10/09/2019
SETEMBRO AMARELO
O suicídio segue sendo um estigma e um tabu em nossa sociedade. O receio e preconceito de abordar esse assunto são barreiras contra uma discussão aberta. A nossa própria psicofobia (preconceito contra doença mental) é o principal obstáculo a ser batido.
“No mundo, a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio e a cada 3 segundos uma pessoa atenta contra a própria vida. Entre os jovens de 15 a 34 anos já é a segunda causa de morte” (Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria – Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio).
A grande maioria das pessoas que suicidam dão sinais e falam sobre isso antes, muitas vezes realizam planejamento e tentativas prévias. Alguém que pensa em morrer demanda grande atenção, precisa ser levado à sério e ter acesso a ajuda especializada multiprofissional.
Falar sobre suicídio não aumenta o risco do seu acontecimento, mas sim abre portas para novos caminhos, intervindo em seu desfecho e aliviando a angústia de quem pensa nesse infortuno. Cem porcento das pessoas que suicidam passavam naquele momento por sofrimento mental.
O mais importante para o paciente com intenção suicida é poder ter alguém com quem possa conversar abertamente sobre o tema, sem julgamentos. O auxílio profissional pode identif**ar os riscos, buscar entender as motivações e construir alternativas concretas para intervir no sofrimento.
Campanhas como Setembro Amarelo são fundamentais para trazer o tema em evidência e para o combate à psicofobia. Juntos podemos salvar vidas. Conversar sobre o suicídio e oferecer apoio é um grande passo em seu prevenção.