26/03/2026
Sabe quando alguém do seu convívio acorda de mau humor e, de repente, o seu dia também acaba? Você começa a tentar agradar, resolve os problemas da pessoa e se sente culpada por estar bem enquanto o outro está frustrado.
Isso não é empatia. O nome disso é fusão emocional.
Muitas vezes, aprendemos lá na infância que, para manter a paz no ambiente, precisávamos garantir que todos em volta estivessem felizes. Mas carregar o peso do que o outro sente é uma bagagem pesada e impossível de sustentar na vida adulta.
Você pode oferecer apoio, escuta e acolhimento. Mas o trabalho interno de processar a frustração, a raiva ou a tristeza pertence exclusivamente ao dono do sentimento. Você não pode fazer a digestão emocional por ninguém.
Devolva a responsabilidade que não é sua. O seu único dever é aprender a não desmoronar diante do caos do outro.