Jerllane Lopess

Jerllane Lopess Atendimento on-line Terapia, análise, mentoria, acompanhamento, palestra, supervisão.

30/01/2026
27/01/2026

Cena 🎬 da série killing Eve: Dupla obsessão..

Vilaneli finge ser 1 personagem p/atrair sua vítima, mas o que ela traz nesse trecho é sua sinceridade de lidar com o tédio.
Tem 1 história interessante q Camus escreve ao final do seu ensaio sobre o absurdo ( é preciso imaginar Sísifo feliz)
A história é sobre a maldição que Sísifo recebeu por ter enganado a morte, el foi condenado passar o resto de sua vida empurrando uma enorme pedra e quando chega no topo a pedra rola para baixo e ele precisa repetir isso pela eternidade, e o Albert Camus escreve é preciso imaginar sísifo feliz dentro de sua maldição.

Não importa o quanto meditemos ou sejamos bons, a vida irá nos derrubar algumas vezes, a segunda feira sempre chega, você pode ter sido bom a vida toda, mas ñ é garantia d nada, acidente, câncer, tragedia poderá acontecer, como diz a bíblia” o dia mal” inflz ele vai chegar.

Condenado a empurrar eternamente 1 pedra montanha acima, apenas para vê-la rolar de volta, Sísifo encarna a repetição, o aparente vazio, o tédio da tarefa sem fim. Camus propõe q, ao tomar consc. do absurdo da falta d sentido dado o homem ñ se destrói, mas se revolta. A felicidade de Sísifo ñ está na pedra, mas na lucidez. Ao descer a montanha para recomeçar, ele sabe de sua condição e ainda assim, escolhe continuar. A escolha é sua. E nisso há dignidade.

Sob um olhar psicanalítico, a pedra pode ser vista como aquilo que retorna, o sintoma, o padrão repetitivo, a compulsão à repetição de que falava Freud. Empurramos sempre algo semelhante, relações parecidas, conflitos internos recorrentes, narrativas que insistem. O tédio, nesse cenário, ñ é apenas monotonia, é o encontro com o real cru, sem fantasia heroica. É o momento em q o sujeito percebe que ñ há garantia de sentido pronta, e que o desejo precisa ser assumido.

Imaginar Sísifo feliz é imaginar alguém q deixa de ser vítima da repetição e passa a ser autor de sua posição diante dela. Ele ñ elimina o peso da pedra, mas transforma sua relação com o peso. Viver no tédio, então, pode ser menos sobre escapar da repetição e ➕ sobre tornar-se consciente dela e escolher, a cada subida, quem se é enquanto empurra.

Viés de confirmação é a tendência que o nosso cérebro tem de procurar, interpretar e lembrar informações que confirmem a...
26/01/2026

Viés de confirmação é a tendência que o nosso cérebro tem de procurar, interpretar e lembrar informações que confirmem aquilo que já acreditamos e ignorar ou minimizar o que contradiz.

Não é maldade, é economia psíquica.

Funciona mais ou menos assim, você acredita que “as pessoas sempre me decepcionam” Alguém esquece de te responder “Seu cérebro registra, Tá vendo? Eu sabia.” Mas ignora as vezes em que foram leais, presentes ou cuidadosas.

Ele seleciona evidências que sustentam a narrativa interna.

Neurobiologicamente, isso envolve, ativação do sistema de recompensa quando encontramos algo que confirma nossa crença.
A amígdala outra área do cérebro pode reagir como se uma informação contrária fosse uma ameaça à identidade.

isso é o ego se defendendo.
Mudar uma crença às vezes dói como perder o chão.

24/01/2026
Há em mim um esforço contínuo de aterrar o corpo para que o invisível não me arraste.Porq quando o mistério se revela, e...
22/01/2026

Há em mim um esforço contínuo de aterrar o corpo para que o invisível não me arraste.
Porq quando o mistério se revela, ele não vem manso, ele seduz, convoca, apaixona.
E não parece efêmero, parece destino.
Mas seu desfecho… esse permanece sempre adiado,
tão distante quanto Deus,
tão próximo quanto a loucura.

Entender Deus exige um preço psíquico.
Nietzsche pagou com a própria sanidade.
Imagine eu milhões de x mais mais frágil e incomparavelmente mais superficial que nietzsche, um caminho à beira desse mesmo abismo
com os pés fincados num mundo raso, cotidiano, funciona
como quem segura uma âncora para não desaparecer.

A mente não é superfície.
A mente é abismo.
E o que chamamos de consciência talvez seja apenas a borda segura
que inventamos para não cair.

O buraco negro assusta a ciência porque não devolve respostas,
apenas silêncio, curvatura, desaparecimento.
E eu suspeito — perigosamente —
que cada célula nossa, cada um dos trilhões de neurônios,
abriga o seu próprio buraco negro:
um ponto onde o sentido colapsa,
onde o saber não alcança,
onde Deus não explica a si mesmo.

Viver, então, é isso:
aterrar-se para poder amar o invisível
sem ser engolida por ele.
É sustentar o mistério
sem exigir que ele se revele.

E talvez a sanidade não seja compreender,
mas aceitar que há regiões da alma
que jamais serão descobertas —
nem pela ciência,
nem por Deus,
nem por nós.

Endereço

Avenida Mario Domingues, Centro, Ribeirão-Pe
Ribeirão, PE
55520-000

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