2020

Recebo muitas perguntas de grávidas referentes ao enjoo e vômitos da gravidez. Geralmente essas perguntas vem relacionada a esse tema: o enjoo é emocional?
Antigamente, a psicanálise observava o fenômeno da hiperemese gravídica (enjoo e vômito frequente durante toda a gestação) como um sintoma da não aceitação da gravidez pela mulher e da rejeição inconsciente da mãe ao bebê.
Hoje, os estudos da psicologia mostram que os aspectos emocionais da gestante podem interferir na intensidade das naúses e vômitos, mas que isso, não necessariamente, esta ligado à rejeição, sendo mais relacionado ao sentimento de ambivalência da mulher frente a gravidez - ou seja o conflito entre o querer E não querer a gravidez, entre querer ser E não ser mãe, estar E não estar preparada para a maternidade, dentre outros conflitos.
Mas a hiperemese gravídica ainda não tem explicações concretas, nem das ciências médicas, nem das psicológicas, sendo motivo de estudos e pesquisas.
O que se sabe hoje é que o enjoo moderado é bastante frequente (em torno de 90%) devido as alterações hormonais no início da gestação, podendo se estender até a vigésima semana. Após esse período, ou em situações com sintomas mais fortes, os casos devem ser avaliados para saber se se enquadram no diagnóstico de hiperemese.
Se você esta tendo enjoos mais frequentes e após este período citado, converse com o seu médico. Reveja seus hábitos alimentares, faça um balanço sobre sua saúde mental e procure informação com profissionais especializados para te orientar.
Forte abraço
Natália Domingos
Psicóloga e Consultora Materna

Antigamente, a psicologia desconsiderava as vivências intra-uterinas, acreditando que o psiquismo se formava apenas após...
11/06/2020

Antigamente, a psicologia desconsiderava as vivências intra-uterinas, acreditando que o psiquismo se formava apenas após o nascimento do bebê - defendiam que o ser humano nascia como uma folha em branco. Porém, hoje sabemos que é dentro da sua barriga, mamãe, que o bebê vai entrar em contato pela primeira vez com as sensações e emoções, e assim moldar a forma com que ele vai lidar com o mundo aqui fora.
Amor, ansiedade, alegria, medo, rejeição, stress... tudo o que você sente, física e emocionalmente, seu bebê também sente! É por isso que nós, profissionais da área do cuidado perinatal, temos tanta preocupação e delicadeza com essa fase da vida, pois é aí que se iniciam as primeiras impressões do ser humano, que vão influenciar sua forma de se ver e se cuidar (autoestima) e de interpretar o mundo.
Se você dá atenção à sua barriga, se conversa com o seu bebê, se cuida da sua saúde mental, é muito provável que seu filho sinta que o mundo aqui fora é amistoso e receptivo. Se você aceita sua gestação com alegria, apesar dos medos e inseguranças, se acalma seu bebê nos momentos de "turbulência" emocional, muito provável que ele aprenda a lidar com as intercorrências da vida de forma mais otimista e segura.
Entedemos hoje que o ser humano não é totalmente predeterminado, no sentido de que "se passou por isso será assim pra sempre". Não é assim que funcionamos. Todos nós nascemos com a capacidade de ir nos moldando de acordo com o que vivemos, interna e externamente. Uma criança que teve experiências negativas dentro do útero, como rejeição materna, não vai ser fadada ao fracasso emocional pelo resto da vida. Não é isso!
O que quero que você, mamãe, entenda é que as experiências intrauterinas já afetam seu bebê e começam a moldar a sua personalidade, assim como as influências ambientais, após o nascimento, vão também contribuir para um desenvolvimento emocional saudável ou não. Pense que o útero é a primeira escola.
Natália Domingos
Psicóloga e Consultora Materna

Também chamada de Hora Dourada, a primeira hora de vida do bebê é como um momento de "boas-vindas", onde ele terá suas p...
03/06/2020

Também chamada de Hora Dourada, a primeira hora de vida do bebê é como um momento de "boas-vindas", onde ele terá suas primeiras experiências fora do útero e conhecerá seus pais.

Nesta primeira hora o bebê se encontra alerta e hipersensível aos estímulos do meio. É o momento em que ele deveria estar juntinho de sua mãe para ter suas primeiras impressões de forma tranquila e acolhedora.
Michel Odent, médico e defensor do movimento do nascimento respeitoso, já dizia: "Para mudar o mundo, é preciso primeiro, mudar a forma de nascer". Essa frase nos faz refletir sobre a importância desse momento para o desenvolvimento do ser humano, a transição do útero para o mundo com experiências agradáveis, pois é aqui que o bebê vai vivenciar o imprinting (que vimos no post anterior) e vai fortalecer o vínculo com a mãe e dar início a amamentação.
A Organização Mundial da Saúde preconiza que a amamentação seja iniciada e incentivada neste momento pois os estudos indicam que os benefícios para o bebê se estendem por toda a vida.
O bebê se encontra mais sensível e ativo neste período e é natural que ele busque o seio. O contato pele a pele acalma o bebê e promove a liberação de ocitocina (o hormônio do amor) pela mãe, responsável pela criação do vínculo e a liberação do leite.
Um estudo realizado pela OMS mostra que 3 a cada 5 bebês não são amamentados na primeira hora de vida. Outro estudo publicado pela revista Pediatrics, mostra que 16% das mortes neonatais poderiam ser evitadas apenas adotando a amamentação no primeiro DIA de vida. E essa taxa poderia subir para 22% se a prática da amamentação fosse realizada na primeira HORA de vida.
Além de evitar mortes, a amamentação na primeira hora de vida ameniza o choque do nascimento para o bebê, suavizando a passagem intra-uterina para o mundo externo.
Cuide dessa hora!
Com carinho
Natália Domingos
Psicóloga e Consultora Materna

