15/01/2026
O ano era 2017.
Eu vi aquele anúncio pela primeira vez… e algo dentro de mim soube.
Não foi racional. Foi um “eu quero ser isso” que veio inteiro, sem pedir licença.
No ano seguinte, lá estava eu, fazendo as formações como praticante.
E, ao final daquele mesmo ano, veio a tal “voz”. Baixinha, firme, impossível de ignorar:
“Vai para o México fazer a formação como instrutora.”
Confesso… titubeei.
Mas quando o propósito é verdadeiro, a vida começa a se organizar ao redor dele.
E tudo foi se alinhando para dar certo.
Até que, três dias antes da viagem, o Diego recebe um telefonema da empresa, precisava embarcar.
Naquele instante, meu chão caiu.
Era eu… e o Theo. Com um ano e meio.
Minha sorte, e minha rede, foi que meus sogros estariam comigo nessa jornada.
Mas o corpo sente. O campo sente.
E o Theo, que nunca havia f**ado doente até então, sentiu tudo o que eu estava tentando segurar.
No dia do embarque, ele acorda com febre alta, vômito e diarreia. E eu desestabilizo de novo.
O voo foi um desafio:
trocas incontáveis de fralda, febre, não dormi.
Não romantizo, foi difícil.
Foi uma prova. Daquelas que a alma pede e o ego questiona.
As primeiras noites do curso foram
eu acordada, com ele no colo, tentando fazê-lo dormir, ainda com febre.
Foram 11 dias mergulhada nessa experiência.
Exausta. Presente. Inteira.
E sem saber que, depois daquela travessia, tantas coisas lindas estavam me esperando.
O tempo voou.
Hoje, exatamente hoje, há sete anos atrás, eu embarcava nessa aventura chamada ThetaHealing.
Posso sentir a emoção agora mesmo, de como foi eu entrar naquela sala, meu crachá, fone para tradução simultânea, terapeutas do mundo interior reunido. Eu chorei, agradeci por aquilo, mesmo em meio a desafios, era uma grande realização.
O ThetaHealing, para mim, foi isso: uma ferramenta, sim.
Mas, sobretudo, uma porta de entrada para um mundo que eu já sentia… e finalmente pude habitar.