24/04/2026
Solidariedade que atravessa décadas
O aposentado João Batista Barbosa, morador de Serrana, atingiu neste mês a marca histórica de 81 doações de sangue realizadas na rede do Hemocentro. A trajetória de solidariedade, que começou em 1996, ganha um tom de urgência e celebração, já que o doador completará 68 anos em junho, aproximando-se da idade máxima permitida pela legislação brasileira para a doação de sangue.
Ao longo de quase três décadas, João Batista diversificou seus pontos de apoio à saúde pública. Iniciou sua jornada na unidade do Hemocentro em Serrana, mas, com o tempo, tornou-se figura conhecida tanto no Posto de Coleta (Centro) quanto no Hemocentro do Campus da USP, em Ribeirão Preto. Sua constância ajudou a manter os estoques da rede que abastece os principais hospitais da região, transformando o ato de doar em um hábito de vida.
"Eu comecei lá em 1996, em Serrana, e de lá para cá a doação virou parte da minha rotina. Eu doo porque sinto que é minha obrigação como ser humano ajudar quem está passando por um momento difícil. Saber que uma bolsinha de sangue minha pode salvar outras pessoas me dá uma satisfação que não tem preço”, explica.
Para ele, “enquanto eu tiver saúde e a lei permitir, eu estarei aqui. Vou continuar doando até quando eu puder, até o último momento, porque o sangue não se fabrica em farmácia e o próximo sempre vai precisar da gente. Chegar aos 68 anos com esse histórico de 81 doações me deixa muito orgulhoso e com o coração tranquilo", finaliza.
Foto: João Batista Barbosa com a colaboradora Leandra Marques