14/09/2022
👉 Você já ouviu falar em baby blues? E em depressão pós-parto?
São condições que podem acometer muitas mães, principalmente após o parto. No entanto, elas não são a mesma coisa - ainda que a baby blues possa evoluir para um quadro depressivo. Vamos entender as principais diferenças entre elas na imagem?
O blues puerperal, conhecida como baby blues, pode acometer até 50% das parturientes. Ela é comum devido às oscilações hormonais pós-parto que o organismo feminino sofre, com o desequilíbrio de estrogênio e progesterona característicos desse período. Ela costuma ser autolimitada, ou seja, se resolve sozinha, conforme a mulher vai retornando ao seu estado de saúde e se acostumando com a maternidade.
Já a depressão pós-parto é uma condição mais séria e complicada, que exige atenção e tratamento profissional. Ela acomete cerca de 25% das mulheres (1 em cada 4 mães sofre com o transtorno) e tem causa multifatorial, podendo se desenvolver mesmo antes do nascimento da criança. Como qualquer transtorno mental, é fundamental tratá-la para que a mulher possa recuperar seu bem-estar mental e estabelecer um vínculo afetivo com seu bebê.
Os sintomas de ambas são semelhantes, como sensibilidade emocional, instabilidade de humor, tristeza, insônia, ansiedade e insegurança. No entanto, na depressão eles são mais intensos, o que pode até mesmo causar rejeição da mãe ao bebê e à maternidade.
Vale alertar a sociedade para que as famílias e redes de apoio se atentem aos sintomas e possam ajudar na busca de um profissional qualificado para tratar o quadro. A aliança entre a psicologia e a psiquiatria pode ser extremamente benéfica na reconstrução do bem-estar mental materno e na identificação de si mesma na nova realidade da maternidade.
🤜🤛 Compartilhe com seus amigos e vamos juntos tomar consciência de que saúde mental materna importa - e é nosso papel, coletivo, contribuir para essa causa!
Paula Naldi
Psicóloga Parental e Perinatal - CRP 06/78004