16/12/2025
Fim de ano… e dias profundamente desafiadores.
Em uma mesma semana, a vida me colocou nos dois extremos da existência.
Foram três despedidas de pessoas muito queridas e, ao mesmo tempo, três nascimentos.
Estive no início da vida, celebrando e auxiliando novas chegadas…
e também no fim dela, acompanhando partidas que doem e silenciam.
Em um espaço de tempo muito curto, vivi luto, celebração, aniversários de amigas, nascimentos e despedidas.
Em um momento, lágrimas. No outro, festa. Logo depois, vida chegando.
Altos e baixos que não deram tempo de serem digeridos.
As demandas seguiram. Os atendimentos, os compromissos, a rotina… tudo continuou.
Mas a vida pediu outro ritmo, outro olhar, outro lugar interno.
Estar tão próxima dos extremos da vida faz a gente refletir profundamente sobre o HOJE,
sobre o que existe entre o começo e o fim.
E não tem como isso não nos atravessar.
Quando minha terapeuta me perguntou:
“Cláudia, como você está com tudo isso?”
a resposta foi sincera: eu nem sei. A vida tem me atropelado.
E talvez seja isso…
Nem sempre dá tempo de sentir, elaborar, processar.
Às vezes, a gente só segue, tentando honrar tudo o que passa por nós.
Que a gente consiga, aos poucos, encontrar espaços de pausa, de acolhimento e de respiro.
Mesmo quando a vida vem intensa demais.
Registro by enquanto eu contemplava o arco íris após uma despedida.
🤍