O pós-parto, também chamado de puerpério, é o momento em que tudo esta diferente. O corpo esta diferente, aquela barriga...
02/06/2020

O pós-parto, também chamado de puerpério, é o momento em que tudo esta diferente. O corpo esta diferente, aquela barriga que carregamos por 9 meses não é mais a mesma, o leite começa a brotar, nos deparamos com um "serzinho" totalmente dependente, muitas vezes bem diferente daquele que imaginamos. A rotina muda, a casa muda, as pessoas mudam, os sentimentos mudam (constantemente e instantaneamente)... o caos se estabelece... o novo se abre para nós.
A chegada do bebê nos traz desafios diários: o choro, a amamentação, o sono... nos deparamos com nossos limites, com nossas potencialidades e ao mesmo tempo com nossa impotência. Nos descobrimos a cada momento, nos refazemos enquanto mulher e nos construimos enquanto mãe.
Se preparar para o pós-parto não é um hábito comum aqui no Brasil. Pensamos que ser mãe é quase que automático. A cultura nos impõe isso: o instinto materno, o amor automático após o parto e diversas outras cobranças cruéis... Existe dentro de nós muita sabedoria sim, mas isso não quer dizer que não precisamos de orientação, estudos e apoio.
O apoio e orientação durante a gestação nos traz tranquilidade para vivênciar os diversos desafios do pós-parto, pois nos familiarizamos com algumas questões:
- passamos a entender o que a chegada do bebê faz com a nossa vida
- compreendemos as mudanças físicas e emocionais as quais experimentamos
- conhecemos o mundo do bebê
- nos sentimos mais seguras com os cuidados práticos com o recém-nascido
- entendemos o processo da amamentação
- sabemos diferenciar o que é esperado nesse momento e quando pedir ajuda
- entendemos nossas limitações e como lidar com elas
Então como se preparar para o pós-parto?
Durante a gestação você pode ler sobre as vivências desse momento, participar de cursos de gestantes ou grupos, pode buscar apoio com profissionais da área (psicólogas, consultoras maternas, doulas, etc). Vale a pena!
Com carinho
Natália Domingos
Psicóloga e Consultora Materna

Quando o bebê nasce, ele chega ao mundo sem nenhuma impressão visual e vai entrar em contato com as primeiras sensações ...
01/06/2020

Quando o bebê nasce, ele chega ao mundo sem nenhuma impressão visual e vai entrar em contato com as primeiras sensações físicas e emocionais após o parto. É neste momento que acontece o IMPRINTING - que são as primeiras impressões do bebê após o nascimento.
O imprinting acontece quando o bebê conecta seu olhar com a mãe, tendo sua primeira impressão do mundo através dela. Desta troca de olhares, os níveis de ocitocina aumentam e, assim, acontece o estreitamento do vínculo entre mãe e bebê. É como um amor à primeira vista.
Através do olhar, a mãe passa segurança para seu filho. No colo dela, ele reconhece o cheiro, os batimentos cardíacos e a voz que ele escutava dentro da barriga. Assim, se sente seguro e tranquilo.
O imprinting é um fenômeno comum a todos os mamíferos, observado inicialmente nos animais, mas depois foi percebido também nos humanos. No mundo animal, o imprinting atua como um instinto de sobrevivência, os filhotes copiam o comportamento dos pais. Mas nos humanos, é um fenômeno percebido através do contato visual que fortalece o vínculo entre a dupla mãe-bebê - o que passou a ser objeto de estudo para a neurociências e psicologia.
Os estudiosos da área acreditam que essas primeiras horas do bebê após o nascimento e suas primeiras experiências neste período são eventos decisivos para seu desenvolvimento. Por isso, nos próximos posts vou falar mais sobre a "Golden Hour" - a hora dourada - e a importância dela para o bebê e a família. Então fiquem ligados!!
Com carinho!
💜
Natália Domingos
Psicóloga e Consultora Materna

Alguém ainda tem alguma dúvida sobre o porque o puerpério é punk? 😂Receber um bebê, lidar com as mudanças físicas, psico...
31/05/2020

Alguém ainda tem alguma dúvida sobre o porque o puerpério é punk? 😂
Receber um bebê, lidar com as mudanças físicas, psicológicas e emocionais, lidar com os "lugares"familiares diferentes, a nova identidade, os novos papéis e, ao mesmo tempo, entrar em contato com toda nossa história, acessar nossas vivências primitivas escondidas no nosso inconsciente... sim! Isso tudo é pesado e intenso. Por isso a mulher precisa tanto de apoio! Só assim, ela poderá se sentir amparada e segura para poder se render a fusão com o bebê.
Toda vez que o fala, é um presente! Este foi no curso de Psicologia do Puerpério, há 3 anos! Gratidão ao mestre! 🙏 @ Ribeirão Preto

Endereço

Ribeirão Prêto, SP
14025-520

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